Revista Sexy Nº 362 | Fevereiro/2010 | Bárbara Koboldt | Exemplar de Banca com Entrevista de Tom Zé
R$17,90
A primeira desistente da história de um reality brasileiro voltou às páginas onde havia estreado sete anos antes — desta vez com trinta fotos e nenhuma satisfação a dar.
Junho de 2009 rendeu à televisão brasileira uma cena inédita: uma participante que simplesmente decidiu ir embora, no início da segunda semana de confinamento, e saiu falando o que pensava de cada um que ficou. Sete meses depois, quando as bancas ainda respiravam Carnaval e o país já contava os dias para a Copa da África do Sul, a Rickdan devolveu essa mesma mulher ao público em condições que ela escolheu: fora de qualquer casa, dentro de uma reserva natural, com as tatuagens à mostra e o fotógrafo Daniel Aratangy no comando. A edição ainda trouxe Tom Zé dizendo, em plena capa, que o governo daquele momento era “uma democradura”. Poucas revistas conseguiram, num mesmo mês, ser tão despudoradas e tão insolentes.
Estado Geral de Conservação: BOM
- CAPA: apresenta desgaste concentrado nas bordas e quinas, com perda de pigmentação e pequena falha de material no canto inferior direito. Vincos claros ao longo da borda direita e amassados na borda inferior, com escurecimento discreto. Imagem central, tipografia e chamadas totalmente preservadas e legíveis, sem rasgos que atravessem a superfície.
- CONTRACAPA: íntegra em cores e impressão, com vinco no canto superior externo e desgaste ao longo da borda lateral. Sem manchas, sem perda de área impressa.
- LOMBADA: firme e bem colada, sem descolamento de cadernos ou abertura de folhas. Texto lateral legível de ponta a ponta, com marcas leves de manuseio nas extremidades.
- PÔSTER: não se aplica — a edição não trazia encarte de pôster de origem.
- MIOLO: excelente. Páginas firmes, limpas e completas, sem rasgos, recortes, dobras, anotações, manchas ou sinais de umidade. Ensaios com brilho, contraste e registro de cor plenamente preservados.
- OBSERVAÇÃO: exemplar de banca, sem carimbo, etiqueta ou marca de assinante. O desgaste é externo e periférico — o conteúdo interno chegou até aqui em condição bem superior à da capa, o que faz deste um exemplar de leitura e consulta muito melhor do que a primeira impressão sugere.
Ela largou a fazenda por vontade própria, sem chorar e sem pedir desculpa. Sete meses depois estava numa reserva natural, sem roupa nenhuma, e a gente entendeu quem tinha ganhado aquele jogo.
Veja mais informações na descrição do item abaixo.
Informações Rápidas
- Revista: Sexy
- Tipo de edição: Regular de banca
- Número da edição: 362
- Ano/Data: Fevereiro de 2010 — nas bancas em 26 de janeiro de 2010
- Quantidade de páginas: 100
- Editora: Rickdan
- Preço de capa da época: R$ 12,00
Modelo em Destaque — Bárbara Koboldt
Bárbara Koboldt nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 5 de setembro de 1975, e viveu na capital gaúcha até o início da vida adulta. Tinha 34 anos quando esta edição chegou às bancas — e uma trajetória que já ia longe.
Começou cedo demais: aos 8 anos fez seu primeiro comercial, aos 12 já compunha pôster de loja e nunca mais parou. Na adolescência saiu de casa para tentar a carreira de modelo e foi mãe aos 16. Em São Paulo, enfrentou a rejeição das agências por não caber no padrão da moda e construiu a carreira pelo caminho oposto: dez anos vivendo de comerciais que usavam seu rosto em close, até virar rosto nacional como a garota-propaganda da Schincariol — a garçonete do bar da praia que o país inteiro reconhecia. Vieram ainda campanhas para Chilli Beans, Bradesco e Kasinsky, participações em Anjo Mau (1997) e Um Anjo Caiu do Céu (2001), na Globo, e elenco fixo em Pícara Sonhadora (2001), no SBT.
De 2004 a 2009 foi a repórter “Super-Poderosa” do A Noite É Uma Criança, na Band, e em 2008 apresentou o Teleton ao lado de Ney Gonçalves Dias e Scheila Carvalho. Foi nesse ponto da carreira que aceitou entrar no elenco original de A Fazenda, em 2009 — e reescreveu a história do programa por um motivo que ninguém previu.
Curiosidades:
- Bárbara foi a primeira pessoa a desistir de A Fazenda em toda a história do reality, pedindo para sair já no início da segunda semana. Ao deixar o confinamento, não amenizou nada: declarou publicamente que não queria a amizade de nenhum dos colegas de casa. Anos depois, contaria que a vontade de sair surgiu logo nos três primeiros dias.
- Esta foi a segunda passagem dela pela Sexy. A primeira aconteceu em 2003, ano em que também posou para VIP e Trip — três publicações no mesmo período, aos 28 anos, no auge da exposição como garota-propaganda.
- O ensaio foi realizado dentro de uma reserva natural, escolha de locação que dialoga diretamente com as tatuagens de motivos orgânicos que cobrem seus braços e mãos. Ela própria admitiu à época já ter perdido a conta de quantas tinha.
Depois desta edição, Bárbara emendou o quadro Vale-Night no programa Eliana, no SBT, ao lado de Fernando Muylaert, apareceu em 2011 no clipe de “I Don’t Know What to Do”, do DJ Tiko’s Groove, e de 2014 a 2016 foi repórter do Okay Pessoal!!!, de Otávio Mesquita. Seguiu na comunicação e nas artes plásticas, longe do circuito de ensaios. Este exemplar registra sua última capa de revista adulta — feita quando ela já não precisava provar nada a ninguém, o que muda completamente o tom das imagens.
Ensaio Principal — Bárbara Koboldt
A partir da página 32, apresentado pela própria revista como “um ensaio histórico”, o trabalho assinado por Daniel Aratangy é o oposto do estúdio fechado que dominava a Sexy naquele período. Aratangy levou a modelo para uma reserva natural e trabalhou com luz de dia, vegetação real e tecido em movimento — a produção do sumário, com o pareô azul contra o verde, dá a medida da direção de arte.
A capa promete 30 fotos exclusivas, número anunciado como diferencial editorial da edição. O resultado é um ensaio de textura: pele bronzeada, tatuagens legíveis uma a uma, cabelo solto e nenhuma pose de catálogo. Para quem coleciona pela fotografia e não apenas pelo nome da capa, é um dos ensaios mais bem resolvidos da Sexy naquele ano.
Outros Ensaios
- Luciana Silva — página 60. A gaúcha apresentada pela revista com o aviso de que estava, nas palavras dela, solteiríssima.
- Charlize — página 82. A australiana da edição, chamada na capa como “Charlize da Austrália”.
- A Italianinha — página 12, na seção de abertura abreaspas. Rosto conhecido do programa do Ratinho, aparece na capa entre as “4 Delícias”.
- Marcella Alves — página 90, na seção boteco. A porta-bandeira da Mangueira circulando pelo Leblon, em ensaio de rua com clima de bar carioca.
Índice ou Sumário da Edição
- 06 — Carta do editor. Abertura da fase Rickdan, útil para quem estuda o posicionamento editorial da revista.
- 08 — Gente que rala e 10 — Fala que eu te escuto. Seções fixas de bastidor e correspondência do leitor.
- 12 — Abreaspas. Bloco de variedades com a Italianinha, cinema, música, livros, uma pauta inteira sobre palhaços e as Pimentinhas.
- 28 — O sentido da vida segundo Tom Zé. A entrevista que a capa transformou em manchete política, com o tropicalista disparando contra o governo da época. É o conteúdo mais citável da edição.
- 32 — Bárbara Koboldt. O ensaio de capa.
- 54 — Pega na minha e faz tantra. Matéria de comportamento sobre massagem tântrica, chamada na capa como Sexo Manual.
- 60 — Luciana Silva.
- 70 — Zoofolia. Quem compõe a fauna que invariavelmente aparece na avenida durante o Carnaval — pauta perfeitamente cronometrada para fevereiro.
- 72 — A bola do mundo. Futebol nos quatro cantos do globo, no ano da Copa da África do Sul.
- 76 — Fino trato: Quase famosos. Ferrari, BMW, Audi e Porsche em produtos improváveis — esqui, adega, pebolim e bicicleta. Cápsula exata do consumo aspiracional de 2010.
- 82 — Charlize.
- 90 — Boteco: Jornada pelo Leblon, com Marcella Alves.
- 94 — Mixologia. Chopes para beber em casa e as garrafas para a festa da Copa.
- 96 — Sex Machine. A picape Amarok, o Twingo Gordini e inutilidades para a porta USB.
- 98 — Piadas. Carol Zoccolli, Marcelo Marrom e a dupla Stocker & Rodrigues fechando a revista.
Perfil Editorial da Revista
Publicada pela Editora Rickdan desde 1999, a Sexy passou duas décadas como principal concorrente da Playboy no Brasil, com uma estratégia deliberadamente distinta: em vez de disputar atrizes globais a peso de ouro, apostava em celebridades de ciclo rápido — participantes de reality, musas de carnaval, rostos de TV aberta — publicadas enquanto o nome ainda estava quente.
Em 2010 a revista vivia seu último bom momento no impresso: circulação nacional firme, publicidade abundante de grandes marcas e um mix editorial largo que unia ensaios, entrevista de peso, comportamento, automóveis, gastronomia e humor. Esta edição mostra o método funcionando com precisão — a desistente de A Fazenda entregue às bancas sete meses depois do episódio, com Tom Zé de contrapeso intelectual na mesma capa.
Importância Histórica e Cultural
Fevereiro de 2010 é um recorte muito específico do Brasil: o país entre o Carnaval e a Copa do Mundo, no último ano do segundo mandato de Lula, com a classe média descobrindo consumo importado e a televisão consolidando o reality como fábrica de celebridade instantânea.
Esta edição registra tudo isso de uma vez. Traz a personagem que quebrou o contrato tácito do gênero ao simplesmente desistir do jogo. Traz um dos maiores nomes vivos da música brasileira fazendo crítica política aberta. Traz Ferrari virando esqui e Porsche virando adega, num país recém-chegado ao clube do luxo. E traz o Carnaval como pauta e a Copa como expectativa. Como documento de época, funciona muito além do ensaio.
Curiosidades da Edição
- A chamada de capa não esconde o assunto — anuncia que ela pediu para sair do reality. Em 2010, admitir a desistência era o gancho comercial, não o constrangimento. A revista transformou o que a televisão tratou como fracasso em argumento de venda.
- O ensaio foi produzido fora de estúdio, dentro de uma reserva natural, decisão incomum para a Sexy do período e que rendeu à edição uma identidade fotográfica própria dentro da coleção.
- A frase de Tom Zé estampada na capa fez desta uma das raras edições da revista em que a manchete política dividiu espaço com a modelo — combinação que praticamente desapareceu das publicações adultas brasileiras nos anos seguintes.
Valor para Coleção
- Apelo de capa por reunir a primeira desistente da história de A Fazenda, um ensaio de locação natural e uma declaração política de Tom Zé no mesmo espaço gráfico.
- Interesse editorial por combinar entrevista de peso cultural, matéria de comportamento, pauta de Carnaval e o consumo aspiracional do Brasil de 2010.
- Representatividade de época por documentar a fase mais próspera da Sexy sob a Rickdan e o momento em que o reality show se consolidou como fonte de capa de revista.
Usos e Benefícios
- Excelente para acervos de revistas brasileiras, coleções temáticas da Sexy e coleções dedicadas a participantes de reality shows.
- Material valioso para pesquisa gráfica, editorial, publicitária e cultural sobre o Brasil da virada para os anos 2010.
- Peça de interesse para quem busca memória afetiva, documentação visual e colecionismo especializado.
Por que Adquirir Este Exemplar?
- Edição com diferencial real: última capa de revista adulta da modelo, com ensaio de locação assinado por um fotógrafo identificado.
- Conteúdo rico e representativo, com entrevista de relevância cultural que amplia o valor da peça muito além do apelo visual.
- Miolo em excelente estado, com todas as páginas íntegras e limpas — condição incomum em exemplar de banca com quinze anos de circulação.
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Especificação: Revista Sexy Nº 362 | Fevereiro/2010 | Bárbara Koboldt | Exemplar de Banca com Entrevista de Tom Zé
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