Playboy Nº 277 | Agosto/1998 | Danielle Winits | Edição de 23º Aniversário | Capa por J.R. Duran | Com Pôster

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Agosto de 1998: a novela terminava, o Viagra chegava ao Brasil e a Abril comemorava 23 anos de banca. Tudo na mesma edição.

Havia um cálculo editorial preciso por trás desta capa. A novela das sete estava na reta final, o país inteiro já reconhecia a personagem loira que tinha roubado a trama, e a Playboy escolheu exatamente aquele mês — o do próprio aniversário — para levá-la a Las Vegas. Foram vinte e quatro páginas fotografadas fora do Brasil, com capa assinada por J.R. Duran, o fotógrafo que definiu a gramática visual da revista nos anos 90. O resultado é uma daquelas edições que funcionam em duas frentes ao mesmo tempo: marco de carreira para a modelo e marco de calendário para a publicação. Exemplares completos, com o pôster ainda no lugar, ficaram cada vez mais escassos nas últimas duas décadas.

Estado Geral de Conservação: Bom estado

CAPA: Conservada, com cores ainda vivas, porém apresenta riscos superficiais, marcas de manuseio, vincos e desgaste visível nas bordas e nos cantos, especialmente nas extremidades superior e inferior.

CONTRACAPA: Conservada, com leves manchas, marcas de manuseio, pequenos vincos e desgaste nas bordas e nos cantos.

LOMBADA: Íntegra e fixada ao miolo, apresentando desgaste moderado nas extremidades e pequenas marcas superficiais de uso.

PÔSTER: Presente e preservado, apresentando uma dobra adicional às dobras originais.

MIOLO: Íntegro e em ótimo estado de conservação. Apresenta pequena marca de orelha nas cinco últimas folhas. A primeira folha possui marca de dobra e sinais de desgaste e manuseio na borda.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS: Exemplar estruturalmente preservado. Os principais sinais de uso concentram-se nas capas, nas bordas, na primeira folha e nas páginas finais, sem comprometer a integridade geral da revista.

Vinte e quatro páginas em Las Vegas, e o pôster do Havaí ainda dentro. Alguém guardou esta revista com cuidado — agora é sua vez de decidir por quanto tempo mais.

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SKU: Playboy 277-2 Categoria: Marca:

Informações Rápidas

  1. Tipo de edição: Regular de banca — Edição comemorativa de 23º aniversário
  2. Número da edição: 277 — Ano XXIV
  3. Ano/Data: Agosto de 1998
  4. Quantidade de páginas: 234
  5. Editora: Abril
  6. Preço de capa da época: R$ 6,40

Modelo em Destaque — Danielle Winits

Danielle Winitskowski de Azevedo, carioca nascida em 5 de dezembro de 1973, tinha 24 anos quando esta edição chegou às bancas. Filha da atriz Nadja Winitskowski, cresceu na zona sul do Rio dentro do meio artístico e chegou à interpretação pelo caminho do balé — foi bailarina antes de ser atriz, e chegou a dançar numa montagem de O Quebra-Nozes no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Sua estreia na televisão aconteceu em 1993, na minissérie Sex Appeal, da Globo, num elenco de estreantes que incluía Carolina Dieckmann, Luana Piovani e Camila Pitanga. Seguiram-se participações em Olho no Olho, Cara & Coroa, Malhação e A Justiceira, além da apresentação do game show Ponto a Ponto, em 1996, ao lado de Márcio Garcia e Ana Furtado.

O salto veio em 1998, com Alicinha, de Corpo Dourado, novela de Antônio Calmon exibida na faixa das sete entre janeiro e agosto daquele ano. A personagem projetou seu nome nacionalmente — e é exatamente esse o momento capturado aqui: a Playboy foi às bancas em agosto, enquanto a novela caminhava para o capítulo final, exibido em 21 de agosto de 1998. Não é uma capa de auge consolidado; é uma capa de auge acontecendo.

Três pontos que dão dimensão ao momento:

  1. No mesmo ano de Corpo Dourado, ela estava nos palcos com o musical Cabaret Brazil — o teatro musical foi sempre sua vocação declarada, e nele reunia as três formações: dança, canto e interpretação.
  2. Seu avô materno, Rubens Vieira Winitskowski, integrou o 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira, enviado à Itália na Segunda Guerra Mundial.
  3. Perdeu o pai em um acidente de helicóptero aos sete anos de idade, episódio que ela própria já citou como formador de sua relação com o trabalho.

Depois desta edição, a carreira só se ampliou: Tati em Uga Uga (2000), Shirley em O Clone (2001), a protagonista Marisol em Kubanacan (2003), a vilã Sandra em Páginas da Vida (2006), Amarilys em Amor à Vida (2013) e Suelen em Totalmente Demais (2015). Nos palcos, emendou Chicago (2005), Hairspray (2009) e Xanadu (2012). No cinema, passou por Se Eu Fosse Você e Até que a Sorte nos Separe. Segue em atividade como atriz, transitando entre televisão, teatro e projetos digitais.

Para o colecionador, o valor é claro: esta é a primeira capa de Playboy de um nome que se tornaria permanente na dramaturgia brasileira — e ela retornaria à revista em outubro de 2003, na edição nº 339, já como protagonista de novela. Ter as duas na coleção conta uma história de trajetória. Ter a de 1998 é ter o começo dela.

Playmate do Mês — Konaluhiole Carmack

A edição reserva o pôster para Konaluhiole Carmack, apresentada nas páginas como a musa havaiana da edição, no ensaio Aloha! Uma ninfeta do Havaí, a partir da página 112. É o encarte destacável que acompanha o exemplar — e o item que, historicamente, mais se perde. Aqui ele está presente e completo.

O ensaio principal, contudo, é o de Danielle Winits: 24 páginas fotografadas em Las Vegas, abrindo na página 74. A cidade não é cenário casual — a escolha do neon, do luxo cenográfico e da luz artificial do deserto americano dialoga diretamente com a linguagem visual que a Playboy brasileira cultivava no fim dos anos 90, quando ensaios internacionais funcionavam como demonstração de músculo editorial. A capa é assinada por J.R. Duran, com beleza a cargo de Marco Antonio de Biaggi (cabelo) e Kaká Moraes (maquiagem).

Outros Ensaios

  1. Cintia Benicio — ensaio na página 146, sob o mote do strip-tease, em registro mais lúdico e teatral que o ensaio principal.
  2. Sherilyn Fenn — página 216. A atriz norte-americana eternizada como Audrey Horne em Twin Peaks aparece em matéria dedicada à sua beleza enigmática, num daqueles cruzamentos entre cultura pop internacional e revista masculina brasileira que só aquela década produzia.

Índice da Edição

  1. 9 — Entre Nós — editorial de abertura, útil para quem estuda a voz institucional da revista.
  2. 13 — Caro Playboy / Assessoria — cartas de leitores, retrato direto do público da época.
  3. 20 — Panteras, Gatas & Coelhinhas — seção clássica de acompanhamento das modelos da casa.
  4. 24 — De Homem para Homem / De Mulher para Homem — colunas de comportamento.
  5. 30 — Concurso de Contos — a revista oferecia um carro importado ao melhor conto inédito; documento do prestígio literário que a publicação cultivava.
  6. 32 — Insiders — miscelânea de consumo, tecnologia e prazeres.
  7. 47 — Entrevista: Angélica — conversa franca sobre amor, sexo, dinheiro, televisão, rivalidades e excesso de trabalho. Uma das entrevistas mais procuradas do ano, feita no auge da apresentadora na TV aberta.
  8. 74 — Danielle Winits — o ensaio principal, em 24 páginas.
  9. 100 — Sexo: as novas armas do nosso prazer — do Viagra às cirurgias. Reportagem publicada no exato ano em que o Viagra chegou ao mercado e reorganizou o debate público sobre sexualidade masculina.
  10. 112 — Aloha! Uma ninfeta do Havaí — o pôster, com Konaluhiole Carmack.
  11. 124 — Viagem: Saint Barthélemy — retrato da ilha caribenha de 25 km² que atraía requinte e milionários de verdade.
  12. 143 — Humor: “Sêo Pinto”, por Ziraldo — presença do maior cartunista brasileiro nas páginas da revista.
  13. 146 — Cintia Benicio — ensaio fotográfico.
  14. 162 — Arte sobre rodas: Cadillac — perfil do automóvel como mito cultural americano.
  15. 172 — Roupa — guia de combinação entre camisa, gravata, paletó, sapato e meia; peça de época da moda masculina.
  16. 182 — Copacabana Palace — passeio pela história e pelos bastidores do hotel mais mitológico do Rio.
  17. 198 — Ficção: “Amores de estudante”, por Fernando Sabino — conto inédito de um dos grandes nomes da literatura brasileira.
  18. 205 — Humor: “Qualquer lugar é lugar”
  19. 210 — 20 Perguntas: Paula Lavigne — a produtora fala da primeira vez com Caetano Veloso, corpo, negócios e inveja.
  20. 216 — Sherilyn Fenn
  21. 226 — Click — bastidores do universo Playboy.
  22. 232 — As piadas de Playboy — encerramento tradicional da revista.

Importância Histórica e Cultural

Esta edição documenta um Brasil de 1998 com precisão quase involuntária. A entrevista com Angélica registra a televisão aberta no seu último grande momento de hegemonia. A reportagem sobre o Viagra flagra o instante em que a medicina reescreveu a conversa sobre desempenho masculino. O perfil do Copacabana Palace e o roteiro de Saint Barthélemy revelam o imaginário de luxo que o real valorizado, ainda em paridade com o dólar, tornava plausível para a classe média alta brasileira — poucos meses antes da desvalorização cambial de janeiro de 1999 encerrar aquele ciclo.

Graficamente, é Playboy brasileira em plena maturidade: fotografia autoral, ensaios produzidos no exterior, literatura assinada por nomes de primeira grandeza e um projeto visual que sustentava tudo isso sem ruído. A edição de aniversário concentra essa confiança editorial em um único número.

Curiosidades da Edição

  1. A Playboy brasileira estreou em agosto de 1975, o que faz de todo número de agosto uma edição comemorativa — e do nº 277 o marco dos 23 anos. A Editora Abril tratava essas edições com produção reforçada, e o ensaio internacional em Las Vegas é a prova disso.
  2. Corpo Dourado teve seu capítulo final exibido em 21 de agosto de 1998, poucos dias depois desta edição chegar às bancas. O timing não foi acidental: a revista capturou a personagem no exato pico de reconhecimento popular.
  3. A ficção assinada por Fernando Sabino e o humor de Ziraldo na mesma edição sintetizam uma política editorial que hoje soa improvável — a revista masculina de maior circulação do país pagando bem por texto literário e cartum de primeira linha.

Valor para Coleção

  1. Apelo de capa por reunir a estreia de Danielle Winits na publicação, no auge de Corpo Dourado, com fotografia assinada por J.R. Duran.
  2. Interesse editorial por concentrar entrevista com Angélica, ficção de Fernando Sabino, humor de Ziraldo e reportagem histórica sobre o Copacabana Palace num único número.
  3. Representatividade de época por marcar os 23 anos da Playboy no Brasil e registrar o imaginário cultural e econômico de 1998.

Usos e Benefícios

  1. Excelente para acervos de revistas brasileiras e coleções temáticas da Playboy.
  2. Material valioso para pesquisa gráfica, editorial, publicitária e cultural.
  3. Peça de interesse para quem busca memória afetiva, documentação visual e colecionismo especializado.

Por que Adquirir Este Exemplar?

  1. Edição de aniversário com pôster presente — a combinação que mais escasseia nas ofertas de mercado.
  2. Conteúdo denso e diversificado, que amplia o valor da peça muito além do ensaio de capa.
  3. Exemplar completo, de miolo firme e sem intervenções, adequado para coleção, estudo ou preservação de memória editorial.

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Especificação: Playboy Nº 277 | Agosto/1998 | Danielle Winits | Edição de 23º Aniversário | Capa por J.R. Duran | Com Pôster

Revistas Adultas
Condição

Década

Formato de Venda

Origem da Edição

Pôster

Tipo de Edição

Specification
Ano da Edição

1998

Dimensions
Weight501 g

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