Playboy Nº 269 | Dezembro/1997 | Rose Anne | Pôster da Coelhinha do Ano Andréa Yamaguishi
R$19,90
O último mês de 1997 nas bancas: dezessete champanhes testados, um Bentley na pauta e uma capa que a redação admitiu ter guardado a sete chaves.
Dezembro é o mês em que toda revista promete surpresa, e pouquíssimas entregam. A Playboy fechou 1997 com uma jogada de bastidor raríssima: anunciou a estrela pelo parentesco, não pelo sobrenome, e deixou o leitor completar a frase sozinho na banca. Enquanto isso, nas páginas de dentro, Sebastião Salgado falava de morte, medo e das cores que existem dentro do preto e branco — o tipo de contraste editorial que a revista só conseguia sustentar em sua fase mais forte. É uma edição de duas naturezas: o boato de Natal na capa e o jornalismo denso lá dentro. Exemplares que preservaram as duas coisas, e o pôster, começaram a rarear muito antes de a revista sair de circulação.
Estado Geral de Conservação: Muito Bom
CAPA: Bem preservada, com cores vivas, impressão nítida e boa apresentação geral. Apresenta apenas leves sinais de manuseio nas bordas, pequeno desgaste nos cantos e discretas marcas superficiais, sem rasgos, perdas de papel ou vincos relevantes.
CONTRACAPA: Íntegra e bem conservada, com anúncio preservado. Nota-se leve amarelamento natural e discretos sinais de manuseio junto às extremidades, compatíveis com a idade do exemplar.
LOMBADA: Firme, alinhada e corretamente fixada ao miolo, apresentando leve desgaste superficial nas extremidades, sem abertura, ruptura ou desprendimento.
PÔSTER: Presente e em excelente estado, com imagens e cores preservadas.
MIOLO: Íntegro e em muito bom estado, com páginas firmes, completas e bem fixadas. Apresenta apenas leves manchas amareladas e sinais naturais de oxidação causados pela ação do tempo, sem comprometer a leitura ou as imagens.
COMENTÁRIOS ADICIONAIS: Edição regular de banca, completa, estruturalmente preservada e com pôster presente. O exemplar mantém excelente apresentação visual, sendo rebaixado de excelente para muito bom apenas pelas discretas manchas amareladas do miolo e pelos leves sinais de desgaste externo compatíveis com a idade.
Em dezembro de 1997 o país testou dezessete champanhes e continuou comentando a única garrafa que a Playboy abriu sem dizer o sobrenome. Rose Anne nunca entregou o resto da frase, e este exemplar também não — ele só a mantém intacta.
Veja mais informações na descrição abaixo.
Informações Rápidas
- Tipo de edição: Regular de banca
- Número da edição: 269 — Ano XXIII
- Ano/Data: Dezembro de 1997
- Quantidade de páginas: 234
- Editora: Editora Abril
- Preço de capa da época: R$ 6,00
Modelo em Destaque — Rose Anne
O caso de Rose Anne é, editorialmente, um dos mais curiosos do ano de 1997 — e a razão disso está justamente no que a revista escolheu não dizer. A chamada de capa a apresentou como “a cunhada do… Sim, dele mesmo”, e o índice interno repetiu a fórmula sem avançar: “a cunhada de um político muito importante”. A Playboy vendeu a edição inteira com base numa identidade que ela mesma se recusou a completar, transformando o leitor em cúmplice da adivinhação na banca.
Essa decisão explica por que, ainda hoje, os dados biográficos de Rose Anne permanecem fora dos registros públicos consolidados. Diferente das capas de 1997 que vieram da televisão, dos concursos ou da música — Marisa Orth, Alessandra Scatena, Mylla Christie —, ela chegou às páginas da revista por associação familiar, não por trajetória midiática própria. Não há documentação confiável e corroborada sobre nome completo, cidade de origem ou data de nascimento, e este anúncio não preenche essa lacuna com suposição.
O que é verificável está na própria edição, e é o que interessa ao colecionador: o ensaio ocupou a página 80, foi tratado internamente como “o presentão de Natal que guardamos a sete chaves”, e a foto de capa é assinada por J.R. Duran — o fotógrafo mais influente da Playboy brasileira, responsável também por várias outras capas daquele mesmo ano. Cabelo de Sidney de Paula, maquiagem de Lili Ferraz, joias de H. Stern. É uma produção de primeira linha aplicada a uma estrela deliberadamente anônima: uma contradição elegante que só a Playboy dos anos 90 conseguia executar.
Para quem coleciona, isso é diferencial e não deficiência. Rose Anne é uma capa de mistério preservado — a edição em que a revista apostou na insinuação em vez do nome, e ganhou.
Playmate do Mês — Andréa Yamaguishi
Se a capa foi o enigma, o pôster foi o prêmio. Andréa Yamaguishi venceu o concurso Coelhinha do Ano de 1997, título decidido pelos próprios leitores, e ocupou a página 110 desta edição no ensaio descrito pela revista como o da “maravilhosa nisei que conquistou os leitores”.
Sua trajetória dentro da própria publicação é o que torna esse ensaio especial: Andréa apareceu pela primeira vez na seção “Panteras, Gatas & Coelhinhas” em abril de 1997 — a vitrine em que a Playboy exibia rostos novos enviados por fotógrafos externos — e, em oito meses, saiu do rodapé da seção para o pôster central da edição de dezembro. É a rota completa da revista percorrida dentro de um único ano civil, e por voto popular.
O pôster deste exemplar está presente e em excelente estado, o que importa mais do que parece: pôsteres eram a primeira peça a se perder, arrancados para a parede do quarto e nunca mais devolvidos à revista. A maioria dos exemplares de 1997 que circulam hoje chega sem ele.
Outros Ensaios
- Daniele House, Miss Canadá, na página 208 — apresentada pela revista como a modelo “que estourou no norte”, com a chamada de capa dedicada à sua “beleza agressiva”.
- Débora Rodrigues, na seção 20 Perguntas, página 218. Capa da edição de outubro do mesmo ano, ela retorna aqui para falar da transformação em “a Cinderela de 1997” — um raro caso de acompanhamento editorial de uma capa recente dentro da mesma temporada.
Índice da Edição
- 7 — Entre Nós e 9 — Caro PLAYBOY: as seções de bastidor e de leitores, sempre o melhor termômetro do humor do público da época.
- 12 — Panteras, Gatas & Coelhinhas: a vitrine de novos rostos, a mesma que revelou a Coelhinha do Ano desta edição.
- 16 — Mulheres: elas planejam a noite ideal para encerrar 1997.
- 18 — De Mulher para Homem, por Maria Rita Kehl — a psicanalista assina o texto sobre moralização da imaginação, exemplo do calibre intelectual que a revista mantinha em suas colunas fixas.
- 22 — Assessoria e 28 — Insiders.
- 43 — Entrevista: Sebastião Salgado. O ponto alto jornalístico da edição. O fotojornalista fala sobre chutar a segurança, ver a morte de perto e descobrir as cores que existem no preto e branco.
- 80 — Rose Anne: o ensaio de capa.
- 100 — Por que 1958 não deveria ter terminado: Taça Jules Rimet, Maria Esther Bueno campeã em Wimbledon, bossa nova e as certinhas do Lalau. Uma das melhores retrospectivas de cultura brasileira já publicadas pela revista.
- 109 — Humor: “Sêo Pinto”, por Ziraldo.
- 110 — Andréa Yamaguishi: o ensaio e o pôster da Coelhinha do Ano.
- 126 — Tudo o que você precisa saber para ser um Guga: publicada no ano em que Kuerten venceu Roland Garros e virou fenômeno nacional.
- 138 — Clássicos modernos: novas cores e tecidos das roupas de gala.
- 146 — Perfil: “Andrucha” Waddington, o diretor de videoclipes mais celebrado da TV brasileira e vencedor do Clipe do Ano da MTV.
- 157 — Humor: O bom (bom?) velhinho.
- 160 — Carro: Bentley Continental R, na nova versão.
- 166 — Ficção: “Mistério no Queen Elizabeth 2”, por Pablo di Giulio.
- 174 — A história do sutiã: inventário da mais feminina das peças íntimas.
- 186 — Quando elas querem… você.
- 198 — Estrelas para beber: os dezessete melhores champanhes disponíveis no Brasil, testados pela redação.
- 205 — Humor, 208 — Miss Canadá, 218 — 20 Perguntas, 224 — Click, 232 — As Piadas de PLAYBOY.
Importância Histórica e Cultural
Esta edição funciona como um retrato preciso do Brasil de dezembro de 1997 — um país no auge da estabilidade do Plano Real, consumindo champanhe importado e conversando sobre Bentley em revista de banca, como se aquilo fosse o horizonte natural. Ao mesmo tempo, publica Sebastião Salgado falando de morte e Maria Rita Kehl falando de imaginação, e ainda dedica dez páginas a explicar o fenômeno Guga, meses depois de Roland Garros.
É também um documento da linguagem gráfica da Playboy naquele momento: chamadas de capa em blocos coloridos alinhados nas duas laterais, tipografia condensada, fundo preto, saturação alta. Um padrão visual que a revista manteria até o início dos anos 2000 e que hoje identifica imediatamente a década para quem cresceu passando por aquelas bancas.
E há a leitura política implícita: uma revista que vende sua capa de Natal pelo parentesco de uma mulher com um político não nomeado diz muito sobre como poder, celebridade e insinuação se misturavam na imprensa brasileira dos anos 90.
Curiosidades da Edição
- A revista assumiu, no próprio índice, ter guardado o ensaio de Rose Anne “a sete chaves” — reconhecendo por escrito que operou o sigilo como estratégia comercial, algo que raramente aparece de forma tão explícita em uma publicação de grande circulação.
- Andréa Yamaguishi foi eleita Coelhinha do Ano pelos leitores, e não pela redação. Seu pôster nesta edição é o resultado final de um concurso decidido por voto — o que faz dele um registro de gosto popular, não de escolha editorial.
- A matéria da página 100 tratava 1958 como o ano em que “tudo dava certo para o Brasil”. Publicada às vésperas de 1998 — ano de Copa do Mundo —, funcionava como preparação emocional para o torneio que terminaria na derrota da final contra a França.
Valor para Coleção
- Apelo de capa pela combinação incomum de mistério editorial declarado e assinatura fotográfica de J.R. Duran, o nome mais decisivo da história visual da Playboy brasileira.
- Interesse editorial pela entrevista com Sebastião Salgado, um dos poucos brasileiros de reputação verdadeiramente global a ocupar a seção — conteúdo procurado por colecionadores de fotografia e de jornalismo, não apenas de revistas masculinas.
- Representatividade de época por reunir, no mesmo volume, o fenômeno Guga, a ascensão de Andrucha Waddington nos videoclipes e o consumo de luxo típico do Brasil de 1997.
Usos e Benefícios
- Excelente para acervos de revistas brasileiras e coleções temáticas da Playboy, especialmente as dedicadas à década de 90 completa.
- Material valioso para pesquisa gráfica, editorial, publicitária e cultural, com destaque para a entrevista de Sebastião Salgado e a retrospectiva sobre 1958.
- Peça de interesse para quem busca memória afetiva, documentação visual e colecionismo especializado.
Por que Adquirir Este Exemplar?
- Edição de encerramento de ano com pôster original presente e em excelente estado — a condição mais difícil de encontrar em exemplares de 1997.
- Conteúdo denso e completo, com 234 páginas íntegras, sem recortes, rasgos ou páginas ausentes.
- Exemplar de banca com todos os elementos de origem preservados, adequado para coleção, estudo ou preservação de memória editorial.
Pronto para enviar em 1-2 dias úteis de Brasil
Política de envio
Sua compra será enviada em até 2 dias úteis após a confirmação do pagamento.
🚚 Envio Seguro
Seu pedido será enviado com todo o cuidado e proteção, garantindo que chegue até você em perfeitas condições!
Nota: Devido à diferença de configuração de luz e tela, as cores dos itens cor podem ser ligeiramente diferentes das fotos.
Siga nossa loja para ficar por dentro das novidades!
Para ver os produtos mais recentes cadastrados em nossa loja Clique em Veteranices e use o filtro "Mais Recentes"
## We can Shipp Worldwide, talk to us! ##
Politica de reembolso
Garantimos o produto conforme descrição e foto. Em caso de não acordo com o que foi cadastrado e descrito no anúncio, garantimos a devolução do seu dinheiro.
Especificação: Playboy Nº 269 | Dezembro/1997 | Rose Anne | Pôster da Coelhinha do Ano Andréa Yamaguishi
| Revistas Adultas | ||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ||||||||||||
| Specification | ||||||||||||
| ||||||||||||
| Dimensions | ||||||||||||
| ||||||||||||
Avaliações de quem comprou esse produto
Somente Clientes que compraram este produto pode deixar uma avaliação. É necessário estar logado.
Localização do produto
Juiz de Fora, Minas Gerais, BrasilA Casa do Colecionador possui sistema de Compra Garantida, em caso de não recebimento da mercadoria o vendedor não recebe o valor de sua venda e o site fará a devolução do valor pago ao cliente após o vendedor receber a mercadoria de volta.
Você também poderá gostar de...
R$19,90



Não há avaliações ainda.