Playboy Nº 247 | Fevereiro/1996 | Luiza Ambiel | Exemplar de Assinante | Pôster de Nana Gouvêa, Musa do Botafogo

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Ela chegou dizendo que só aceitava a capa, nunca o miolo — e a instrução tinha vindo do próprio apresentador que a lançou.

Fevereiro de 1996 flagrou a televisão popular brasileira no seu momento de maior força bruta. Um quadro de banheira derrubava a audiência da líder aos domingos, e a mulher no centro dele havia se tornado, em poucos meses, o nome mais comentado do país. A revista quis o miolo; ela quis a capa, aconselhada por quem entendia de negociação. Ganhou. Na mesma edição, Paulinho da Viola falava de samba e timidez, alguém contava como Tom Jobim compôs o último samba da vida, e um repórter voava num caça supersônico russo. Um retrato inteiro dos anos 90 em cento e cinquenta páginas.

Estado Geral de Conservação: BOM

  1. CAPA: Íntegra e fixada ao exemplar, porém apresenta riscos, marcas de atrito, vincos, sujidades superficiais, amarelamento e desgaste nas bordas e quinas, além de sinais evidentes de manuseio.
  2. CONTRACAPA: Estruturalmente preservada, mas apresenta rasgo na lateral esquerda, marcas de uso, vincos, desgaste nas extremidades e sinais de envelhecimento do papel.
  3. LOMBADA: Permanece fixada ao miolo, apresentando desgaste superficial, marcas de atrito, escurecimento e sinais de envelhecimento nas extremidades.
  4. PÔSTER: Presente, porém apresenta dobra incorreta, vincos acentuados, desgaste nas extremidades e pequenos danos laterais, conforme demonstrado na fotografia 3.
  5. MIOLO: Íntegro e completo, com páginas fixadas, porém apresenta sinais de uso e manuseio, marcas de dobra e três folhas com vincos mais evidentes, além de leve amarelamento compatível com a idade do exemplar.
  6. COMENTÁRIOS ADICIONAIS: Exemplar de assinante, completo e com o pôster presente. A classificação geral considera principalmente os danos ocasionados pela dobra incorreta do pôster, o rasgo na contracapa, as marcas de dobra em três folhas e o desgaste visível do conjunto.

Este exemplar chegou pelo correio em 1996 e claramente foi lido até o fim — inclusive o pôster, que alguém dobrou do jeito errado e devolveu para a revista mesmo assim. Marcas de quem gostou.

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Informações Rápidas

  1. Revista: Playboy — edição brasileira
  2. Tipo de edição: Exemplar de Assinante
  3. Número da edição: 247 — Ano XXI
  4. Ano/Data: Fevereiro de 1996
  5. Quantidade de páginas: 150
  6. Editora: Editora Abril
  7. Preço de capa da época: R$ 5,50

Modelo em Destaque — Luiza Ambiel

Poucas figuras da televisão brasileira dos anos 90 tiveram ascensão tão rápida e tão mensurável quanto a de Luiza Ambiel.

Antes de ficar conhecida, trabalhou como babá e fez figuração no humorístico A Praça é Nossa e em quadros do programa de Hebe Camargo. Em meados de 1995, foi convocada para um teste no Domingo Legal, de Gugu Liberato, no SBT. Segundo o relato dela própria, o apresentador dispensou o processo de seleção com várias candidatas e mandou testar diretamente “aquela comprida” — porque ela já trabalhava ao vivo aos domingos. Deu certo, e ela ficou.

O quadro era a Banheira do Gugu: um casal disputava quem recolhia mais sabonetes dentro de uma banheira. Simples, popular e devastadoramente eficaz. Toda vez que Luiza entrava em cena, o ibope subia — e ela ganhou, na imprensa da época, o apelido de “a mulher que derrubava a Globo”. É um dos raros casos em que uma pessoa isolada foi identificada como responsável direta por virar a liderança de audiência do domingo brasileiro.

A história desta capa está documentada pela própria Luiza, em depoimento dado em 2019. Foi Gugu quem a orientou a negociar com a Playboy: a instrução era não aceitar aparecer no miolo, apenas na capa. Ela levou exatamente essa condição para a mesa e conseguiu — e esta edição, de fevereiro de 1996, é o resultado.

Três curiosidades que dimensionam o fenômeno.

  1. Primeira: a brincadeira da banheira virou negócio próprio — Luiza cobrava a partir de quatro mil reais para reproduzi-la em shows, apresentou-se na Europa, nos Estados Unidos e no Japão, e num único evento entrou na banheira sete vezes por dia durante onze dias seguidos.
  2. Segunda: naquele mesmo Carnaval de 1996 ela desfilou como Eva na Mocidade Independente, e foi também destaque da Vai-Vai.
  3. Terceira: o quadro que a consagrou foi retirado do ar em outubro de 2000 por determinação do Ministério da Justiça, sob alegação de inadequação ao horário — o que encerrou formalmente uma era da televisão brasileira.

Luiza seguiu no SBT em A Praça é Nossa, ao lado de Jorge Loredo, participou do reality Casa dos Artistas em 2002 e do humorístico Comando Maluco em 2005. Cursou o primeiro ano de Jornalismo na Uniban, teve um livro publicado sobre a própria trajetória, estrelou a comédia teatral Nua na Plateia entre 2013 e 2014 e integrou o elenco do reality Made in Japão, da Record, em 2020. Estampou ainda capas da revista Sexy em 1997 e 1998.

Para o colecionador, esta capa documenta o instante exato em que a televisão popular brasileira atingiu seu ponto de maior influência — e a mulher que a Playboy precisou negociar nos termos dela, não nos da revista.

Ensaio Luiza Ambiel

O ensaio ocupa a página 56 e a revista o anunciou sem rodeios: “a nudez da atração mais gostosa do programa Domingo Legal“. A chamada de capa é ainda mais direta — “da banheira do Gugu para nossas páginas” —, transformando o quadro de televisão em argumento de venda explícito.

A direção visual acompanha o tom: fundo claro, luz aberta, composição frontal e sem artifício conceitual. Era exatamente o que o público que a conhecia da televisão esperava, e a redação não tentou disfarçar isso com sofisticação emprestada.

Ficha técnica registrada na edição: fotografia de Gui Paganini; cabelo e maquiagem de Kaká Moraes, do Trucco i Capelli, com produtos Sebastian; calça da Forum; gargantilha de strass de Serpui Marie; brincos e anel de Gala Placídia.

Playmate – Pôster — Nana Gouvêa

O pôster desta edição pertence a Nana Gouvêa, apresentada na página 84 como a musa do Botafogo — e o timing não poderia ser melhor. O clube havia conquistado o Campeonato Brasileiro de 1995 poucas semanas antes, e a chamada de capa registra o momento com um “É campeã!” que valia tanto para o time quanto para ela.

A trajetória posterior de Nana confirma que a revista acertou na aposta. Ela migrou para a televisão ainda em 1996, na Globo; em 1997 apresentou o Domingo Milionário ao lado de J. Silvestre, na TV Manchete; entre 1998 e 1999 tornou-se presença constante justamente na Banheira do Gugu — o mesmo quadro que lançou a modelo de capa desta edição. Depois, atuou em Porto dos Milagres (2001), na minissérie JK (2006), em Bicho do Mato (2006) e em Amazônia, de Galvez a Chico Mendes (2007).

Ou seja: capa e pôster desta edição acabariam se cruzando no mesmo palco dois anos depois. É o tipo de conexão que só aparece quando se olha a coleção com distância.

O pôster deste exemplar está presente e completo, com os danos de dobra descritos na avaliação de conservação.

Outros Ensaios

  1. Vania Candia, página 100 — apresentada pela revista como “a dona da butique”, num ensaio que apostava no perfil de mulher comum com negócio próprio, fórmula recorrente da publicação naquele período.
  2. Bo Derek, página 132 — a atriz americana às vésperas de completar quarenta anos, ainda tratada como a “mulher nota 10”, em referência ao filme que a consagrou em 1979. Material licenciado do circuito internacional.
  3. Banana para vocês, página 94 — editorial de moda de verão inspirado em Carmen Miranda, transformando a iconografia mais reconhecível do Brasil no exterior em produção fotográfica.

Índice da Edição

  1. 5 — Entre Nós e 8 — Caro PLAYBOY: bastidores da redação e cartas dos leitores.
  2. 10 — Panteras, Gatas & Coelhinhas: a vitrine de novos rostos enviados por fotógrafos de todo o país.
  3. 14 — Mulheres: a calcinha é dispensável no Carnaval?
  4. 15 — Bastidores: “Eu vi Tom Jobim compor seu último samba”. Publicado pouco mais de um ano após a morte do compositor, em dezembro de 1994, é um relato de testemunha sobre os últimos momentos criativos de uma das figuras centrais da música brasileira. Conteúdo de valor documental permanente.
  5. 20 — Insiders.
  6. 31 — Entrevista: Paulinho da Viola. Conversa franca com o príncipe da MPB sobre samba, Carnaval, rock-and-roll, sua timidez e a fama de namorador. Paulinho concedeu poucas entrevistas longas ao longo da carreira, o que torna esta peça procurada por colecionadores de música brasileira.
  7. 48 — As festas mais piradas do Brasil: as loucuras das raves que agitavam o Rio de Janeiro. Reportagem publicada no exato momento em que a cultura rave chegava ao país — registro pioneiro de um fenômeno que definiria a virada do milênio.
  8. 56 — Luiza Ambiel: o ensaio de capa.
  9. 68 — O enigma da bunda e 74 — Eleja o melhor bumbum do Brasil: matéria de comportamento e concurso com participação dos leitores, dois blocos que ocupam boa parte da edição e documentam com precisão o vocabulário editorial da revista naquele período.
  10. 76 — A bolsa ideal para seu esporte.
  11. 78 — Uma furadeira atravessa o céu: o repórter Max Dereta relata a experiência de voar num MiG-29, um dos melhores caças do mundo. Reportagem de aventura publicada quando o acesso ocidental à aviação militar russa ainda era novidade do pós-Guerra Fria.
  12. 84 — Nana Gouvêa: o ensaio e o pôster da edição.
  13. 94 — Banana para vocês: Carmen Miranda vira moda de verão.
  14. 100 — Vania Candia: a dona da butique.
  15. 110 — Os donos das ilhas: no Brasil, na Polinésia ou nas Bahamas, eles vivem no paraíso.
  16. 116 — Roupa: “Vestido para dormir. Dormir?”.
  17. 122 — Ficção: “Estranhos”, por Sérgio Sant’Anna, um dos maiores contistas brasileiros contemporâneos.
  18. 132 — Bo Derek: o ensaio internacional da edição.
  19. 138 — 20 Perguntas: Fernanda Keller, a fera do triatlo. Publicada no ano dos Jogos de Atlanta, quando Keller era a principal referência brasileira da modalidade.
  20. 142 — Click e 148 — As Piadas de PLAYBOY.

Importância Histórica e Cultural

Esta edição funciona como um corte transversal do Brasil de fevereiro de 1996, e o que impressiona é a amplitude.

Na cultura popular, documenta o auge da Banheira do Gugu, fenômeno que redefiniu a disputa de audiência dominical e que seria proibido pelo Ministério da Justiça quatro anos depois. Na música, reúne Paulinho da Viola em entrevista longa e um relato testemunhal sobre os últimos dias criativos de Tom Jobim — dois pilares da MPB no mesmo volume, um em atividade e outro recém-falecido.

Na reportagem de comportamento, o material sobre raves registra a chegada da cultura eletrônica ao Rio de Janeiro em tempo real, antes de o fenômeno se consolidar. E a matéria sobre o MiG-29 documenta um Brasil descobrindo o que havia do outro lado da Cortina de Ferro, apenas cinco anos após o fim da União Soviética.

No esporte, a edição captura dois momentos: o Botafogo campeão brasileiro de 1995, através da musa do clube, e Fernanda Keller no ano olímpico.

Como exemplar de assinante, esta peça pertence a uma tiragem distinta da de banca, com marcação própria de circulação restrita — hoje uma fração minoritária dos exemplares sobreviventes do período.

Curiosidades da Edição

  1. Foi Gugu Liberato quem orientou Luiza Ambiel a exigir a capa em vez de aceitar um ensaio no miolo. Ela levou a instrução literalmente para a negociação com a revista, e o resultado é esta edição. O relato é dela própria, dado publicamente em 2019.
  2. Nana Gouvêa, do pôster, tornou-se presença regular na Banheira do Gugu entre 1998 e 1999 — o mesmo quadro que havia lançado a modelo de capa desta edição dois anos antes. As duas trajetórias se cruzaram no mesmo cenário.
  3. A revista dedicou duas matérias consecutivas ao mesmo tema anatômico, nas páginas 68 e 74, incluindo um concurso com participação dos leitores. É um dos exemplos mais claros do vocabulário editorial da publicação em meados dos anos 90.

Valor para Coleção

  1. Apelo de capa por documentar o auge absoluto de um dos maiores fenômenos da televisão popular brasileira, em edição cuja própria negociação virou história contada pela protagonista.
  2. Interesse editorial pela entrevista com Paulinho da Viola, pelo relato sobre o último samba de Tom Jobim e pela reportagem pioneira sobre raves — três frentes que atraem colecionadores fora do público habitual da revista.
  3. Origem de circulação como exemplar de assinante, tiragem separada da de banca e progressivamente mais escassa.

Usos e Benefícios

  1. Adequado para acervos de revistas brasileiras e coleções temáticas da Playboy, com interesse adicional para quem reúne exemplares de assinatura.
  2. Material de pesquisa sobre televisão popular, música brasileira, cultura eletrônica e comportamento urbano dos anos 90.
  3. Peça de forte memória afetiva para quem acompanhou a disputa dominical de audiência daquela década.

Por que Adquirir Este Exemplar?

  1. Exemplar de assinante completo, com pôster presente, marcação original de circulação restrita e 150 páginas sem qualquer ausência ou recorte.
  2. Conteúdo editorial de peso real — Paulinho da Viola, Tom Jobim, Sérgio Sant’Anna e a cobertura pioneira sobre raves — que sustenta o valor da peça além do apelo da capa.
  3. Oportunidade de adquirir uma das edições mais representativas da televisão brasileira dos anos 90 com todos os elementos de origem presentes, a um patamar de preço compatível com o estado descrito.

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Especificação: Playboy Nº 247 | Fevereiro/1996 | Luiza Ambiel | Exemplar de Assinante | Pôster de Nana Gouvêa, Musa do Botafogo

Revistas Adultas
Condição

Década

Formato de Venda

Origem da Edição

Pôster

Tipo de Edição

Specification
Ano da Edição

1996

Dimensions
Weight301 g

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