Playboy Nº 243 | Outubro/1995 | Kátia Reis | Ensaio Duplo | Pôster de Cris Alves

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Um ensaio em dobro, o Garrincha de Ruy Castro em primeira mão e o político mais afiado do país falando sem freio. Outubro de 1995 não economizou.

A revista comemorava vinte anos e resolveu que o aniversário duraria o ano inteiro. Em outubro, entregou o que vinha prometendo havia meses: não um, mas dois ensaios com a mesma modelo no mesmo volume — luxo de produção que praticamente nunca se repetiu. Ao lado disso, publicou em primeira mão trechos da biografia que reabilitaria Garrincha para uma nova geração de leitores, sentou o ex-ministro da Fazenda para falar do próprio partido sem diplomacia e mandou um fotógrafo pendurar seis modelos nos pontos mais altos de Nova York. Uma edição que envelheceu bem porque nasceu ambiciosa.

Estado Geral de Conservação: ÓTIMO

  1. CAPA: apresenta-se em ótimo estado de conservação, com fotografia, cores, títulos e chamadas muito bem preservados. A superfície mantém excelente apresentação visual, sem rasgos ou perdas relevantes. O principal sinal de uso concentra-se na quina inferior esquerda, junto à lombada, onde há pequeno desgaste por atrito e discreta perda superficial do acabamento. As demais extremidades mostram apenas sinais mínimos de manuseio.
  2. CONTRACAPA: íntegra, porém concentra os sinais de envelhecimento mais perceptíveis do exemplar. Apresenta dois vincos verticais mais marcados, além de manchas amareladas decorrentes da ação do tempo sobre o papel. Apesar dessas ocorrências, não há indicação de rasgos, recortes ou perda estrutural.
  3. LOMBADA: firme, alinhada e com identificação impressa bem preservada. Apresenta apenas leve desgaste por atrito nas extremidades superior e inferior, sem abertura, ruptura ou desprendimento.
  4. PÔSTER: presente e em excelente estado de conservação, íntegro e muito bem preservado.
  5. MIOLO: íntegro e em ótimo estado de conservação, com páginas firmes e conteúdo completo. Apresenta somente leve amarelamento natural do papel, compatível com o envelhecimento de uma publicação de 1995, sem comprometer fotografias, textos ou a apresentação geral.
  6. OBSERVAÇÃO: exemplar muito bem preservado em seus elementos mais importantes. Os defeitos estão concentrados principalmente na contracapa, com seus vincos e manchas de tempo, enquanto capa, lombada, pôster e interior permanecem em condição elevada. Considerando o conjunto, a classificação ÓTIMO é adequada, com sinais naturais e localizados de seus mais de 30 anos de existência.

A revista passou meses prometendo o ensaio da Kátia e, quando entregou, entregou dobrado. Este exemplar tem os dois blocos, o pôster e o Garrincha do Ruy Castro antes de o livro chegar às livrarias.

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Informações Rápidas

  1. Revista: Playboy — edição brasileira
  2. Tipo de edição: Exemplar de Assinante — ano do 20º aniversário
  3. Número da edição: 243 — Ano XXI
  4. Ano/Data: Outubro de 1995
  5. Quantidade de páginas: 178
  6. Editora: Editora Abril
  7. Preço de capa da época: R$ 5,00

Modelo em Destaque — Kátia Reis

A chamada de capa desta edição começa com duas palavras que dizem tudo sobre a expectativa acumulada: “Promessa cumprida!”. A revista vinha anunciando o ensaio de Kátia Reis havia meses, e quando finalmente entregou, entregou em dobro — a própria capa registra o diferencial entre parênteses: num ensaio duplo.

Kátia é baiana e chegou à visibilidade nacional pelo caminho da televisão popular. Ganhou projeção como Garota Sensual, trabalhou como assistente de palco no programa de Gugu Liberato e teve passagem por novelas do SBT, atuando também como apresentadora de merchandising. É uma trajetória típica da geração de modelos que a televisão de auditório dos anos 90 lançou ao país inteiro — e que a Playboy consolidava com a capa.

O que torna esta edição singular no acervo, porém, é a decisão editorial. Ensaios duplos são raros na história da revista no Brasil. Dedicar dois blocos fotográficos distintos à mesma modelo, no mesmo volume, significava dobrar custo de produção, ocupar mais páginas e abrir mão de espaço que normalmente iria para uma segunda modelo. A redação só fazia isso quando havia certeza de retorno — e, em ano de vigésimo aniversário, com a barra alta depois da edição comemorativa de agosto, a aposta era calculada.

Registro com transparência: informações biográficas mais detalhadas sobre Kátia Reis — nome completo, data de nascimento, cidade exata de origem — não estão consolidadas em fontes públicas confiáveis, e este anúncio não preenche essa lacuna com suposição.

Para o colecionador, esta capa vale pelo que representa dentro da própria estrutura da revista: uma das pouquíssimas edições em que a modelo principal recebeu tratamento duplo, publicada no auge das comemorações de vinte anos da publicação no Brasil.

Ensaio Central — Kátia Reis

O ensaio começa na página 62 e o índice registra a expectativa com humor: valeu a pena esperar, porque o resultado foi um ensaio duplo. São duas produções distintas, com direções visuais diferentes — uma construída sobre a poltrona de veludo azul que domina a capa, e outra em ambientação e paleta próprias.

A ficha técnica registrada na edição para a produção de capa: fotografia de Fábio Cabral; cabelo e maquiagem de Roger Gorgiza e João César, da agência First; colar e brincos de Serpui Marie; pulseira de Flor Bel; sandália de Stephane Kélian; poltrona da Peça Única.

Vale o registro para quem cataloga fotografia: fontes de referência atribuem esta edição também a Thomas Susemihl e Klaus Mitteldorf, dois nomes de peso da fotografia brasileira. A hipótese mais consistente é que os créditos se distribuam entre os blocos do ensaio duplo.

Playmate do Mês – Pôster — Cris Alves

O pôster desta edição pertence a Cris Alves, paulista, então com 26 anos, e o perfil dela foge completamente do padrão da revista.

Além de atriz, modelo, bailarina e cantora, Cris trabalhava como dublê em cenas perigosas — profissão praticamente sem representação feminina visível no Brasil daquela época. O índice a apresenta na página 84 justamente por esse ângulo, e a chamada de capa é direta: “essa mulher é fogo”.

A escolha diz algo sobre o momento editorial. Num volume que já trazia dois ensaios da modelo de capa, o pôster precisava oferecer algo que não fosse mais do mesmo — e a redação encontrou isso numa profissional cuja biografia, por si só, era matéria.

O pôster deste exemplar está presente, dobrado nas marcas originais e em excelente estado.

Outros Ensaios

  1. Nova York nas alturas, página 152 — Peter B. Kaplan fotografa seis modelos nos pontos mais altos da cidade. Kaplan é reconhecido internacionalmente justamente por trabalhar suspenso em monumentos e arranha-céus, com acervo que inclui a Estátua da Liberdade e o Empire State Building. É um dos ensaios tecnicamente mais complexos já publicados pela edição brasileira.
  2. A festa não pode parar, página 134 — fotos inéditas de Dulce Neves, Andréa Guerra, Mari Alexandre, Mônica Fraga, Sônia Campos, Regininha Poltergeist, Josi Campos e Mariette. Retrospectiva de material não publicado de oito modelos que já haviam passado pela revista, dentro da programação comemorativa dos vinte anos.

Índice da Edição

  1. 7 — Entre Nós e 10 — Caro PLAYBOY: bastidores da redação e cartas dos leitores.
  2. 20 — Panteras, Gatas & Coelhinhas: a vitrine de novos rostos.
  3. 22 — Mulheres: por onde elas começam o banho?
  4. 24 — De Mulher para Homem: “Bobo é quem ama sem esparadrapo”.
  5. 26 — Assessoria e 28 — Insiders.
  6. 39 — Entrevista: Ciro Gomes. Conversa franca com o ex-ministro da Fazenda, descrito pela revista como “o tucano que gosta de abrir o bico” e, na capa, como “o franco-atirador dos tucanos”. Ciro havia comandado a pasta em 1994, no período de implantação do Plano Real, após governar o Ceará. A entrevista o pega preparando o retorno à vida pública — documento político de valor real sobre uma das figuras mais longevas e mais imprevisíveis da política brasileira.
  7. 56 — Entre farras e perigos: dois brasileiros navegam 13 mil quilômetros a bordo de hobie cats, na travessia de Miami a Ilhabela. Acidentes, tubarões e festas no caminho — reportagem de aventura no melhor formato da revista.
  8. 62 — Kátia Reis: o ensaio duplo de capa.
  9. 74 — O mundo das vozes: os bastidores de A Voz do Brasil, o programa que, segundo a própria chamada, o país não aguenta mais ouvir. Reportagem sobre a transmissão radiofônica obrigatória mais antiga do país, em atividade desde 1935 — material de interesse permanente para pesquisa em comunicação.
  10. 84 — Cris Alves: o ensaio e o pôster da edição.
  11. 96 — Os supercarros: três máquinas para voar sobre o asfalto.
  12. 102 — Perfil: Garrincha. Trechos exclusivos do então recém-lançado Estrela Solitária — Um Brasileiro Chamado Garrincha, de Ruy Castro. A biografia é reconhecida como uma das maiores obras do jornalismo literário brasileiro e redefiniu a compreensão pública sobre o jogador. Ter os trechos publicados em primeira mão numa revista faz desta edição um item procurado também por colecionadores de literatura e de futebol.
  13. 111 — Radical Chic.
  14. 116 — Moda: paletós para toda ocasião.
  15. 124 — Púbis: “O vale encantado”, por Ivan Angelo, escritor e jornalista de trajetória respeitada, assinando texto de comportamento na revista.
  16. 130 — Hora de mergulho: relógios para quem gosta de aventura no fundo do mar.
  17. 134 — A festa não pode parar: as fotos inéditas das oito modelos.
  18. 144 — Ficção: “A bela dos cafés de Viena”, texto e fotos de Pablo di Giulio.
  19. 152 — Nova York nas alturas: o ensaio de Peter B. Kaplan.
  20. 162 — 20 Perguntas: Gastão Moreira, o VJ sensação da MTV. Registro da fase de ouro da emissora no Brasil, quando seus apresentadores definiam sozinhos o gosto musical de uma geração.
  21. 168 — Click e 176 — As Piadas de PLAYBOY.

Importância Histórica e Cultural

Esta edição funciona como retrato do Brasil de outubro de 1995 em quatro camadas simultâneas.

Na política, a entrevista com Ciro Gomes registra o momento em que o ex-ministro que ajudou a implantar o Real preparava o retorno ao jogo — e já era descrito como o mais indisciplinado dos tucanos, rótulo que o acompanharia por três décadas.

No esporte e na literatura, os trechos de Estrela Solitária capturam o instante em que Ruy Castro devolvia Garrincha ao debate nacional, num livro que se tornaria referência definitiva sobre o jogador e sobre o próprio Brasil dos anos 50 e 60.

Na comunicação, a reportagem sobre A Voz do Brasil documenta a relação incômoda do país com sua transmissão radiofônica compulsória, tema que voltaria à pauta política repetidas vezes nas décadas seguintes.

E na cultura pop, a entrevista com Gastão Moreira fixa a MTV Brasil no auge da sua influência.

Graficamente, o exemplar traz o selo comemorativo de 20 anos, aplicado às capas de 1995 — marcador visual que identifica de imediato a safra de aniversário da publicação no Brasil, e cuja preservação intacta é um diferencial de conservação.

Curiosidades da Edição

  1. O ensaio duplo é o grande diferencial estrutural desta peça. Dedicar dois blocos fotográficos distintos à mesma modelo, no mesmo volume, é decisão rara na história da revista no Brasil — e a capa faz questão de anunciar isso entre parênteses.
  2. A revista publicou trechos de Estrela Solitária em primeira mão, antes de o livro se firmar como clássico. É um dos raros casos em que uma edição da Playboy brasileira antecipou conteúdo de uma obra que se tornaria referência bibliográfica permanente.
  3. A modelo do pôster trabalhava como dublê de cenas perigosas — profissão com pouquíssima representação feminina documentada no Brasil dos anos 90, o que faz do ensaio da página 84 um registro incomum também do ponto de vista profissional.

Valor para Coleção

  1. Apelo de capa pelo ensaio duplo, diferencial estrutural raro, e pelo selo de 20 anos que identifica a safra comemorativa de 1995.
  2. Interesse editorial excepcional: trechos de Ruy Castro sobre Garrincha, entrevista com Ciro Gomes, bastidores de A Voz do Brasil e o ensaio técnico de Peter B. Kaplan em Nova York.
  3. Representatividade de época por reunir política, futebol, rádio e MTV num único volume, cobrindo praticamente todo o espectro cultural brasileiro daquele ano.

Usos e Benefícios

  1. Excelente para acervos de revistas brasileiras e coleções temáticas da Playboy, especialmente as dedicadas ao ano de aniversário de 1995.
  2. Material valioso para pesquisa em jornalismo literário, política brasileira, história do rádio e fotografia editorial.
  3. Peça de interesse para colecionadores de futebol e de literatura brasileira, além do público tradicional da publicação.

Por que Adquirir Este Exemplar?

A Playboy Nº 243, de outubro de 1995, com Kátia Reis, reúne uma característica particularmente valorizada em colecionismo: ótima apresentação externa acompanhada de pôster original e miolo muito bem preservado.

A capa mantém grande força visual, com a composição azul e amarela ainda viva e muito limpa, e registra Kátia Reis no ensaio que a própria revista anunciou como uma promessa cumprida aos leitores. O número também representa uma fase especialmente marcante da Playboy brasileira, celebrando seus 20 anos e reunindo em suas páginas nomes e temas fortemente associados à cultura dos anos 1990.

Fisicamente, o exemplar conserva aquilo que costuma determinar a qualidade de uma peça para acervo: capa muito bem apresentada, lombada firme, pôster em excelente estado e miolo completo. Os dois vincos e as manchas de envelhecimento da contracapa estão claramente registrados, mas permanecem localizados e não comprometem a integridade do conjunto.

  1. Para quem procura a Nº 243 em uma condição que permita tanto completar uma sequência quanto manter uma edição visualmente forte e completa na coleção, este exemplar se destaca justamente pelo equilíbrio entre autenticidade, completude e excelente conservação geral.

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Especificação: Playboy Nº 243 | Outubro/1995 | Kátia Reis | Ensaio Duplo | Pôster de Cris Alves

Revistas Adultas
Condição

Década

Formato de Venda

Origem da Edição

Pôster

Tipo de Edição

Specification
Ano da Edição

1995

Dimensions
Weight351 g

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