Playboy Nº 236 | Março/1995 | Alexia Dechamps | Edição de Banca | Pôster de Clarty Bacic

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Do horário nobre da Globo para o Taiti: Alexia Dechamps protagoniza uma das capas mais elegantes de 1995, neste exemplar de assinante excepcionalmente completo e preservado.

Em março de 1995, enquanto Pátria Minha ainda mantinha seus personagens frescos na memória do público, a Playboy fez da atriz Alexia Dechamps sua grande estrela. A chamada não poderia ser mais conectada à televisão daquele momento: era a Alexandra de Pátria Minha, agora fotografada por Bob Wolfenson no cenário natural do Taiti. Céu azul, atmosfera tropical e uma produção que a própria atriz recordaria muitos anos depois como um momento marcante de sua trajetória.

Estado Geral de Conservação: MUITO BOM

  1. CAPA: apresenta-se em muito bom estado de conservação, mantendo fotografia, cores, títulos e chamadas muito bem preservados. Há discretos sinais de atrito, uso e manuseio ao longo das extremidades, mais perceptíveis na lateral esquerda e nas quinas. Observam-se ainda pequenas marcas superficiais dispersas sobre o fundo azul, sem perda relevante de pigmentação ou comprometimento da imagem principal.
  2. CONTRACAPA: encontra-se em muito bom estado, íntegra e com impressão bem preservada. Apresenta riscos e marcas superficiais de atrito, alguns pontos de pressão e sinais de manuseio mais visíveis na faixa próxima à lombada e em regiões centrais da superfície. Não há rasgos, recortes ou perdas estruturais.
  3. LOMBADA: firme, completa e com identificação impressa perfeitamente legível. Apresenta leve desgaste nas extremidades superior e inferior, além de pequenas manchas e pontos de envelhecimento distribuídos ao longo da superfície, especialmente perceptíveis sobre o fundo claro. Não há abertura, ruptura ou desprendimento do miolo.
  4. PÔSTER: presente, completo e em excelente estado de conservação, muito bem preservado.
  5. MIOLO: íntegro, completo e em ótimo estado de conservação, com páginas firmes e, de modo geral, bastante claras para uma publicação de 1995. O envelhecimento do papel é mínimo. Há leve amarelamento mais perceptível na primeira página e também na última folha, junto à seção de piadas, onde se observa uma pequena mancha de tempo. Fora desses pontos, o interior permanece excepcionalmente bem conservado.
  6. OBSERVAÇÃO: o exemplar apresenta uma conservação interna superior à externa. Os sinais de uso concentram-se sobretudo nas bordas da capa, nas extremidades da lombada e em marcas superficiais da contracapa. A presença do pôster original em excelente estado e do miolo praticamente sem amarelamento tornam a classificação global MUITO BOM, muito próxima de ÓTIMO.

Pátria Minha terminou; o Taiti ficou distante; mas Alexia, Bob Wolfenson e o pôster original continuam reunidos neste exemplar — exatamente como um colecionador gostaria de encontrá-los três décadas depois.

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Informações Rápidas

  1. Tipo de edição: Edição de Banca
  2. Número da edição: 236
  3. Ano/Data: Março de 1995
  4. Ano editorial: Ano XXI
  5. Quantidade de páginas: 148 páginas
  6. Editora: Editora Abril
  7. Preço de capa da edição de banca: R$ 4,20
  8. Modelo de capa: Alexia Dechamps
  9. Fotógrafo do ensaio principal: Bob Wolfenson
  10. Local do ensaio: Taiti
  11. Playmate/ensaio em destaque: Clarty Bacic
  12. Pôster: Original presente, em excelente estado de conservação

Modelo em Destaque — Alexia Dechamps

Alexia Dechamps nasceu em 31 de agosto de 1968, em Buenos Aires, Argentina, e ainda criança veio para o Brasil, crescendo em Búzios, Rio de Janeiro. Descendente de famílias de origem russa, belga e alemã, construiu inicialmente uma sólida carreira como modelo antes de se firmar como atriz. Em março de 1995, quando esta Playboy chegou ao público, tinha 26 anos.

Sua entrada no mundo da moda ocorreu cedo. Um dos episódios frequentemente lembrados de sua trajetória foi uma seleção para uma campanha da Calvin Klein, disputada por centenas de candidatos. Com 1,76 metro, Alexia desenvolveu carreira internacional e trabalhou no Brasil e em centros de moda como Paris e Milão, além de Espanha e Argentina. Entre os fotógrafos com quem trabalhou estavam justamente nomes que se tornariam fundamentais para a fotografia brasileira, como J.R. Duran e Bob Wolfenson.

Mas a interpretação era uma ambição anterior à própria carreira de modelo. Alexia começou a estudar atuação ainda jovem e, aos 17 anos, aprofundou seus estudos em Nova York. Um problema nas cordas vocais atrasou temporariamente seu ingresso profissional na dramaturgia, mas, depois de tratá-lo, iniciou uma carreira de televisão que atravessaria diferentes emissoras e décadas.

Na Globo, teve uma pequena participação em Top Model, em 1989, e conquistou seu primeiro papel fixo em O Dono do Mundo, em 1991. Dois anos depois, apareceu em Mulheres de Areia como Maria Helena. Em Pátria Minha, de 1994 a 1995, interpretou Alexandra, personagem usada pela própria Playboy para apresentar esta capa ao público.

É justamente esse encontro entre televisão e revista que dá à Nº 236 sua força histórica. Alexia estava associada naquele momento a uma novela das oito de Gilberto Braga, e a Playboy aproveitou essa familiaridade para construir uma capa imediatamente reconhecível. Um estudo acadêmico sobre a revista brasileira cita especificamente esta edição como exemplo da estratégia de transformar personagens televisivos em grandes acontecimentos editoriais.

Depois da Nº 236, sua carreira continuaria em produções como História de Amor, O Fim do Mundo, Xica da Silva, Mandacaru, A História de Ester, O Cravo e a Rosa, América, Cobras & Lagartos e outras. Décadas depois, Alexia ainda se mantém ligada à interpretação e voltou a falar publicamente sobre o desejo de trabalhar em televisão e audiovisual.

O vínculo com esta Playboy também permaneceu na memória da própria atriz. Em 2020, Alexia voltou a compartilhar imagens do ensaio e recordou a produção realizada no Taiti, confirmando novamente a fotografia de Bob Wolfenson.

Ensaio Principal — Alexia Dechamps no Taiti

O ensaio começa na página 52 e leva Alexia para uma paisagem bastante distante dos estúdios de televisão nos quais o público a acompanhava diariamente.

A revista utiliza justamente esse contraste como argumento editorial: a Alexandra de Pátria Minha abandona o ambiente urbano da novela e aparece cercada pelo cenário natural do Taiti.

A fotografia de Bob Wolfenson acrescenta peso histórico ao ensaio. Wolfenson tornou-se um dos mais importantes fotógrafos brasileiros ligados à moda, retrato e publicidade, e sua assinatura está associada a algumas das produções mais reconhecidas da Playboy nacional.

A própria capa resume bem a proposta: céu azul intenso, vegetação e elementos naturais envolvendo Alexia, enquanto o amarelo do logotipo cria uma das combinações cromáticas mais vibrantes da sequência de 1995.

Playmate e Pôster — Clarty Bacic

O nome correto registrado nesta edição é Clarty Bacic, posteriormente conhecida profissionalmente como Clarty Galvão. Seu nome completo é Clarty Bacic Cavalcanti Galvão.

Nascida em 11 de outubro de 1968, em Crato, Ceará, Clarty tinha 26 anos quando a Nº 236 foi publicada. Cantora e atriz, começou sua formação artística ainda muito jovem, primeiro em atividades musicais ligadas à família e depois no canto coral.

Sua trajetória ajuda a explicar por que a Playboy a apresentou de maneira tão incomum: Clarty não vinha simplesmente do circuito tradicional de modelos. Estudou dança clássica, contemporânea, afro-brasileira, jazz e teatro na Fundação Joaquim Nabuco, além de canto lírico no Teatro de Ópera de Pernambuco, sob orientação do tenor Juarez Sales.

Era, portanto, uma artista com formação musical real — exatamente a razão para a chamada de capa que anunciava a presença de uma diva da ópera.

O ensaio aparece a partir da página 82. A apresentação editorial ressaltava suas raízes familiares ligadas à antiga Iugoslávia, sua condição de soprano lírica e sua vida em Recife. A identificação histórica da Nº 236 também confirma Clarty Bacic como o nome utilizado pela Playboy naquele número.

Sua carreira artística continuou depois da revista. Entre 1997 e 2001, Clarty integrou o CORALUSP, participando de repertórios como Carmina Burana e Misa Criolla. Também participou de coro sacro e posteriormente se estabeleceu no universo do teatro musical.

Décadas depois, ainda apareceria em grandes produções de palco. Em 2017, integrou o elenco de O Homem de La Mancha, e em 2018 participou de Annie, O Musical, montagem estrelada por Miguel Falabella e Ingrid Guimarães. A trajetória confirma que a mulher apresentada pela Playboy em 1995 como cantora lírica manteve uma carreira efetivamente ligada às artes cênicas e musicais.

Neste exemplar, seu pôster original permanece presente em excelente estado de conservação, detalhe de forte importância para completude colecionável.

Outros Destaques da Edição

Romário

A grande entrevista, iniciada na página 27, traz Romário em um momento extraordinário de sua carreira: poucos meses depois de ser protagonista da Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo de 1994.

A chamada da própria edição explora o estilo irreverente que se tornaria parte inseparável de sua imagem pública. É um documento particularmente interessante do Romário jogador, ainda no auge esportivo e antes de sua posterior trajetória política.

Rubens Barrichello

Na página 74, o perfil acompanha Rubens Barrichello, apresentado então como jovem herdeiro da tradição brasileira na Fórmula 1. Vista retrospectivamente, a matéria registra um piloto ainda no início de uma carreira internacional que se tornaria uma das mais longas da história da categoria.

João Marcello Bôscoli

Na tradicional seção 20 Perguntas, a partir da página 138, aparece João Marcello Bôscoli, filho de Elis Regina e Ronaldo Bôscoli, falando sobre música, família e sua vida profissional.

Índice ou Sumário da Edição

  1. 5 — Entre Nós: abertura editorial.
  2. 10 — Caro Playboy: contato tradicional com os leitores.
  3. 12 — Assessoria: serviço e orientação.
  4. 14 — Insiders: estreia de uma coluna comandada por Nirlando Beirão, dedicada aos bastidores do poder, fama, política e cultura.
  5. 22 — Panteras, Gatas & Coelhinhas: seleção de novos rostos e modelos.
  6. 24 — Que loucura você já fez no seu corpo para seduzir alguém?: comportamento e relatos femininos.
  7. 27 — Entrevista — Romário: longa conversa com um dos maiores personagens do futebol brasileiro daquele momento.
  8. 46 — Na cama com Prozac: comportamento e discussão sobre os efeitos da então celebrada pílula da felicidade.
  9. 52 — Alexia Dechamps: ensaio principal da edição, fotografado por Bob Wolfenson no Taiti.
  10. 74 — Perfil — Rubens Barrichello: o jovem piloto brasileiro em busca de novas conquistas na Fórmula 1.
  11. 82 — Clarty Bacic: ensaio com a cantora lírica e atriz.
  12. 96 — Os novos pioneiros: reportagem sobre homens e mulheres envolvidos em desafios tecnológicos e exploração.
  13. 106 — Moda: estilo náutico, com blusões, bermudas e shorts.
  14. 116 — 14º Ranking das melhores faculdades brasileiras: levantamento educacional tradicional da revista.
  15. 126 — O céu não pode esperar: produção ambientada numa cama elástica.
  16. 138 — 20 Perguntas — João Marcello Bôscoli: música, carreira e lembranças familiares.
  17. 142 — Click: flagrantes e bastidores da fama.
  18. 148 — As Piadas de Playboy: encerramento humorístico.

Playboy Naquele Momento

A Nº 236 pertence a um período em que a Playboy brasileira combinava, dentro do mesmo exemplar, três grandes forças de audiência: televisão, esporte e celebridades.

Na capa estava Alexia Dechamps, associada a uma novela das oito. Na entrevista, Romário, recém-transformado em símbolo máximo do tetracampeonato. No perfil esportivo, um ainda jovem Rubens Barrichello carregava expectativas sobre o futuro brasileiro na Fórmula 1.

Ao lado deles estavam comportamento, universidade, moda, tecnologia, música e uma cantora lírica ocupando o espaço fotográfico tradicional da publicação.

É uma combinação que dificilmente poderia pertencer a outra época.

Importância Histórica e Cultural

A capa de Alexia é particularmente representativa da Playboy brasileira dos anos 1990 porque mostra como a revista dialogava diretamente com a dramaturgia televisiva.

A chamada não apresentava simplesmente Alexia Dechamps. Apresentava a Alexandra de Pátria Minha. Isso permitia ao leitor reconhecer instantaneamente a mulher da capa a partir da personagem que acompanhava na televisão. A estratégia foi tão característica daquele período que a Nº 236 passou a ser utilizada em estudos sobre celebridade e construção editorial da Playboy brasileira.

Há também um forte componente esportivo. Romário havia acabado de atravessar um dos momentos mais celebrados da história da Seleção, enquanto Barrichello representava expectativas de continuidade do protagonismo brasileiro no automobilismo.

Até pautas como Prozac, ranking universitário e moda náutica situam imediatamente a revista na metade da década de 1990.

Curiosidades da Edição

  1. Alexia Dechamps tinha 26 anos quando protagonizou a Nº 236.
  2. O ensaio foi realizado no Taiti por Bob Wolfenson, informação que a própria atriz voltaria a recordar publicamente décadas depois.
  3. A edição Nº 236 é registrada na cronologia histórica da Playboy Brasil com Alexia Dechamps na capa, Romário como entrevistado principal e Bob Wolfenson na fotografia.
  4. A revista possui 148 páginas, configuração também registrada em exemplares catalogados no mercado especializado.
  5. Clarty Bacic, apresentada pela Playboy como soprano lírica, continuou efetivamente ligada à música e ao teatro e posteriormente adotou profissionalmente o nome Clarty Galvão.
  6. A carreira de Clarty chegaria décadas depois aos grandes musicais brasileiros, incluindo montagens de O Homem de La Mancha e Annie.

Valor para Coleção

  1. Alexia Dechamps no auge de sua associação com Pátria Minha.
  2. Ensaio produzido no Taiti.
  3. Fotografia de Bob Wolfenson.
  4. Pôster original de Clarty Bacic presente e em excelente estado.
  5. Grande entrevista com Romário imediatamente após o tetracampeonato.
  6. Perfil de Rubens Barrichello ainda no começo de sua trajetória na Fórmula 1.
  7. Presença de João Marcello Bôscoli.
  8. Miolo excepcionalmente claro e preservado.
  9. Capa, contracapa e lombada em condição elevada.

Usos e Benefícios

  1. Excelente para coleção cronológica da Playboy Brasil.
  2. Peça de interesse para colecionadores de Alexia Dechamps e fotografia de Bob Wolfenson.
  3. Material relacionado à história da televisão brasileira e à novela Pátria Minha.
  4. Documento do futebol brasileiro no período imediatamente posterior ao tetracampeonato.
  5. Interessante para acervos de Fórmula 1 por trazer um jovem Rubens Barrichello.
  6. Variante atraente para colecionadores de exemplares de assinante.
  7. Presença do pôster original amplia significativamente a integridade editorial do conjunto.

Por que Adquirir Este Exemplar?

A Playboy Nº 236, de março de 1995, com Alexia Dechamps, é uma edição de forte interesse dentro da sequência da década de 1990, reunindo Bob Wolfenson, Romário, Rubens Barrichello e Clarty Bacic em um número bastante representativo daquele momento da revista.

Neste exemplar, o principal argumento está na qualidade do interior e na completude. O pôster original permanece presente em excelente estado, enquanto o miolo está completo, firme e surpreendentemente claro, com envelhecimento restrito praticamente à primeira e à última folha.

Os sinais externos existem e estão devidamente registrados, mas são essencialmente superficiais e compatíveis com uma revista de mais de três décadas. Para quem procura a Nº 236 com boa apresentação, pôster preservado e conteúdo interno em condição superior, este exemplar oferece um conjunto muito equilibrado e especialmente atraente para coleção.

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Especificação: Playboy Nº 236 | Março/1995 | Alexia Dechamps | Edição de Banca | Pôster de Clarty Bacic

Revistas Adultas
Condição

Década

Formato de Venda

Origem da Edição

Pôster

Tipo de Edição

Specification
Ano da Edição

1995

Dimensions
Weight301 g

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