Playboy Nº 226 | Maio/1994 | Ana Lara Resende | Exemplar de Assinante | Pôster de Neriah Davis Presente

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Às vésperas do tetra, reúne entrevista com Parreira, uma Playmate internacional e um miolo excepcionalmente preservado em pleno Brasil da URV.

Maio de 1994 encontrou o Brasil entre duas grandes expectativas: a Seleção fazia os últimos preparativos para a Copa dos Estados Unidos e o país atravessava a transição econômica que, poucas semanas depois, desembocaria no Real. Nesse cenário, a Playboy colocou em suas páginas moda, futebol, comportamento e uma mineira que já possuía carreira internacional. O resultado é uma edição que envelheceu particularmente bem como documento dos anos 90 — e este exemplar preservou essa história em condição muito acima da média.

Estado Geral de Conservação: EXCELENTE

  1. CAPA: excelente apresentação geral, com cores muito vivas, superfície limpa e ótima integridade. A análise mais próxima revela apenas microssinais de atrito nas extremidades, discretíssimo desgaste nas quinas e pequenas marcas de manuseio compatíveis com armazenamento. Não apresenta rasgos, perdas relevantes de material ou vincos acentuados.
  2. CONTRACAPA: ótima integridade estrutural e excelente aspecto visual. No campo claro observam-se pequenos pontos amarelados e discretas marcas de sujidade ou ação do tempo, mais perceptíveis em observação aproximada, além de mínimos sinais superficiais de manuseio. Não há dano estrutural relevante.
  3. LOMBADA: firme, alinhada e muito bem preservada. Apresenta somente leve atrito na extremidade superior, com discreto desgaste do acabamento; a extremidade inferior permanece especialmente bem conservada.
  4. PÔSTER: presente, completo e em excelente estado de conservação, preservando integralmente um dos elementos mais importantes da edição.
  5. MIOLO: íntegro, firme e completo, em excelente estado de conservação, com páginas muito limpas e praticamente sem amarelamento perceptível. Não foram identificados rasgos, recortes ou anotações.
  6. OBSERVAÇÃO: exemplar de assinante com 162 páginas, notavelmente preservado após mais de três décadas. Os pequenos sinais da contracapa e o mínimo desgaste no topo da lombada são os principais indícios naturais de idade do conjunto.

Antes de Parreira entrar em campo pelo tetra, Ana Lara e Neriah já haviam escalado uma seleção difícil de deixar fora da coleção.

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Informações Rápidas

  1. Publicação: Playboy
  2. Número da edição: 226
  3. Data: Maio de 1994
  4. Tipo de edição: Exemplar de Assinante
  5. Editora: Abril
  6. Quantidade de páginas: 162 páginas
  7. Preço de capa da época: CR$ 7.300,00
  8. Modelo de capa: Ana Lara Resende
  9. Fotógrafo da capa: Luis Crispino
  10. Playmate: Neriah Davis
  11. Pôster: Presente, completo e em excelente estado
  12. Miolo: Íntegro e completo
  13. Estado geral: Excelente

Modelo em Destaque — Ana Lara Resende

A capa de maio de 1994 não representava a descoberta de uma principiante. Ana Lara Resende, nascida em 9 de julho de 1971, em São João del-Rei, Minas Gerais, tinha 22 anos quando esta edição chegou ao público e já acumulava uma trajetória de modelo bastante mais cosmopolita do que a capa deixava imaginar.

Seu sobrenome também carregava uma história muito particular dentro da cultura mineira. A imprensa daquele período ressaltava sua ligação com a tradicional família Lara Resende e chegava a apresentá-la como prima do escritor Otto Lara Resende, uma das figuras mais importantes da literatura e do jornalismo brasileiros.

Ana Lara, porém, construiu sua identidade pública longe das letras. Aos 17 anos, conquistou o primeiro lugar no concurso Garota Turismo de Minas Gerais. A vitória abriu uma porta decisiva: posteriormente foi descoberta pelo agente internacional Ming Liao Tao e encaminhada ao circuito da Elite Model Management.

Ainda muito jovem passou a trabalhar fora do Brasil. Sua carreira a levou a centros de moda e publicidade como Paris, Tóquio, Hong Kong e Miami, além de trabalhos realizados na Ásia, Caribe, América Latina e outros mercados internacionais. Registros de sua trajetória associam seu currículo a campanhas e trabalhos para nomes como Calvin Klein, Yves Saint Laurent e Montblanc, além de participações editoriais em publicações como Claudia, Marie Claire, Femme Actuelle, Harper’s Bazaar e Mariage.

Isso ajuda a entender a escolha da Playboy. O ensaio fotografado por Luis Crispino encontra uma modelo que já estava acostumada às grandes produções, às viagens e à fotografia profissional. A revista explora essa experiência sem abandonar a identidade mineira: no índice, Ana é apresentada como uma filha de São João del-Rei, criando um contraste interessante entre suas raízes históricas e a carreira internacional.

Há ainda uma deliciosa coincidência de época. Um relato jornalístico publicado muitos anos depois recordaria que um exemplar desta Playboy de Ana Lara Resende foi levado às escondidas para o então jovem Ronaldo, concentrado com a Seleção Brasileira nos Estados Unidos durante a Copa de 1994. A outra revista escolhida para a missão era a edição de Maria Padilha. É o tipo de pequena história que transforma uma revista antiga em objeto de memória cultural.

Sua trajetória não terminou nas passarelas. Décadas depois, Ana Lara continuou sendo lembrada como top model e passou a se envolver de maneira mais direta com iniciativas sociais e ambientais. Em 2022, aparecia ligada à implantação de um Clube UNESCO em Minas Gerais; em 2024, foi anunciada como embaixadora da Comtxae, com atuação relacionada a projetos de impacto social, sustentabilidade e transparência.

Para o colecionador, portanto, esta capa reúne duas fases de uma mesma personagem: a jovem modelo mineira que já circulava internacionalmente no início dos anos 90 e uma personalidade cuja trajetória posterior avançaria para outras formas de atuação pública.

Playmate do Mês — Neriah Davis

O nome correto da modelo apresentada pela edição brasileira como a viajante que cruza as estradas do deserto californiano é Neriah Davis — e sua biografia combina de maneira quase perfeita com a narrativa construída pela Playboy.

Neriah nasceu em 12 de outubro de 1972, em Van Nuys, Califórnia, e tinha 21 anos quando este número brasileiro foi publicado. Sua infância foi muito diferente da imagem clássica de uma modelo de Los Angeles: criada por pais ligados à contracultura dos anos 60, passou boa parte da juventude em uma pequena comunidade rural do norte da Califórnia, vivendo em uma propriedade agrícola com estilo de vida extremamente simples e, segundo seus próprios relatos biográficos, até mesmo sem eletricidade.

Aos 18 anos, deixou essa realidade e mudou-se para Los Angeles. A passagem do campo para a cidade foi rápida: começaram os trabalhos como modelo e vieram também pequenas oportunidades como atriz. Antes mesmo da Playboy, participou de produções como The Bikini Carwash Company, Meatballs 4 e The Bikini Carwash Company II.

Sua entrada na Playboy ocorreu quando fotografias feitas durante um trabalho chegaram à revista. Neriah foi selecionada como Playmate of the Month de março de 1994 na edição norte-americana, e seu ensaio foi fotografado por Stephen Wayda, fotógrafo profundamente associado à estética dos centerfolds da publicação naquele período.

Pouco depois, a Playboy brasileira incorporou Neriah a esta edição Nº 226. O texto nacional aproveitou justamente a oposição entre estrada, deserto, vida urbana e suas origens simples. Sob o conceito Sem lenço, sem documento, sem nada, ela é apresentada como uma espécie de miragem nas rodovias californianas — uma elaboração editorial que dialogava curiosamente com sua verdadeira história de vida.

Após a fase como Playmate, Neriah continuou trabalhando como modelo e atriz. Apareceu em séries como Married… with Children, Baywatch e Suddenly Susan, além de realizar campanhas e trabalhos para empresas do segmento de moda e lingerie. Em 2001, também foi escolhida St. Pauli Girl, tradicional personagem promocional da marca norte-americana.

Sua carreira ainda teria uma interessante inversão de perspectiva: Neriah passou de fotografada a fotógrafa. Desenvolveu trabalho profissional atrás das câmeras, realizando retratos, casamentos e projetos editoriais; seu currículo fotográfico chegou a incluir trabalhos para o calendário das cheerleaders do San Francisco 49ers. Em entrevista publicada em 2023, aparecia também como profissional do mercado imobiliário e mãe de dois filhos.

Assim, o pôster preservado neste exemplar não registra apenas uma modelo passageira: pertence a uma Playmate oficial norte-americana de 1994, com uma trajetória profissional que se estendeu por fotografia, televisão, publicidade e outras atividades.

O Ensaio da Playmate

A produção de Neriah Davis trabalha com uma imagem muito característica da Playboy daquele período: a mulher independente transformada em personagem de uma pequena narrativa visual.

A edição brasileira a coloca simbolicamente nas estradas do oeste americano, cercada pelo imaginário do asfalto, do deserto e da liberdade. É uma estética coerente com a própria biografia da modelo, marcada pela passagem de uma juventude rural na Califórnia para a indústria de entretenimento de Los Angeles.

O fato de o pôster estar presente e em excelente conservação mantém intacto justamente o elemento mais procurado desse conjunto fotográfico.

Outros Ensaios e Destaques Visuais

Salva-vidas da Califórnia — a revista reúne uma seleção dedicada às profissionais das praias norte-americanas, em uma produção que mistura verão, esporte e a estética californiana muito presente na cultura pop dos anos 90.

Joias para Seduzir — editorial especialmente pensado para o período do Dia dos Namorados, transformando joias, anéis, pulseiras, colares e brincos em objetos de desejo dentro do universo de consumo da época.

O que as Mulheres Falam no Sexofone — reportagem de comportamento que registra um fenômeno bastante específico do período pré-internet, quando os serviços telefônicos ocupavam um espaço hoje difícil de imaginar.

Entrevista — Carlos Alberto Parreira

Poucas entrevistas poderiam ter envelhecido de maneira tão curiosa.

Quando a Playboy chegou aos leitores em maio de 1994, Carlos Alberto Parreira ainda era o técnico de uma Seleção cercada de expectativa, críticas e incertezas. A Copa do Mundo começaria no mês seguinte, e o Brasil não conquistava o torneio havia 24 anos.

A edição registra Parreira antes do desfecho histórico, falando não apenas de futebol, mas de sua trajetória e de assuntos pessoais em uma conversa no estilo característico da Playboy.

Dois meses depois, o entrevistado estampado no índice desta edição conduziria a Seleção Brasileira ao tetracampeonato mundial nos Estados Unidos.

Para o colecionador de futebol, isso muda completamente a leitura da entrevista: não é uma retrospectiva sobre o tetra — é um documento publicado antes de ele acontecer.

Perfil — João Havelange

O futebol também aparece sob outro ângulo com o perfil de João Havelange, então presidente da FIFA e uma das figuras mais poderosas do esporte mundial.

A presença simultânea de Parreira e Havelange, às vésperas da Copa dos Estados Unidos, dá ao número uma densidade esportiva incomum e ajuda a situá-lo com extraordinária precisão dentro de 1994.

Índice e Destaques da Edição

  1. Ana Lara Resende — pág. 70: o ensaio de capa fotografado por Luis Crispino.
  2. Neriah Davis — pág. 84: a Playmate em Sem lenço, sem documento, sem nada.
  3. Carlos Alberto Parreira — pág. 47: entrevista com o técnico brasileiro às vésperas da Copa.
  4. João Havelange — pág. 124: perfil do então presidente da FIFA.
  5. Luiz Fernando Guimarães — pág. 152: protagonista da tradicional seção 20 Perguntas.
  6. Viver em Cuba no es fácil! — pág. 100: reportagem sobre o cotidiano cubano dos anos 90.
  7. A corrida que ninguém viu em Interlagos — pág. 80: bastidores da Fórmula 1 em São Paulo.
  8. Las Vegas — pág. 118: viagem ao universo de entretenimento e jogos da cidade norte-americana.
  9. Salva-vidas da Califórnia — pág. 132: produção visual com forte espírito de verão.
  10. Joias para Seduzir — pág. 108: especial de consumo para o Dia dos Namorados.
  11. O que as Mulheres Falam no Sexofone — pág. 64: comportamento e costumes de uma era anterior à internet.
  12. Como Tornar o Dia dos Namorados Mais Excitante? — pág. 40: pauta sazonal da edição.
  13. Panteras, Gatas & Coelhinhas — pág. 22: seção tradicional da revista.
  14. De Mulher para Homem — pág. 26: comportamento com Maria Rita Kehl.
  15. Moda — pág. 94: os estilos do inverno de 1994.
  16. Vídeo, Cinema, Livros e Música — págs. 31 a 36: panorama cultural da época, incluindo Elvis Costello.
  17. Click — pág. 156: os flagras indiscretos da fama.
  18. As Piadas de Playboy — pág. 160: encerramento humorístico tradicional da publicação.

Importância Histórica e Cultural

Este número atravessou um período excepcionalmente específico do Brasil.

A edição de maio de 1994 foi publicada quando a URV — Unidade Real de Valor já fazia parte da vida econômica brasileira, mas o Real ainda não existia fisicamente como moeda corrente. O preço de capa de CR$ 7.300,00 conserva materialmente essa fase curta da história econômica nacional. O Real começaria a circular em 1º de julho de 1994.

Ao mesmo tempo, a Copa do Mundo se aproximava. A revista entrevista o técnico que ainda buscava provar seu projeto, traça o perfil do presidente da FIFA e publica reportagens sobre Fórmula 1, comportamento, Cuba e Las Vegas.

É justamente essa combinação que faz das antigas Playboys bons documentos de época: uma mesma revista preserva fotografia, moda, publicidade, moeda, esporte, comportamento, linguagem gráfica e personagens públicos de um momento que não voltaria a se repetir.

Curiosidades da Edição

Uma capa que chegou à concentração do tetra: existe um relato jornalístico posterior contando que esta edição de Ana Lara Resende foi uma das Playboys levadas para o jovem Ronaldo durante a concentração brasileira na Copa dos Estados Unidos.

Parreira antes de ser tetracampeão: a entrevista foi publicada quando o resultado da Copa ainda era uma incógnita. Lida atualmente, ganhou uma camada histórica que simplesmente não existia para o comprador de banca em maio de 1994.

Uma Playmate quase recém-saída da edição americana: Neriah Davis havia sido a Playmate de março de 1994 nos Estados Unidos. Apenas dois meses depois, seu trabalho já aparecia neste exemplar brasileiro.

Valor para Coleção

O interesse desta Nº 226 se sustenta em vários níveis.

A capa traz Ana Lara Resende em pleno período de sua carreira internacional, fotografada por Luis Crispino. O ensaio central oferece uma Playmate norte-americana oficial do mesmo ano, Neriah Davis, acompanhada pelo pôster original.

Editorialmente, a entrevista com Carlos Alberto Parreira antes do tetracampeonato adiciona um diferencial histórico dificilmente reproduzível em outra edição.

E este exemplar específico eleva ainda mais esse conjunto: assinante, pôster preservado, miolo completo e conservação externa excepcional, com apenas marcas mínimas naturais de mais de três décadas.

Usos e Benefícios

  1. Excelente para coleção cronológica da Playboy Brasil, sobretudo exemplares de assinante e edições dos anos 90.
  2. Forte interesse para acervos relacionados à Copa do Mundo de 1994, fotografia editorial e cultura pop brasileira.
  3. Material de pesquisa para moda, publicidade, comportamento, design gráfico e memória econômica do período da URV.
  4. Interessante para coleções dedicadas a Playmates internacionais, especialmente pela presença de Neriah Davis e de seu pôster.
  5. Peça representativa da fase editorial clássica da Editora Abril.

Por que Adquirir Este Exemplar?

Porque poucas edições conseguem prender maio de 1994 de maneira tão completa.

Há Ana Lara Resende, mineira de carreira internacional, em uma capa fotografada por Luis Crispino; Neriah Davis, Playmate norte-americana daquele mesmo ano, com o pôster preservado; e Carlos Alberto Parreira concedendo uma entrevista quando o tetracampeonato brasileiro ainda era apenas uma possibilidade.

Some-se a isso um exemplar de assinante com capa muito limpa, lombada firme, miolo excepcional e pôster completo, e surge uma peça que entrega exatamente o que se procura em uma revista de coleção: identidade visual, contexto histórico, completude e conservação.

É uma Playboy que não registra o tetra depois que ele virou história. Ela registra o Brasil imediatamente antes de ele acontecer.

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Especificação: Playboy Nº 226 | Maio/1994 | Ana Lara Resende | Exemplar de Assinante | Pôster de Neriah Davis Presente

Revistas Adultas
Condição

Década

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Origem da Edição

Pôster

Tipo de Edição

Specification
Ano da Edição

1994

Dimensions
Weight301 g

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