Playboy Nº 224 | Março/1994 | Maria Padilha | Exemplar de Assinante | Pôster de Amanda Hope Presente
R$49,90
Ensaio inspirado em Nelson Rodrigues, perfil de Ayrton Senna e entrevista com Cláudia Raia em um número de forte valor documental dos anos 90.
Março de 1994 encontra a Playboy em uma combinação especialmente rica de teatro, televisão, comportamento e jornalismo. No centro dessa edição está Maria Padilha, então em plena maturidade artística, fotografada em uma produção que dialoga com o universo passional de Nelson Rodrigues. Ao redor dela, o número reúne uma entrevista com Cláudia Raia, um perfil de Ayrton Senna e a presença da americana Amanda Hope no ensaio central. É daqueles exemplares em que a distância do tempo acrescentou uma segunda camada de interesse ao que originalmente já era uma edição muito bem construída.
Estado Geral de Conservação: ÓTIMO
- CAPA: muito bem preservada, com excelente apresentação visual, cores firmes e impressão limpa. Há discretos sinais de uso e manuseio nas extremidades, além de uma leve compressão/amassamento na borda superior, perceptível principalmente nos cantos superior esquerdo e superior direito. A quina inferior direita apresenta mínimo desgaste por atrito. Não há rasgos nem perdas relevantes de material.
- CONTRACAPA: em ótimo estado de conservação, íntegra e muito limpa, com apenas mínimos sinais superficiais de armazenamento e discreto atrito junto à região próxima da lombada.
- LOMBADA: firme, alinhada e em excelente estado, preservando muito bem impressão e estrutura. Apresenta somente discretíssimo desgaste nas extremidades superior e inferior, sem abertura ou comprometimento da encadernação.
- PÔSTER: presente, completo e em excelente estado de conservação, preservando um dos componentes mais importantes da edição.
- MIOLO: íntegro, completo, firme e muito bem conservado. O conjunto apresenta excelente limpeza geral, com leve amarelamento localizado na primeira página, na última folha da seção de humor e na folha imediatamente adjacente ao pôster, compatível com envelhecimento natural e com o contato entre papéis de características diferentes. Não apresenta recortes, rasgos ou anotações relevantes.
- OBSERVAÇÃO: exemplar de assinante, com 142 páginas e pôster original preservado. O conjunto permanece visualmente muito acima da média para uma revista com mais de três décadas.
Entre Nelson Rodrigues, Maria Padilha e um Ayrton Senna ainda correndo para o futuro, este Nº 224 é daqueles exemplares que fazem março de 1994 caber inteiro dentro de uma coleção.
Mais informações na descrição do item abaixo
Informações Rápidas
- Publicação: Playboy
- Número da edição: 224
- Data: Março de 1994
- Tipo de edição: Exemplar de Assinante
- Editora: Abril
- Quantidade de páginas: 142 páginas
- Preço de capa da época: CR$ 3.600,00
- Modelo de capa: Maria Padilha
- Fotografia da capa e ensaio: Márcia Ramalho
- Playmate da edição: Amanda Hope
- Pôster: Presente, completo e em excelente estado
- Estado geral: Ótimo
Modelo em Destaque — Maria Padilha
Nascida no Rio de Janeiro em 8 de maio de 1960, Maria Padilha tinha 33 anos quando chegou à capa desta Playboy. Àquela altura, já estava muito distante da condição de simples revelação televisiva: possuía sólida formação teatral e uma trajetória que passava pelo palco, pelo cinema e por personagens importantes da televisão brasileira.
Sua aproximação com o teatro começou ainda jovem. Frequentou o tradicional O Tablado, celeiro fundamental da formação de atores no Rio de Janeiro, e construiu desde cedo uma carreira em que o palco nunca funcionou apenas como complemento da televisão.
Na TV, já havia passado por produções como Água Viva, Mico Preto, O Dono do Mundo e O Mapa da Mina. Em O Dono do Mundo, interpretou Karen, personagem lembrada inclusive pela própria Playboy ao apresentar o ensaio desta edição.
Mas existe uma coincidência editorial particularmente elegante neste número: em 1994, Maria também estava profundamente envolvida com A Falecida, de Nelson Rodrigues. Assim, a decisão da Playboy de fotografá-la a partir das fantasias e do imaginário rodriguiano não foi mero enfeite temático. O ensaio conversava diretamente com o momento artístico vivido pela atriz.
Essa ligação faz com que a capa tenha envelhecido de maneira especialmente interessante. Não é apenas o registro de uma atriz conhecida em uma revista de grande circulação; é a fotografia de uma artista num ponto preciso de sua trajetória, quando televisão e teatro se encontravam na construção de sua imagem pública.
Ao longo das décadas seguintes, Maria consolidaria uma carreira extensa, com personagens como Dinorá, de O Cravo e a Rosa, além de trabalhos em Mulheres Apaixonadas, cinema e inúmeras montagens teatrais.
Três aspectos tornam sua presença nesta edição especialmente colecionável: a formação teatral consistente anterior à fama televisiva, a associação direta do ensaio ao universo de Nelson Rodrigues e o fato de a publicação registrar uma fase em que Maria já tinha repertório artístico suficiente para que a Playboy construísse uma produção conceitual ao redor de sua carreira.
Ensaio de Maria Padilha
A partir da página 52, o ensaio principal abandona a fórmula de simplesmente colocar uma celebridade diante das lentes e trabalha com uma ideia editorial clara: aproximar Maria Padilha das paixões, desejos e personagens femininas do universo de Nelson Rodrigues.
Fotografada por Márcia Ramalho, Maria surge em uma produção que transforma o ensaio em extensão de sua identidade como atriz. Essa escolha ganha ainda mais peso quando observada dentro do momento teatral que ela vivia em 1994.
É justamente esse contexto que diferencia a edição dentro de uma coleção cronológica: há uma ligação reconhecível entre a personagem pública, sua carreira e o conceito escolhido para fotografá-la.
Playmate da Edição — Amanda Hope
O ensaio central apresenta Amanda Hope, americana nascida em Austin, Texas, em 23 de agosto de 1969. Ela tinha 24 anos quando esta edição brasileira chegou às mãos dos assinantes.
Seu perfil foge bastante ao padrão habitual das modelos. Antes de sua trajetória na Playboy, Amanda teve uma formação musical que passou pelo piano, violão e finalmente pela clarineta. A habilidade com o instrumento a levou a uma experiência ainda mais singular: ela serviu no Exército dos Estados Unidos como clarinetista de banda militar.
Durante sua passagem pelas Forças Armadas, esteve baseada tanto nos Estados Unidos quanto na Alemanha. A Playboy brasileira explora justamente esse contraste entre disciplina militar, formação musical e carreira de modelo ao apresentá-la como uma estrela do Exército cuja principal arma seria sua presença diante das câmeras.
Amanda já havia alcançado projeção internacional ao ser escolhida Playmate of the Month da Playboy americana em julho de 1992. Seu ensaio foi posteriormente aproveitado pela edição brasileira, que o apresenta sob o título Armadilha Perfeita, a partir da página 78.
Depois de sua aparição original como Playmate, Amanda ainda participou de produções especiais e vídeos ligados à Playboy. Sua trajetória pública posterior tornou-se mais discreta, o que faz com que revistas e materiais daquele período tenham papel ainda maior na preservação de sua passagem pela cultura Playboy dos anos 90.
Neste exemplar, o grande diferencial físico é que seu pôster original permanece presente, completo e em excelente estado de conservação.
Outros Ensaios e Destaques Visuais
As Melhores de 1993 — pág. 104: a edição revisita algumas das mulheres que haviam marcado o ano anterior, trazendo material com nomes como Luíza Tomé, Andréa Rammé, Piera, Núbia Oliveira, Sandra Galeão e as gêmeas Rosi e Rosângela. Para quem coleciona a sequência dos anos 90, funciona quase como um pequeno retrospecto fotográfico dentro da própria revista.
Panteras, Gatas & Coelhinhas — pág. 18: uma das seções clássicas da publicação, preservando a linguagem visual e o espírito editorial característicos daquele período.
Entrevista — Cláudia Raia
A grande entrevista da edição começa na página 33 e coloca Cláudia Raia no centro de uma conversa franca sobre carreira, relacionamentos, sexualidade, sucessos e decepções.
Na primeira metade dos anos 90, Cláudia já havia ultrapassado a condição de jovem revelação e se estabelecido como uma das personalidades mais reconhecíveis da televisão e dos palcos brasileiros. A entrevista captura justamente essa fase de afirmação de uma artista que construía sua imagem combinando dança, teatro, televisão e personalidade pública marcante.
Sua presença reforça o peso editorial desta edição para além do ensaio de capa.
Perfil — Ayrton Senna
Na página 64, a revista dedica seu perfil a Ayrton Senna.
Visto hoje, este texto ganhou uma dimensão histórica que ninguém poderia prever quando a revista foi impressa. A edição chegou ao público em março de 1994, registrando Senna como campeão, ídolo mundial e piloto ainda olhando para os próximos desafios de sua carreira.
Poucas semanas depois, a história do automobilismo brasileiro mudaria para sempre.
Por isso, o perfil deixou de ser apenas mais uma matéria esportiva de época. Tornou-se um documento publicado no último período da vida profissional de um dos maiores nomes do esporte brasileiro.
Casseta & Planeta — Bastidores do Humor
Na página 74, a Playboy visita os bastidores do Casseta & Planeta, grupo que naquele momento ocupava espaço central no humor televisivo brasileiro.
É uma matéria que hoje funciona quase como fotografia de bastidores da televisão dos anos 90, período em que linguagem, ritmo e limites do humor eram muito diferentes dos atuais.
Corrupção e Dinheiro — pág. 92
Outra pauta de peso investiga tráfico, sequestros, subornos, corrupção e lavagem de dinheiro, mostrando uma característica que tornou a Playboy brasileira muito mais ampla que seu componente fotográfico.
Reportagens longas, entrevistas políticas e comportamento conviviam naturalmente com moda, ensaios e cultura. Essa mistura é justamente uma das razões pelas quais os exemplares completos se tornaram documentos tão interessantes de seu período.
Ranking das Faculdades Brasileiras — pág. 96
O tradicional levantamento da Playboy sobre o ensino superior aparece novamente nesta edição, registrando a 13ª edição do ranking das melhores faculdades brasileiras.
Esses rankings ganharam considerável repercussão durante anos e são hoje registros bastante curiosos de como cursos e instituições eram avaliados e apresentados ao público na primeira metade dos anos 90.
Índice e Destaques da Edição
- Maria Padilha — pág. 52: ensaio de capa inspirado no universo de Nelson Rodrigues.
- Amanda Hope — pág. 78: Armadilha Perfeita, com a ex-militar americana no ensaio central.
- As Melhores de 1993 — pág. 104: retrospectiva fotográfica com mulheres que marcaram o ano anterior.
- Cláudia Raia — pág. 33: grande entrevista da edição.
- Ayrton Senna — pág. 64: perfil do tricampeão mundial de Fórmula 1.
- Casseta & Planeta — pág. 74: bastidores do grupo de humor.
- Lavagem de dinheiro — pág. 92: reportagem sobre corrupção, tráfico e movimentação de dinheiro ilícito.
- Ranking das Faculdades — pág. 96: panorama do ensino superior brasileiro.
- A História dos Pratos Clássicos — pág. 86: gastronomia e tradição.
- Mansões dos Roqueiros — pág. 68: residências ligadas a grandes nomes da música internacional.
- Qual a Cantada Mais Original — pág. 29: comportamento sob a linguagem irreverente da revista.
- Panteras, Gatas & Coelhinhas — pág. 18: seção tradicional.
- Click — pág. 136: flagrantes de celebridades.
- As Piadas de Playboy — pág. 140: encerramento humorístico da edição.
Importância Histórica e Cultural
Poucas revistas deste período oferecem uma combinação tão clara de diferentes camadas de 1994.
Há o teatro brasileiro representado por Maria Padilha e Nelson Rodrigues, a televisão com Cláudia Raia e Casseta & Planeta, o esporte por meio de um perfil de Ayrton Senna, a preocupação com corrupção e dinheiro ilícito, o tradicional ranking universitário e uma seção central importada da Playboy americana.
O próprio projeto gráfico registra seu tempo: títulos grandes, cores diretas, chamadas numerosas e uma capa que ainda carrega o aviso de exemplar de assinante, elemento físico que ajuda a contar como essas revistas efetivamente circulavam.
É justamente aí que o exemplar deixa de ser apenas uma revista antiga e passa a funcionar como documento editorial de uma época.
Curiosidades da Edição
Maria Padilha e Nelson Rodrigues: o conceito do ensaio não foi escolhido ao acaso. Em 1994, a atriz vivia um período de forte aproximação profissional com a dramaturgia rodriguiana, tornando a produção muito mais contextual do que uma simples fantasia fotográfica.
Ayrton Senna em março de 1994: o perfil do piloto foi publicado quando sua carreira ainda era narrada no presente e olhando para o futuro. Com o passar do tempo, tornou-se um dos conteúdos historicamente mais fortes deste número.
Uma Playmate com carreira militar: antes de sua notoriedade como modelo, Amanda Hope tocou clarineta em bandas do Exército americano, uma trajetória pouco comum mesmo dentro da extensa história das Playmates.
Valor para Coleção
- Maria Padilha em um ensaio conceitual diretamente ligado à sua identidade de atriz.
- Exemplar de assinante, preservando uma forma específica de circulação da Playboy.
- Pôster original de Amanda Hope presente e muito bem conservado.
- Perfil de Ayrton Senna publicado em um momento historicamente decisivo.
- Entrevista extensa com Cláudia Raia.
- Retrospectiva com algumas das modelos de maior destaque de 1993.
- Miolo completo e excelente preservação geral após mais de três décadas.
- Forte representatividade do jornalismo, design e cultura popular brasileira dos anos 90.
Usos e Benefícios
- Excelente para coleções cronológicas da Playboy Brasil.
- Indicada para acervos dedicados à carreira de Maria Padilha.
- Peça de interesse para colecionadores de Ayrton Senna e memória esportiva brasileira.
- Material de pesquisa sobre fotografia editorial, televisão, teatro, publicidade e comportamento dos anos 90.
- Exemplar especialmente interessante para quem valoriza revistas com pôster original preservado.
- Documento visual da fase clássica da Editora Abril.
Por que Adquirir Este Exemplar?
Porque a Playboy Nº 224 reúne atributos que dificilmente aparecem juntos em uma mesma edição: uma capa de Maria Padilha construída sobre o universo de Nelson Rodrigues, o pôster original de Amanda Hope, entrevista com Cláudia Raia e um perfil de Ayrton Senna que o passar dos anos tornou historicamente ainda mais significativo.
A conservação acompanha a qualidade editorial. O exemplar mantém capa muito bem apresentada, lombada firme, contracapa preservada, pôster completo e miolo íntegro, apresentando apenas discretas marcas naturais de três décadas e amarelamento bastante localizado.
É uma peça com história em praticamente todas as direções em que se folheia: teatro, televisão, automobilismo, fotografia e memória editorial brasileira, preservados em um exemplar de assinante que ainda conserva aquilo que tantos outros perderam pelo caminho.
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Especificação: Playboy Nº 224 | Março/1994 | Maria Padilha | Exemplar de Assinante | Pôster de Amanda Hope Presente
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