Playboy Nº 210 | Janeiro/1993 | Piera Ranieri – A Gatinha da Capricho | Pôster de Ashley Allen Presente l Exemplar de Assinante
R$29,90
A antiga garota-propaganda que marcou a identidade da Capricho reaparecia adulta em uma Playboy de verão, preservada aqui com pôster e excelente miolo.
Antes de ocupar esta capa, Piera Ranieri já pertencia à memória visual de uma geração: nos anos 1980, seu rosto ficou associado à campanha da Capricho e à imagem da famosa Gatinha da revista. Janeiro de 1993 permitiu à Playboy brincar justamente com essa lembrança, agora apresentando uma modelo experiente, com carreira publicitária que já havia atravessado o Brasil e o exterior. Fotografada por Thomas Susemihl, sua capa abre um número particularmente rico em referências ao começo dos anos 1990 — e este exemplar sobreviveu às décadas em condição especialmente atraente.
Estado Geral de Conservação: ÓTIMO
- CAPA: ótimo estado de conservação, mantendo cores intensas, excelente contraste e boa integridade da imagem. Há leve desgaste por atrito na lateral esquerda, junto à lombada, mais perceptível nas extremidades, além de discreto desgaste na extremidade inferior. Não apresenta perda significativa de papel ou dano que prejudique a composição.
- CONTRACAPA: ótimo estado de conservação, íntegra e com excelente apresentação. Apresenta apenas discretos sinais de manuseio junto à região próxima da lombada, sem comprometimento estrutural.
- LOMBADA: firme, alinhada e em ótimo estado, com discreto desgaste por atrito nas extremidades superior e inferior, compatível com armazenamento e manuseio ao longo do tempo.
- PÔSTER: presente e em excelente estado de conservação, importante diferencial para a integridade colecionável do exemplar.
- MIOLO: íntegro e em excelente estado de conservação, com páginas firmes e limpas. Observa-se apenas discreto amarelamento nas extremidades de algumas páginas. A primeira folha, correspondente à página 3, apresenta amarelamento mais acentuado, sem interferência relevante na leitura ou nas imagens.
- OBSERVAÇÃO: exemplar de assinante, com 134 páginas. A última folha apresenta leve amarelamento natural do tempo. No conjunto, os sinais de idade permanecem concentrados nas extremidades e nas folhas inicial e final, enquanto a parte central do miolo se destaca pela excelente preservação.
A Gatinha da Capricho cresceu, atravessou campanhas e continentes e acabou virando Pantera na Playboy. Com o pôster ainda no lugar, esta história dos anos 80 e 90 continua completa.
Veja mais informações na descrição abaixo.
Informações Rápidas
- Tipo de edição: Exemplar de Assinante
- Número da edição: 210
- Ano / Data: Janeiro de 1993
- Ano editorial: Ano XVIII
- Quantidade de páginas: 134 páginas no exemplar
- Editora: Editora Abril
- Preço de capa da época: Cr$ 63.000,00
- Modelo de capa: Piera Ranieri
- Fotógrafo do ensaio: Thomas Susemihl
- Playmate apresentada na edição: Ashley Allen
- Pôster: Presente — excelente estado de conservação
- Entrevista principal: Boris Casoy
A identificação da edição como nº 210, lançada em janeiro de 1993 pela Editora Abril e vendida por Cr$ 63.000,00, é confirmada em registros da publicação; a cronologia da Playboy brasileira também atribui a fotografia de Piera a Thomas Susemihl.
Modelo em Destaque — Piera Ranieri
Piera Paula Ranieri nasceu em 26 de novembro de 1967, em São Paulo, e chegou à Playboy trazendo uma história profissional que explicava perfeitamente a chamada da capa. Ela não era simplesmente uma modelo escolhida para aquele número: durante os anos 1980, havia sido um rosto fortemente associado à Capricho, também da Editora Abril.
Em 1985, Piera participou da campanha da Capricho como garota-propaganda e modelo, incluindo o filme publicitário que explorava diretamente a personagem da Gatinha. Na mesma fase, apareceu em publicidade de diversas marcas e chegou a participar de uma reportagem do Globo Repórter sobre a vida de modelo. Era, portanto, um rosto construído dentro da cultura visual juvenil brasileira dos anos 1980.
Quando a Playboy nº 210 chegou às bancas, em janeiro de 1993, Piera tinha 25 anos. A chamada A gatinha da Capricho virou Pantera em Playboy funcionava como uma piscadela para quem havia acompanhado sua imagem anos antes: duas publicações da Abril, destinadas a públicos completamente diferentes, acabavam ligadas pela trajetória da mesma modelo.
Sua carreira, porém, havia ultrapassado bastante essa associação. Piera trabalhou em campanhas de moda e publicidade e passou parte importante de sua trajetória fora do Brasil. Há registros de trabalhos no Japão, incluindo campanhas para Coca-Cola, Shiseido, Sony e outras marcas, além de trabalhos realizados em outros mercados.
Outro detalhe interessante aparece anos depois. Em reportagem publicada em 2005, Piera contou ter vivido 17 anos na Europa antes de retornar a São Paulo, escolhendo novamente a Barra Funda, bairro onde havia passado a infância. A reportagem ainda a identificava como a modelo que havia sido a cara da Capricho nos anos 1980 e posteriormente capa da Playboy — sinal de quanto aquela associação continuou acompanhando seu nome.
Sua trajetória profissional também ganhou um segundo capítulo atrás das câmeras: há registros de atuação como produtora publicitária, inclusive em campanhas realizadas entre os anos 2000 e 2010. Assim, a carreira iniciada diante das lentes acabou se prolongando dentro do próprio mercado de comunicação e publicidade.
Para o colecionador, essa continuidade torna a nº 210 particularmente interessante. Piera representa uma personagem reconhecível da publicidade brasileira dos anos 1980 que, em janeiro de 1993, reaparece em outro momento de sua carreira e para outro público. A capa acaba funcionando como ponte entre duas fases da própria Editora Abril.
Ensaio Principal — Piera Ranieri
O ensaio de Piera começa na página 46 e foi fotografado por Thomas Susemihl, profissional que aparece repetidamente na cronologia das capas da Playboy brasileira daquela fase.
Editorialmente, a Playboy explora a memória da antiga Gatinha da Capricho sem tentar apagá-la. Pelo contrário: o passado publicitário vira o próprio gancho para apresentar uma Piera adulta, fazendo da transformação de Gatinha em Pantera a narrativa central do número.
Essa relação entre passado e presente é o que diferencia o ensaio. Para quem acompanhou revistas e publicidade durante os anos 1980, Piera não chegava como desconhecida; sua imagem já carregava uma memória afetiva que a Playboy deliberadamente recuperava em 1993.
Playmate — Ashley Allen
Apresentada pela edição brasileira no ensaio Uma Louca em Nossa Vida, iniciado na página 78, Ashley Allen nasceu em 7 de fevereiro de 1968, em San Antonio, Texas. Quando seu ensaio foi originalmente publicado pela Playboy americana, ela tinha 24 anos.
Ashley havia sido escolhida Playmate of the Month de agosto de 1992 na edição norte-americana. Portanto, como ocorre com outras Playmates estrangeiras encontradas nas Playboys brasileiras desse período, o ensaio de janeiro de 1993 não corresponde à Playmate americana daquele mesmo mês: trata-se de material selecionado anteriormente pela matriz e posteriormente apresentado ao público brasileiro.
Antes da Playboy, Ashley já acumulava experiências bastante variadas. Foi finalista de um concurso de beleza aos 14 anos, participou de competição regional de patinação e, aos 19, venceu uma etapa local de uma competição de modelos ligada à Ford Agency. Durante a escola, também tocou flauta e foi cheerleader.
Depois de sua passagem como Playmate, continuou aparecendo em produções e edições especiais relacionadas à Playboy e participou de vídeos da marca. Registros posteriores também apontam trabalhos como atriz.
Sua presença acrescenta, portanto, outro elemento colecionável ao número: além da protagonista brasileira, a edição preserva uma Playmate oficial da Playboy americana de 1992.
Outros Ensaios e Destaques
- Marília — A Sobrinha do Campeão, página 98: ensaio apresentado pela revista a partir de sua ligação familiar com Telê Santana, um dos grandes nomes do futebol brasileiro.
- As Mulheres de 1992 — página 108: retrospectiva reunindo 14 personalidades femininas que haviam chamado a atenção da revista no ano anterior.
- Panteras, Gatas & Coelhinhas — página 18: seção recorrente da Playboy com três modelos em clima de verão.
- Você Já Transou com Alguém Pensando em Outro? — página 29: comportamento e sexualidade tratados pela linguagem típica da publicação naquele período.
Índice ou Sumário da Edição
Desejos e Prazeres
- Piera — página 46: o principal ensaio, construído sobre a passagem simbólica da antiga Gatinha da Capricho para a Playboy.
- Marília — A Sobrinha do Campeão — página 98: produção que utiliza a ligação com Telê Santana como gancho editorial.
- As Mulheres de 1992 — página 108: retrospectiva das personalidades femininas do ano anterior.
- Uma Louca em Nossa Vida — página 78: ensaio de Ashley Allen, Playmate americana de agosto de 1992.
- Panteras, Gatas & Coelhinhas — página 18: três modelos na tradicional seção feminina.
- Você Já Transou com Alguém Pensando em Outro? — página 29: comportamento e fantasias.
- Um Ano de Escândalos — página 64: retrospectiva da temperatura do comportamento e das celebridades em 1992.
Reportagem
- A Volta por Cima — página 104: histórias de pessoas demitidas que conseguiram reconstruir suas trajetórias.
- Na Onda do Surfboat — página 74: apresentação de uma modalidade ligada aos mares australianos.
- Horóscopo da Conquista — página 86: astrologia aplicada ao jogo da sedução.
- Na Cama com Etiqueta — página 42: vinte perguntas apresentadas como teste de conhecimentos para o amante bem-humorado.
- Os Melhores Bares do Brasil — página 92: levantamento com 300 habitués selecionando 43 endereços, hoje especialmente curioso como registro da vida noturna do período.
Poder e Fama
- Entrevista — Boris Casoy, página 31: o então âncora do SBT ocupa a principal entrevista do número, em uma fase de grande exposição do telejornalismo brasileiro.
- Perfil — Raí, página 58: o jogador aparece no momento em que já era um dos grandes nomes do futebol nacional.
- A entrevista com Boris Casoy é também registrada nas cronologias históricas da edição nº 210.
Cultura
- Cinema — página 24: destaque para Demi Moore e Tom Cruise em Questão de Honra, produção de grande repercussão naquele período.
- Livros — página 28: espaço dedicado à literatura.
- Música — página 25: uma combinação bastante representativa da amplitude editorial da revista, colocando Bob Dylan e Gal Costa no mesmo panorama cultural.
- Ficção — Desata-me, página 70: manutenção do espaço literário tradicional da Playboy.
Humor e Seções
- As Piadas de Playboy — página 132
- Flagras Indiscretos da Fama — página 130
- Assessoria — página 13
- Insiders — página 16
- Estilo — página 20
- Vaidade — página 21
- Entre Nós — página 3
- Caro Playboy — página 9
Importância Histórica e Cultural
A Playboy nº 210 tem uma qualidade documental especialmente interessante: é literalmente uma revista de passagem. Janeiro abre 1993, mas boa parte de seu conteúdo ainda olha para 1992 — retrospectivas, mulheres do ano, escândalos e personagens que haviam dominado os meses anteriores.
Ao mesmo tempo, a edição registra elementos muito próprios daquele início de década: Boris Casoy no auge da projeção televisiva, Raí como grande personagem do futebol, Demi Moore e Tom Cruise nas páginas de cinema, Bob Dylan e Gal Costa na música e uma reportagem inteira dedicada aos melhores bares do país.
Piera acrescenta outra camada. Sua presença recupera a publicidade juvenil dos anos 1980 e a transporta para o começo dos anos 1990. Para quem coleciona não apenas Playboy, mas a história da Editora Abril, essa ligação com a Capricho dá ao número uma identidade incomum.
Curiosidades da Edição
- Piera Ranieri tinha 25 anos quando esta edição foi publicada e já carregava quase uma década de experiência em publicidade e modelagem. Sua associação com a Capricho remontava a campanhas realizadas em 1985.
- A edição foi fotografada por Thomas Susemihl, que também assinaria as capas imediatamente posteriores de Verónica Castiñeira, Kelly Cristina, Mônica Carvalho e Núbia de Oliveira, formando uma sequência marcante na Playboy de 1993.
- Ashley Allen, apresentada ao público brasileiro neste número, havia sido Playmate of the Month de agosto de 1992 nos Estados Unidos, reforçando a circulação internacional de material editorial dentro da Playboy brasileira.
Valor para Coleção
- Apelo de capa: Piera une duas memórias editoriais da Abril — Capricho e Playboy — em momentos diferentes de sua carreira.
- Fotografia: ensaio assinado por Thomas Susemihl, presença importante naquela fase da revista.
- Playmate internacional: participação de Ashley Allen, Playmate oficial da edição americana de agosto de 1992.
- Pôster original: presente e em excelente estado de conservação.
- Condição de circulação: exemplar de assinante, agregando uma variante interessante ao acervo.
- Representatividade: número de janeiro que registra a transição cultural de 1992 para 1993.
Usos e Benefícios
- Excelente para acervos cronológicos da Playboy brasileira.
- Particularmente interessante para coleções sobre Piera Ranieri, Capricho, Editora Abril e publicidade brasileira dos anos 1980 e 1990.
- Material para pesquisa de fotografia editorial, publicidade, comportamento, design gráfico, televisão, música e cultura popular.
- A presença do pôster original e o excelente estado do miolo tornam o conjunto especialmente adequado à preservação.
Por que Adquirir Este Exemplar?
- Piera Ranieri em uma capa construída sobre sua conhecida ligação com a Capricho.
- Ensaio fotografado por Thomas Susemihl.
- Ashley Allen, Playmate americana de agosto de 1992, no conteúdo interno.
- Exemplar de assinante.
- Pôster original presente em excelente estado.
- 134 páginas, com miolo excepcionalmente preservado e apenas discretos sinais periféricos de envelhecimento.
- Uma Playboy em que a memória publicitária dos anos 1980 encontra o universo editorial de 1993 — preservada em condição que permite apreciar praticamente intacta essa passagem de época.
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