Playboy Nº 192 | Julho/1991 | Fátima Muniz Freire | Exemplar de Assinante | Pôster Presente
R$22,90
Uma Playboy profundamente ligada ao Brasil de 1991, reunindo Tim Maia, comportamento universitário, moda e tecnologia, com pôster original preservado.
A nº 192 nasceu em um momento em que a Playboy brasileira conseguia colocar no mesmo exemplar a alta sociedade carioca, Tim Maia, transformações no mercado de trabalho e até o então misterioso universo dos microcomputadores. Fátima Muniz Freire, nome já consolidado na moda e no circuito social do Rio, ocupa uma capa de composição elegante e imediatamente reconhecível. Este exemplar conserva muito bem sua apresentação externa e seu conteúdo, embora apresente uma ocorrência estrutural importante na encadernação interna, devidamente detalhada abaixo.
Estado Geral de Conservação: BOM
- CAPA: apresenta-se em muito bom estado visual, com cores fortes e composição bem preservada. Possui leves sinais de desgaste, atrito e manuseio nas extremidades, especialmente na lateral esquerda, próxima à lombada, além de discretas marcas compatíveis com circulação e armazenamento.
- CONTRACAPA: em muito bom estado, apresentando leves manchas de sujidade e discretos sinais de uso e manuseio, mais perceptíveis na região próxima à lombada. Bordas e superfície permanecem bem preservadas no conjunto.
- LOMBADA: externamente encontra-se em muito bom estado, firme e com leves sinais de desgaste nas extremidades. Entretanto, há vinco e pequena abertura estrutural na extremidade inferior, acompanhando um afastamento interno da encadernação. Na extremidade superior ocorre sinal semelhante, porém de menor intensidade.
- PÔSTER: presente e em excelente estado de conservação, completo e muito bem preservado.
- MIOLO: completo e íntegro, com leve amarelamento das páginas pela ação do tempo, mais perceptível junto às bordas. Entre as páginas 76 e 77 há afastamento do conjunto de páginas em relação à lombada, deixando a estrutura interna da encadernação visível. A abertura é mais evidente na parte inferior do vão central e também aparece, de forma mais discreta, na região superior. Apesar dessa ocorrência, não há indicação de páginas soltas ou ausentes, e o conteúdo permanece completo.
- OBSERVAÇÃO: exemplar de assinante. A aparência externa é bastante favorável, mas a abertura interna da encadernação entre as páginas 76 e 77 e o dano correspondente na lombada impedem uma classificação superior. O pôster original e o restante do miolo permanecem muito bem conservados.
Por fora, Fátima ainda conserva todo o glamour da capa de 1991; por dentro, a revista mostra uma cicatriz de encadernação que merece transparência. Felizmente, o pôster atravessou as décadas em excelente forma.
Mais informações na descrição do item abaixo
Informações Rápidas
- Tipo de edição: Exemplar de Assinante
- Número da edição: 192
- Data: Julho de 1991
- Editora: Editora Abril
- Preço de capa da época: Cr$ 1.200,00
- Modelo de capa: Fátima Muniz Freire
- Fotógrafo da capa: Paulo Vainer
- Playmate do mês: Eloise Broady
- Pôster: Presente e em excelente estado de conservação
Modelo em Destaque — Fátima Muniz Freire
Muito antes de ocupar a capa da Playboy, Fátima Muniz Freire já carregava uma trajetória construída dentro da moda brasileira. Seu nome completo é Maria Thereza de Fátima de Alencastro Muniz Freire Veiga, e sua imagem esteve ligada durante anos às passarelas, aos grandes editoriais e ao movimentado circuito social carioca das décadas de 1970 e 1980.
Vinda de uma tradicional família carioca, Fátima ganhou projeção ainda jovem como modelo e tornou-se um dos rostos conhecidos de sua geração. Sua presença no cenário do Rio foi suficientemente marcante para que fosse lembrada pela imprensa entre as modelos de maior destaque daquele período e associada ao glamour das colunas sociais cariocas.
Sua carreira antecede em muitos anos esta Playboy. Já nos anos 1970, Fátima figurava entre as profissionais conhecidas do meio e, na década seguinte, continuou ocupando espaços relevantes na fotografia de moda. Em junho de 1981, foi capa da Vogue Brasil, fotografada por Thomas Susemihl, uma passagem que ajuda a dimensionar sua posição no mercado muito antes da sessão para a Playboy.
Fátima também esteve ligada à Claudia Moda e tornou-se presença importante na trajetória da grife carioca Frankie & Amaury, uma das marcas mais características da moda sofisticada do Rio nas décadas de 1980 e 1990. A relação com a marca ultrapassou simples trabalhos ocasionais: ela foi uma das modelos associadas à identidade visual que ajudou a tornar a grife reconhecida.
É por isso que a chamada de capa Tumulto no Soçaite deve ser lida dentro de seu contexto. A Playboy não estava apenas apresentando uma mulher conhecida das festas cariocas. Estava reunindo em uma mesma personagem moda, alta sociedade, elegância e reconhecimento editorial, combinação que fazia sentido imediato para o leitor de 1991.
A própria revista reforça essa construção ao anunciar Fátima depois da participação da socialite Karmita Medeiros, explorando com humor a ideia de despir mais uma personalidade das colunas sociais. O ensaio de Fátima aparece a partir da página 50.
A fotografia de capa ficou a cargo de Paulo Vainer, nome recorrente na produção visual da Playboy naquele período. O retrato se apoia em fundo preto, logotipo amarelo de grande impacto e um elaborado adorno dourado sobre o corpo da modelo, criando uma composição mais próxima da linguagem de moda do que de uma simples fotografia promocional.
Na época desta edição, Fátima já começava a ampliar sua atuação para além das passarelas. Registros do início dos anos 1990 mostram sua presença também em atividades de relações públicas ligadas ao universo da moda. Alguns anos depois, passou a ser identificada profissionalmente como assessora de marketing, revelando uma transição natural da imagem para os bastidores da comunicação.
A data exata de seu nascimento não aparece de maneira suficientemente consistente para permitir afirmar sua idade precisa em julho de 1991. Registros jornalísticos posteriores permitem situá-la no início dos 30 anos nessa época, mas, para preservar o rigor histórico, não é adequado transformar essa aproximação em uma idade fechada.
Décadas depois, sua trajetória voltou a encontrar um de seus capítulos mais conhecidos. Em 2024, Fátima participou do relançamento da Frankie & Amaury, aparecendo novamente como uma das musas históricas da marca, ao lado de nomes como Silvia Pfeiffer e Alexia Dechamps. O reencontro transformou sua própria carreira em parte da memória da moda brasileira.
Para o colecionador, essa dimensão torna a nº 192 especialmente interessante. A capa registra uma profissional cuja carreira já atravessava quase duas décadas de moda e que, naquele momento, começava a migrar da condição de modelo para funções de comunicação e marketing. Não é simplesmente uma celebridade de passagem pela Playboy: é um fragmento de uma geração que ajudou a construir a imagem da moda brasileira antes da explosão internacional das supermodelos dos anos 1990.
Playmate do Mês — Eloise Broady
Apresentada pela Playboy sob o espírito de A Arte da Sedução, Eloise Broady traz para a edição uma conexão direta com o universo de Hollywood.
A revista a apresenta como uma bela texana que havia trabalhado como dublê de Kim Basinger em algumas cenas de Nadine, produção lançada em 1987 e dirigida por Robert Benton, cineasta também responsável por Kramer vs. Kramer.
Esse detalhe dá personalidade própria à sua participação. Em vez de aparecer apenas como modelo internacional, Eloise chega cercada pela narrativa de alguém que já havia experimentado os bastidores do cinema e sonhava em conquistar seu próprio espaço como atriz.
A apresentação editorial também registra seu desejo de viver um grande amor, combinando ambição profissional e vida pessoal numa construção típica dos pequenos perfis que acompanhavam as Playmates naquele período.
Neste exemplar, o pôster de Eloise Broady está presente e em excelente estado de conservação, constituindo um dos pontos mais fortes da peça.
Outros Ensaios e Destaques Femininos
- Suzana Rangel — pág. 68: a jornalista e apresentadora surge numa produção que a revista promove como uma imagem diferente daquela conhecida pelos telespectadores da Bandeirantes.
- Erika Hoogstad — pág. 110: a modelo holandesa protagoniza Clima do Prazer, produção construída sob uma atmosfera tropical.
- Mulheres — pág. 28: estrelas respondem à provocação sobre preferirem despir ou serem despidas.
- Click — pág. 138: reúne aparições de Cláudia Liz, Letícia Sabatella, Betty Faria, Marlene Matheus e outras personalidades.
Índice ou Sumário da Edição
Desejos e Prazeres
- Panteras, Gatas & Coelhinhas — pág. 18: personagens femininas que passaram pelas páginas da revista e seguiram conquistando visibilidade.
- Mulheres — pág. 28: comportamento e intimidade tratados com o estilo provocador da Playboy.
- Fátima Muniz — pág. 50: o ensaio da modelo e personalidade carioca que ocupa a capa.
- Suzana Rangel — pág. 68: a apresentadora da Bandeirantes em registro distinto de sua imagem televisiva.
- Pôster — pág. 78: Eloise Broady, a texana ligada à curiosa história de bastidores envolvendo Kim Basinger.
- Clima do Prazer — pág. 110: a holandesa Erika Hoogstad em produção de atmosfera brasileira.
Comportamento
- Sexo na Universidade — pág. 46: pesquisa nacional sobre o comportamento afetivo e sexual dos universitários, anunciada com grande destaque no alto da capa.
- Elas Estão Avançando — pág. 76: reportagem de Paulo Markun sobre a crescente presença das mulheres no mercado de trabalho e as desigualdades ainda existentes.
Essa matéria possui ainda um detalhe físico importante neste exemplar: é justamente na abertura das páginas 76 e 77 que se encontra o afastamento interno da encadernação, com exposição parcial da estrutura junto à lombada.
Poder e Fama
- Tim Maia — pág. 31: uma grande entrevista com uma das figuras mais singulares da música brasileira.
- Delfim Netto — pág. 60: perfil de uma personalidade central da história econômica e política nacional.
- Ingra Liberato — pág. 134: participação na tradicional seção de perguntas rápidas da revista.
Tecnologia, Gastronomia e Consumo
- Computador sem Mistério — pág. 100: matéria que explica ao leitor o universo dos microcomputadores — hoje um saboroso documento da relação do brasileiro com a tecnologia em 1991.
- Queijos — pág. 64: comparação entre produtos nacionais e referências estrangeiras.
- Miami — pág. 96: compras e gastronomia numa cidade que começava a assumir posição quase mítica no imaginário de consumo brasileiro.
- O Homem na Cozinha — pág. 20: gastronomia dentro da tradicional abordagem masculina da publicação.
Moda, Cultura e Aventura
- O Homem no Espelho — pág. 26: moda associada aos prazeres e à estética de viagem.
- Quanto Vale Seu Sonho — pág. 27: o universo do golfe apresentado como experiência e estilo de vida.
- O Interior Mostra Sua Elegância — pág. 88: tendências inspiradas na estética country.
- Esqui Aéreo — pág. 106: aventura em direção às águas do Caribe.
- Cartas de um Sedutor — pág. 86: destaque literário para Hilda Hilst.
- Livros & Música — pág. 136: literatura e música completam o repertório cultural do número.
Entrevista — Tim Maia
A presença de Tim Maia é um dos grandes diferenciais jornalísticos desta edição. A própria capa anuncia uma conversa marcada pelo temperamento imprevisível do cantor, personagem que já havia transformado irreverência, genialidade musical e opiniões sem filtro em partes inseparáveis de sua imagem pública.
Para quem coleciona Playboy também pelo conteúdo jornalístico, a entrevista acrescenta peso ao número. Tim Maia é daqueles personagens cuja presença numa publicação de época transforma a revista em documento musical e cultural independente do ensaio de capa.
Playboy e o Brasil de 1991
Poucas páginas resumem tão bem aquele momento quanto este índice. De um lado, a revista tentava explicar os microcomputadores a leitores que ainda os viam como território novo. De outro, discutia a crescente presença das mulheres no mercado de trabalho, pesquisava o comportamento dos universitários e entrevistava Tim Maia.
A combinação revela a fórmula que marcou a Playboy brasileira em seus melhores períodos: fotografia e sensualidade convivendo com jornalismo, literatura, comportamento, tecnologia, gastronomia, moda e publicidade.
A nº 192 funciona, assim, como documento visual de um Brasil em transformação — ainda profundamente ligado à televisão e às colunas sociais, mas já olhando para novas relações profissionais, novos hábitos de consumo e uma tecnologia que mudaria completamente a década seguinte.
Curiosidades da Edição
- A capa de Fátima Muniz Freire foi fotografada por Paulo Vainer, profissional de presença marcante na fotografia editorial brasileira.
- O pôster apresenta Eloise Broady, cuja história inclui trabalho como dublê de Kim Basinger no cinema.
- A revista publica uma ampla matéria tentando desmistificar os microcomputadores, hoje um registro particularmente curioso da tecnologia de 1991.
- A edição reúne uma entrevista de destaque com Tim Maia e uma reportagem de Paulo Markun sobre o avanço feminino no mercado de trabalho.
- Fátima Muniz Freire retornaria, décadas depois, como uma das musas históricas no relançamento da Frankie & Amaury, marca fortemente associada à sua carreira na moda.
Valor para Coleção
- Capa com Fátima Muniz Freire, nome relevante da moda brasileira desde os anos 1970.
- Fotografia de capa de Paulo Vainer.
- Exemplar de assinante.
- Pôster original presente e em excelente estado.
- Entrevista com Tim Maia.
- Conteúdo que documenta comportamento, tecnologia, moda e transformações sociais de 1991.
- Miolo completo, apesar de ocorrência localizada de abertura da encadernação entre as páginas 76 e 77.
Usos e Benefícios
- Excelente para completar uma coleção cronológica da Playboy brasileira.
- Interesse para acervos ligados à moda brasileira das décadas de 1970, 1980 e 1990.
- Material de pesquisa sobre fotografia editorial, comportamento, música, publicidade e tecnologia.
- Documento visual do universo social e cultural brasileiro do início dos anos 1990.
- Exemplar interessante para colecionadores que priorizam pôster original preservado e conteúdo completo.
Por que Adquirir Este Exemplar?
O ponto de atenção deste exemplar está claramente localizado: existe abertura da encadernação entre as páginas 76 e 77, acompanhada de um pequeno comprometimento estrutural nas extremidades da lombada. É uma ocorrência que merece ser considerada por quem procura exemplares próximos da condição de arquivo.
Em compensação, a revista permanece completa, sua apresentação externa ainda é bastante favorável e o pôster original encontra-se em excelente estado de conservação.
Somam-se a isso uma capa de Fátima Muniz Freire fotografada por Paulo Vainer, a entrevista com Tim Maia, a Playmate Eloise Broady e um conteúdo que captura com rara clareza as mudanças de comportamento e tecnologia do Brasil de 1991. Um exemplar com uma marca estrutural localizada, mas com conteúdo, identidade e completude suficientes para continuar ocupando um lugar muito interessante dentro de uma coleção.
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Especificação: Playboy Nº 192 | Julho/1991 | Fátima Muniz Freire | Exemplar de Assinante | Pôster Presente
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