Playboy Nº 189 | Abril/1991 | Kátia Maranhão | Exemplar de Assinante | Pôster de Christina Leardini
R$34,90
Uma edição que captura a passagem do telejornalismo para a cultura pop dos anos 90, com miolo preservado, ensaios marcantes e forte valor documental.
Em 1991, a televisão ainda cultivava uma separação muito clara entre a sobriedade da bancada de notícias e o universo das grandes capas de revista. Foi justamente essa fronteira que a Playboy atravessou ao transformar uma jornalista conhecida do público em protagonista de uma edição cercada de referências ao momento cultural daquele ano. O resultado ganhou ainda mais interesse com o tempo: a publicação antecede a fase em que Kátia Maranhão se tornaria um rosto conhecido do humor televisivo nacional e preserva um retrato muito particular de sua carreira.
Estado Geral de Conservação: MUITO BOM
- CAPA: Em muito bom estado de conservação, mantendo boa apresentação visual, cores fortes e imagem central bem preservada. Apresenta leves sinais de uso e manuseio nas bordas, com pequenos pontos de atrito mais perceptíveis na extremidade esquerda, junto à lombada, além de discretas marcas superficiais sobre as áreas escuras da capa. Os cantos superior esquerdo e inferior esquerdo mostram leve desgaste por contato, sem perdas relevantes de papel ou comprometimento da arte.
- CONTRACAPA: Em muito bom estado, íntegra e bem preservada. Apresenta sinais discretos de desgaste e manuseio nas extremidades, compatíveis com a idade e a circulação do exemplar, sem rasgos, perdas importantes ou danos estruturais aparentes.
- LOMBADA: Em ótimo estado de conservação, firme e bem alinhada, com impressão preservada. Há apenas discretos sinais de atrito nas extremidades superior e inferior e leve desgaste superficial junto às áreas de contato com capa e contracapa. Não se observam rupturas, descolamentos ou perda relevante de material.
- PÔSTER: Presente e em excelente estado de conservação, completo e muito bem preservado, mantendo um dos principais componentes originais desta edição.
- MIOLO: Íntegro e em muito bom estado, com páginas firmes e sem sinais aparentes de recortes ou perdas. Algumas folhas apresentam amarelamento nas bordas, consequência natural da ação do tempo. Esse processo é mais acentuado na primeira e na última folha, onde a tonalidade do papel evidencia maior envelhecimento.
- OBSERVAÇÃO: Exemplar de assinante. O conjunto permanece sólido, completo e visualmente muito agradável, com sinais de uso concentrados principalmente nas extremidades externas e com envelhecimento natural do papel. A presença do pôster original em excelente estado ajuda a preservar a integridade colecionável desta unidade.
Antes de ocupar a bancada bem menos comportada do Casseta & Planeta, Kátia Maranhão já havia atravessado a fronteira entre notícia e cultura pop nesta capa — e, com a Gata do Golfo ainda inteira no pôster, a história ficou completa.
Veja mais informações na descrição abaixo.
Informações Rápidas
- Tipo de edição: Exemplar de Assinante
- Número da edição: 189
- Identificação editorial: Ano XVIII
- Data: Abril de 1991
- Quantidade de páginas: 120
- Editora: Editora Abril
- Preço de capa da época: Cr$ 580,00
- Modelo de capa: Kátia Maranhão
- Fotografia de Kátia Maranhão: Gui Paganini
- Pôster original: Presente
- Destaque do pôster: Christina Leardini — A Gata do Golfo
Modelo em Destaque — Kátia Maranhão
Nascida no Rio de Janeiro em 15 de fevereiro de 1962, Kátia Maranhão tinha 29 anos quando esta edição chegou às bancas. Filha de um sargento da Marinha e de uma enfermeira, entrou cedo no jornalismo: antes mesmo dos 18 anos já havia sido chamada para um teste na Radiobrás, em Brasília, dando início a uma trajetória que atravessaria algumas das principais emissoras brasileiras.
Sua ligação com o SBT é particularmente importante para entender esta capa. No fim dos anos 1980, apresentou de Brasília o Notícias de Primeira Página, além de ter passado pelo TJ Noite. Era justamente essa identidade de jornalista de televisão que a Playboy explorava ao apresentá-la como a doçura do jornal do SBT. A provocação editorial estava no contraste: não se tratava de uma atriz interpretando uma jornalista, mas de uma profissional do telejornalismo já reconhecível pelo público deixando temporariamente a formalidade da bancada.
A edição ganha uma camada adicional quando observada em retrospecto. Apenas no ano seguinte, Kátia se tornaria a apresentadora feminina da fase inicial de Casseta & Planeta, Urgente!, na Rede Globo, introduzindo quadros e esquetes do grupo. Depois passaria pela Rede Manchete, onde apresentou o Programa de Domingo, e desenvolveria uma longa trajetória ligada também à comunicação política.
Entre as curiosidades de sua carreira, está justamente a amplitude de registros: começou muito jovem na comunicação, passou do jornalismo tradicional ao humor sem abandonar a identidade de apresentadora e, décadas depois, voltou à dramaturgia interpretando — curiosamente — uma jornalista chamada Juliana Bentes na série Arcanjo Renegado, exibida pelo Globoplay em 2022.
Nos anos mais recentes, continuou ligada à comunicação em Brasília. Em 2018 comandou a série de entrevistas Potência Brasil, da TV Brasil, e em 2024 assumiu o programa Tarde Metrópoles, na Rádio Metrópoles.
Para o colecionador, esta capa possui justamente o mérito de registrar Kátia antes de uma das fases pelas quais ela seria mais lembrada pelo grande público. É uma fotografia editorial de transição: a jornalista ainda associada aos telejornais, pouco antes de sua imagem entrar definitivamente no território do entretenimento nacional.
Playmate do Mês — Christina Leardini
A mulher apresentada ao leitor brasileiro como A Gata do Golfo era Christina Marie Leardini, modelo americana nascida em 22 de janeiro de 1969, em St. Petersburg, na Flórida. Ela tinha 22 anos quando apareceu nesta edição.
Filha de pai saudita e mãe americana, Christina carregava exatamente a combinação cultural que permitiu à redação brasileira construir o conceito do ensaio. Em pleno 1991, a expressão Gata do Golfo não era casual: a Guerra do Golfo acabara de ocupar intensamente os noticiários internacionais, e a Playboy transformou a ascendência árabe-americana da modelo em uma brincadeira editorial com o velho lema pacifista faça amor, não faça guerra.
Antes de se tornar Playmate, Christina já trabalhava como modelo e apareceu em publicações especiais da Playboy utilizando também o nome Christina Herbert. Em abril de 1991 foi escolhida Playmate of the Month pela edição americana da revista, tornando esta presença brasileira praticamente contemporânea à sua consagração nos Estados Unidos.
O pictorial original foi fotografado por Richard Fegley, nome de longa associação com a fotografia da Playboy. Depois daquela aparição, Christina continuou sendo fotografada para especiais de banca da marca durante vários anos, participou de produções em vídeo da Playboy e realizou trabalhos comerciais de moda. Também teve pequenas participações nos filmes Dream Trap e Anarchy TV.
Sua trajetória pública documentada concentra-se principalmente na modelagem e nas produções dos anos 1990; não há atividade profissional contemporânea suficientemente bem estabelecida para atribuir a ela uma carreira atual específica.
Para esta edição brasileira, porém, o interesse é muito claro: a revista não apenas reutilizou uma Playmate internacional. Criou para ela um enquadramento editorial diretamente ligado ao noticiário mundial daquele momento, fazendo do pôster uma peça especialmente representativa de 1991.
O Ensaio da Playmate — A Gata do Golfo
O ensaio de Christina Leardini funciona como um encontro muito característico entre a Playboy americana e a adaptação editorial brasileira. Fotografada originalmente por Richard Fegley, Christina aparece dentro da linguagem refinada dos pictoriais internacionais do começo dos anos 1990, enquanto a edição nacional acrescenta uma narrativa própria.
A escolha do título A Gata do Golfo é um exemplo quase perfeito de como a Playboy daquela fase transformava acontecimentos recentes em linguagem de revista. A ascendência saudita e americana da modelo permitiu construir uma espécie de metáfora visual para a aproximação entre Oriente e Ocidente, associada de maneira bem-humorada ao pacifismo dos anos 1960.
O fato de o pôster original permanecer presente e em excelente estado aumenta consideravelmente a integridade editorial deste exemplar: não se preservou apenas a revista, mas também um componente destacável que frequentemente desaparece de exemplares que circularam por décadas.
Outros Ensaios
- Kátia Maranhão — página 30: O grande ensaio nacional da edição, construído em torno do contraste entre a imagem pública da jornalista e uma produção fotográfica assinada por Gui Paganini.
- ¡Que Linda Es, Cuba! — página 44: Ensaio dedicado à sensualidade cubana, outro conteúdo que dialogava diretamente com o interesse brasileiro pelo Caribe e pela imagem de Cuba no início dos anos 1990.
- A Gata do Golfo — página 58: Christina Leardini ocupa o núcleo internacional da edição e acompanha o pôster original.
- Mulher Nota 10 — página 84: Matéria interativa que propõe a construção da mulher ideal a partir de características escolhidas pelo leitor, reveladora da linguagem masculina e do imaginário editorial daquele período.
Índice ou Sumário da Edição
- Página 10 — Assessoria: abertura das seções de serviço da revista.
- Página 13 — Insiders: destaque para a releitura do sobretudo associado à Marinha Britânica durante a Segunda Guerra Mundial.
- Página 16 — O Homem na Cozinha: gastronomia apresentada dentro da linguagem masculina de estilo de vida característica da Playboy.
- Página 17 — Zoom: reflexão sobre heroísmo e solidão.
- Página 18 — Mulher Bonita Mulheres: dez estrelas respondem a uma pergunta sobre intimidade, em abordagem típica da seção Desejos e Prazeres.
- Página 19 — Bastidores: despedida de Jimmy Connors, um dos grandes nomes do tênis.
- Página 21 — Entrevista João Ubaldo Ribeiro: conversa com o autor de Viva o Povo Brasileiro sobre literatura, falsos intelectuais, bebidas e a Alemanha que acabava de entrar em uma nova etapa histórica.
- Página 26 — Muito mais Prazer: quinze dicas dedicadas ao desempenho sexual.
- Página 30 — Kátia Maranhão: ensaio e perfil da estrela da capa.
- Página 40 — Perfil Madonna: retrato da cantora no auge da fase em que sua imagem, música e provocação cultural dominavam a cultura pop internacional.
- Página 44 — ¡Que Linda Es, Cuba!: ensaio dedicado às mulheres cubanas.
- Página 50 — O Último Bolero em Havana: ficção de Paul Monette, ambientada em Cuba.
- Página 54 — Conhaques: O Santo de Casa Faz Milagres: seleção de bebidas com atenção à relação entre qualidade e preço.
- Página 58 — A Gata do Golfo: Christina Leardini e o pôster da edição.
- Página 66 — Viva Barcelona, a Cidade Encantada: viagem à capital catalã enquanto a cidade se preparava para receber os Jogos Olímpicos de 1992.
- Página 70 — Elegância Eterna: moda e objetos de estilo masculino, dos relógios às jaquetas de couro.
- Página 78 — Dorfe, a Musa Andróide: quadrinhos eróticos com imaginário futurista.
- Página 84 — Mulher Nota 10: proposta de eleição da mulher ideal pelo leitor.
- Página 93 — O Livro do Mês: A Queda do Século: abordagem da trajetória de Richard Nixon e de sua queda política.
- Página 100 — Manobras de Congelar a Alma: acrobacias radicais de windsurf na neve.
- Página 104 — Escrita Fina: charme, tradição e histórias das canetas-tinteiro.
- Página 118 — Click: Os Flagras Indiscretos da Fama: registro de celebridades, incluindo Cristiana Oliveira.
- Página 120 — Humor: As Piadas de Playboy: encerramento tradicional da publicação.
- Completam a edição as seções Prazeres Culturais, Entre Nós e Caro Playboy.
Importância Histórica e Cultural
Abril de 1991 aparece nestas páginas com uma nitidez que vai muito além do ensaio de capa. A Guerra do Golfo ainda estava fresca na memória coletiva e inspira diretamente a apresentação de Christina Leardini. Barcelona estava em plena transformação para os Jogos Olímpicos do ano seguinte. Madonna já era tratada como fenômeno de ambição, música e imagem. A reunificação alemã ainda era assunto novo o bastante para entrar na conversa com João Ubaldo Ribeiro.
Até os conteúdos aparentemente menores — conhaques, relógios, canetas-tinteiro, moda masculina, esportes radicais, automóveis e publicidade — ajudam a reconstruir as aspirações de consumo de uma geração.
É justamente essa mistura que torna a Playboy um documento tão interessante hoje: celebridade, fotografia, comportamento, jornalismo, ficção, publicidade e desejo convivem dentro de uma mesma edição, preservando não apenas rostos conhecidos, mas a linguagem visual de uma época.
Curiosidades da Edição
- Kátia Maranhão tinha 29 anos e ainda não havia estreado no Casseta & Planeta, Urgente!. A revista registra, portanto, uma fase anterior àquela que ampliaria ainda mais sua projeção nacional.
- Christina Leardini tinha 22 anos e era a Playmate of the Month americana daquele mesmo abril de 1991. A publicação brasileira transformou sua ascendência saudita-americana numa referência direta ao noticiário da Guerra do Golfo.
- A reportagem sobre Barcelona acompanha a cidade exatamente durante os preparativos para as Olimpíadas de 1992, enquanto o perfil de Madonna e a entrevista com João Ubaldo Ribeiro completam um retrato cultural muito específico do começo da década.
- Este exemplar preserva ainda uma característica própria de circulação: trata-se de exemplar de assinante, condição indicada na própria capa, além de manter o pôster original de Christina Leardini em excelente estado.
Valor para Coleção
- Apelo de capa: Kátia Maranhão representa uma escolha pouco convencional e fortemente ligada à televisão brasileira do período.
- Integridade do conjunto: presença do pôster original, miolo completo e lombada muito bem preservada.
- Variante de circulação: o fato de ser exemplar de assinante acrescenta interesse para coleções que diferenciam versões de banca e assinatura.
- Representatividade histórica: reúne referências à Guerra do Golfo, preparação olímpica de Barcelona, Madonna, João Ubaldo Ribeiro e outros elementos centrais de 1991.
- Fotografia: presença de trabalhos associados a Gui Paganini e Richard Fegley, cada um representando uma vertente distinta da fotografia editorial da Playboy.
Usos e Benefícios
- Excelente para acervos cronológicos da Playboy Brasil.
- Interessante para coleções dedicadas à televisão e ao jornalismo brasileiro.
- Material de pesquisa sobre fotografia editorial, publicidade e design gráfico do início dos anos 1990.
- Documento de cultura pop e comportamento brasileiro.
- Peça especialmente atraente para colecionadores que procuram exemplares completos com pôster original.
- Referência para estudos da relação entre mídia, celebridade e imprensa masculina no período.
Por que Adquirir Este Exemplar?
- Exemplar de assinante, uma variante de circulação interessante para colecionadores que distinguem versões de banca e de assinatura dentro de uma coleção cronológica.
- Mantém o pôster original presente e em excelente estado, detalhe particularmente importante em revistas dessa época, já que esse complemento frequentemente era retirado.
- A estrutura geral continua muito bem preservada: lombada firme, miolo íntegro e capa ainda visualmente forte, apesar dos pequenos sinais de manuseio nas extremidades.
- O amarelamento existente está concentrado sobretudo nas bordas de algumas páginas e na primeira e última folha, sem comprometer a leitura, as imagens ou a integridade editorial do exemplar.
- É uma boa alternativa para quem procura a Playboy nº 189 de abril de 1991 em condição colecionável, aceitando pequenas marcas de história em troca de um conjunto completo, consistente e com seus principais elementos originais preservados.
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