Playboy Nº 186 | Janeiro/1991 | Luciene Adami | Guta de Pantanal | Pôster Original Presente
R$54,90
No auge do fenômeno Pantanal, uma de suas personagens mais comentadas ganhou um registro definitivo da cultura pop brasileira. Pôster preservado e belo estado geral.
No início de 1991, poucas produções televisivas carregavam tanto peso cultural quanto Pantanal. A novela da Rede Manchete havia desafiado a hegemonia da Globo e transformado seus personagens em figuras reconhecidas em todo o país. Foi justamente nesse momento que a Playboy levou para suas páginas a atriz que o público conhecia como Guta, registrando um daqueles encontros perfeitos entre televisão, fotografia e memória de banca. Décadas depois, a edição permanece como um retrato muito particular daquele fenômeno.
Estado Geral de Conservação: ÓTIMO
- CAPA: muito bem preservada, mantendo excelente apresentação visual, cores vivas e boa integridade. Apresenta apenas discretos sinais de desgaste e manuseio nas extremidades superior e inferior, compatíveis com a idade do exemplar.
- CONTRACAPA: em ótimo estado de conservação, íntegra e bem apresentada, com alguns sinais pontuais de sujidade, manchas e leve amarelecimento decorrente da ação do tempo.
- LOMBADA: íntegra e muito bem preservada, firme, com excelente união entre capa e miolo e praticamente sem desgaste perceptível nas extremidades.
- PÔSTER: presente e em excelente estado de conservação, diferencial especialmente importante para um exemplar desta idade.
- MIOLO: íntegro e em ótimo estado, com páginas firmes e bem preservadas. Algumas folhas apresentam leve amarelecimento natural pela ação do tempo, concentrado principalmente junto às bordas, sem comprometer a leitura ou a apresentação do conteúdo.
- OBSERVAÇÃO: exemplar de banca com conjunto muito bem preservado para uma publicação de 1991. A presença do pôster original em excelente estado reforça significativamente sua qualidade como peça de coleção.
Pantanal terminou, Guta ficou na memória — e o pôster desta nº 186 conseguiu sobreviver a mais de três décadas junto da revista. Para quem coleciona a Playboy brasileira pelo encontro entre televisão e cultura de época, é exatamente esse tipo de conjunto que faz diferença.
Veja mais informações na descrição abaixo.
Informações Rápidas
- Tipo de edição: Regular de banca
- Número da edição: 186
- Ano/Data: Janeiro de 1991
- Ano editorial: Ano XVIII
- Quantidade de páginas: 142 páginas
- Editora: Editora Abril
- Preço de capa da época: Cr$ 580,00
- Modelo de capa: Luciene Adami
- Fotografia de capa: Gui Paganini
- Entrevista principal: Boni
- Pôster: Presente e em excelente estado de conservação
Modelo em Destaque — Luciene Adami
Nascida em 24 de agosto de 1964, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Luciene Adami chegou a esta Playboy aos 26 anos, justamente quando seu rosto estava associado a um dos maiores acontecimentos da televisão brasileira daquele período.
Sua trajetória, porém, havia começado longe do circuito das grandes novelas. Luciene estudou Artes Cênicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, teve formação em balé clássico e participou do efervescente cenário teatral e cinematográfico gaúcho dos anos 1980. Ainda muito jovem esteve ligada ao cinema independente do Sul e também passou pela música, como vocalista da banda Urubu Rei.
A televisão lhe daria projeção nacional. Depois de apresentar o programa Revistinha, da TV Cultura, veio o papel que marcaria definitivamente sua imagem pública: Maria Augusta Nogueira, a Guta, em Pantanal, produção de 1990 escrita por Benedito Ruy Barbosa para a Rede Manchete.
Não era uma novela qualquer. Pantanal tornou-se um fenômeno de audiência e repercussão, conseguindo em diferentes momentos confrontar diretamente a liderança da Globo. Guta, filha de Tenório e Maria Bruaca, representava dentro daquele universo uma mulher urbana, independente e disposta a enfrentar as convenções que cercavam sua família.
É esse contexto que explica a força desta capa. A Playboy não estava simplesmente fotografando uma atriz em evidência: estava registrando uma personagem e uma intérprete intimamente ligadas ao acontecimento televisivo daquele momento. A própria chamada escolhida pela revista deixa isso evidente ao apresentar Luciene como a Guta que o Pantanal jamais viu.
A fotografia de Gui Paganini reforça o caráter de época da edição. A capa aposta em composição limpa, fundo claro, cabelos curtos, grandes brincos geométricos e uma produção visual imediatamente reconhecível como passagem dos anos 1980 para os 1990.
Entre as curiosidades de sua trajetória está sua ligação anterior com o cinema independente gaúcho; sua experiência como apresentadora antes da projeção nacional; e o fato de Pantanal ter sido a novela que transformou Guta em uma referência que continuaria acompanhando a atriz décadas depois. Quando a história ganhou uma nova versão em 2022, Luciene voltou a ser procurada justamente pela memória afetiva criada por sua interpretação original.
Depois de Pantanal, sua carreira prosseguiu em produções como A História de Ana Raio e Zé Trovão, Éramos Seis, Tocaia Grande, Estrela de Fogo, Chiquititas, Metamorphoses, Essas Mulheres e Cristal, além de trabalhos em cinema e teatro. Em sua trajetória posterior, também passou a dedicar-se ao ensino de teatro em Porto Alegre.
Para o colecionador, portanto, esta capa possui uma qualidade difícil de fabricar retrospectivamente: ela foi publicada exatamente enquanto o fenômeno que a originou ainda estava quente. É um registro de Luciene Adami aos 26 anos, no momento em que Guta havia acabado de colocá-la no imaginário popular brasileiro.
Playmate do Mês — Kerri Kendall
Apresentada nesta edição brasileira sob o título Atração Fatal, Kerri Kendall era uma jovem modelo norte-americana de San Diego, Califórnia, que havia sido escolhida Playmate of the Month de setembro de 1990 na edição americana da Playboy.
Nascida em 25 de setembro de 1970, Kendall começou a modelar ainda adolescente e participou de concursos na região de San Diego. Aos 17 anos, venceu o concurso Miss Mission Beach depois de já ter recebido anteriormente o reconhecimento do público na mesma competição.
Há aqui uma curiosidade documental interessante. O texto da edição brasileira a apresenta como enfermeira em San Diego e informa que ela tinha 22 anos. Registros biográficos posteriores, entretanto, apontam 25 de setembro de 1970 como sua data de nascimento, o que corresponderia a 20 anos em janeiro de 1991. Por isso, os 22 anos devem ser entendidos como a informação publicada originalmente pela revista, e não como uma idade biográfica confirmada.
Sua passagem pela Playboy não ficou restrita a um único ensaio. Kendall apareceu posteriormente em produções audiovisuais e edições especiais ligadas à publicação, tornando-se um nome reconhecível entre as Playmates do início dos anos 1990. Décadas depois, continuou mantendo contato direto com colecionadores e comercializando fotografias autografadas, identificando-se ainda como Miss September 1990.
Na nº 186 brasileira, sua presença acrescenta um interessante componente internacional: enquanto a capa captura um fenômeno eminentemente brasileiro, ligado a Pantanal, o ensaio de Kendall conecta o exemplar diretamente à produção da Playboy americana daquele mesmo período.
O Ensaio da Playmate — Atração Fatal
A apresentação editorial brasileira constrói Kerri Kendall a partir de sua capacidade de atrair atenções por onde passava. O texto ressalta sua origem californiana, sua vida profissional em San Diego e sua personalidade, compondo um perfil típico da maneira como a Playboy daquele período introduzia suas Playmates ao leitor brasileiro.
Mais do que um complemento fotográfico, o ensaio funciona hoje como elo entre duas vertentes da publicação: a produção nacional, representada por Luciene Adami, e a tradição norte-americana das Playmates of the Month.
Outros Destaques e Ensaios
A edição ainda reserva espaço para Mulher Bonita, seção dedicada a diferentes perfis femininos, além de uma seleção intitulada Nossas Deusas em 1990, retrospectiva das mulheres que marcaram as telas no ano anterior, com nomes como Kim Basinger, Tássia Camargo e Nani Venâncio destacados já na capa.
Esse conjunto ajuda a situar a revista exatamente na virada de década: televisão, cinema e celebridades dividindo espaço com comportamento, jornalismo e fotografia.
Índice ou Sumário da Edição
- Entre Nós — pág. 5: abertura editorial da edição.
- Doce Vida — pág. 12: seção de serviço e estilo de vida.
- Caro Playboy — pág. 18: espaço tradicional de comunicação com os leitores.
- Insiders — pág. 21: sabores do Nordeste apresentados a partir de uma sorveteria de Aracaju.
- O Homem na Cozinha — pág. 30: gastronomia com receita de risoto Nero de Walter Gebara e linguado preparado por Paulo Gorgulho para Vânia Grandi.
- Mulheres — pág. 32: reflexão sobre relacionamentos e comportamento feminino.
- Entrevista Boni — pág. 35: conversa com um dos nomes mais poderosos da televisão brasileira, abordando Roberto Marinho, sexo e o futuro de sua trajetória profissional.
- As Meninas do Lado — pág. 48: comportamento e relações entre gerações.
- Luciene Adami — pág. 52: ensaio central da atriz que vivia o auge da repercussão de Pantanal.
- Orestes Quércia — pág. 62: perfil político do então presidenciável, tratando da construção de sua imagem pública.
- Caribe, o Mar É o Limite — pág. 66: viagem e turismo.
- Um Brinde ao Verão! — pág. 72: seleção de vinhos brancos nacionais.
- Duelo de Matadores — pág. 76: trecho de O Ultimato de Bourne, de Robert Ludlum, levando literatura de suspense às páginas da revista.
- Atração Fatal — pág. 78: ensaio de Kerri Kendall.
- Nossas Deusas em 1990 — pág. 92: retrospectiva de personalidades femininas que marcaram as telas no ano anterior.
- Os 10 Reis Que Mudaram o Mundo — pág. 101: especial dedicado a grandes nomes do rock and roll.
- Prazeres Culturais — pág. 133: seção cultural com Paul Simon, O Poderoso Chefão III e lançamentos musicais.
- High Tech — pág. 136: tecnologia e consumo no início da década.
- Os Flagras Indiscretos da Fama — pág. 138: instantâneos da vida noturna carioca.
- As Piadas de Playboy — pág. 140: tradicional seção de humor da publicação.
Importância Histórica e Cultural
A Playboy nº 186 é particularmente representativa porque coloca lado a lado dois mundos que disputavam a atenção do brasileiro no começo de 1991: televisão e cultura pop.
A presença de Luciene Adami registra o impacto de Pantanal, produção que demonstrou que uma emissora concorrente podia enfrentar a Globo em um terreno até então associado quase naturalmente à sua hegemonia. Ao mesmo tempo, a entrevista com Boni leva para dentro da mesma edição justamente uma das figuras fundamentais na construção do padrão televisivo da Globo.
Essa combinação é extraordinariamente interessante em retrospecto: de um lado, uma atriz projetada pela novela que sacudiu a concorrência; de outro, um dos principais arquitetos da televisão que essa concorrência desafiava.
O restante da revista completa a fotografia cultural do período: Orestes Quércia e a política nacional; os grandes nomes do rock; cinema, literatura, gastronomia, turismo, vinhos e tecnologia. Até a publicidade preservada no exemplar contribui para transformar suas páginas em documento dos hábitos de consumo e da linguagem gráfica daquele começo de década.
Curiosidades da Edição
- Luciene Adami tinha 26 anos quando esta edição chegou às bancas, e sua projeção nacional estava diretamente ligada ao sucesso recente de Guta em Pantanal.
- A edição reúne uma combinação editorial especialmente simbólica: Luciene Adami, ligada ao fenômeno da Rede Manchete, e uma extensa entrevista com Boni, personagem central da história da Rede Globo.
- Kerri Kendall não era uma modelo criada especificamente para a edição brasileira: ela havia sido a Playmate of the Month de setembro de 1990 nos Estados Unidos, inserindo neste número brasileiro um ensaio ligado diretamente à matriz americana da Playboy.
- A capa e o ensaio de Luciene levam a assinatura fotográfica de Gui Paganini, nome associado a diferentes trabalhos editoriais e de moda no período.
Valor para Coleção
- Capa fortemente ligada à televisão brasileira: Luciene Adami aparece no momento de maior identificação pública com Guta e Pantanal.
- Pôster original preservado: elemento frequentemente separado ou perdido ao longo dos anos e que permanece presente neste exemplar.
- Entrevista de interesse histórico: Boni discute televisão justamente no período em que o mercado brasileiro atravessava uma disputa de audiência particularmente marcante.
- Playmate internacional: presença de Kerri Kendall, Miss September 1990 da Playboy americana.
- Excelente retrato de época: televisão, política, rock, cinema, tecnologia, comportamento e publicidade convivem numa única edição.
Usos e Benefícios
- Excelente para coleções cronológicas da Playboy brasileira.
- Especialmente interessante para acervos dedicados a Pantanal, à Rede Manchete e à história da televisão nacional.
- Material relevante para pesquisa de fotografia editorial, publicidade, comportamento e design gráfico do início dos anos 1990.
- Exemplar atraente para colecionadores de Luciene Adami, de personalidades televisivas e de Playmates internacionais.
- A presença do pôster original torna o conjunto especialmente interessante para quem prioriza exemplares completos.
Por que Adquirir Este Exemplar?
Porque poucas edições conseguem condensar tão bem um momento específico da televisão brasileira. A nº 186 chegou às bancas quando o impacto de Pantanal ainda fazia parte da conversa cotidiana, transformando a Guta de Luciene Adami em sua grande imagem de capa enquanto, nas páginas internas, Boni falava sobre a Globo.
Some-se a isso Kerri Kendall, a retrospectiva das estrelas de 1990, o especial dedicado aos grandes nomes do rock e, neste exemplar em particular, a conservação muito acima da média com pôster original presente e em excelente estado.
Mais de três décadas depois, não é apenas uma Playboy de janeiro de 1991. É uma peça que preserva, página após página, um momento em que a televisão brasileira estava mudando diante dos olhos de quem a assistia.
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