Playboy Nº 172 | Novembro/1989 | Rosenery Mello — Fogueteira do Maracanã | Pôster de Emily Arth Presente | Exemplar de Assinante
R$42,90
Edição de gala com Keith Richards, pôster original de Emily Arth, voucher de assinatura da Veja preservado e 234 páginas em ótimo conjunto interno.
Poucos meses separaram um episódio insólito no Maracanã de uma das capas mais instantaneamente reconhecíveis da Playboy brasileira daquele fim de década. Rosenery Mello, transformada pela imprensa na Fogueteira do Maracanã, reaparece aqui em uma produção de gala que captura perfeitamente a velocidade com que um acontecimento esportivo podia se converter em fenômeno de mídia. Com pôster original de Emily Arth e um miolo muito bem preservado, o exemplar mantém forte caráter documental.
Estado Geral de Conservação: MUITO BOM
- CAPA: em muito bom estado de conservação, mantendo fotografia, títulos e cores com excelente presença. Apresenta discretas manchas e pequenas alterações superficiais de tonalidade sobre o rosto e o corpo da modelo, além de leves sinais de atrito e manuseio junto às extremidades. Há pequenas marcas de dobra nas quinas, mais perceptíveis no lado direito, e pequena perda de material na extremidade inferior direita. Notam-se ainda discretos riscos superficiais e sinais compatíveis com armazenamento de época, sem comprometimento da imagem central.
- CONTRACAPA: em muito bom estado de conservação, com a publicidade preservada e cores firmes. Possui discretos sinais de atrito e manuseio nas extremidades, sem rasgos ou perdas expressivas.
- LOMBADA: firme, alinhada e estruturalmente muito bem conservada. A extremidade superior encontra-se ótima, enquanto a extremidade inferior apresenta pequeno dano localizado, com início de descolamento da camada de papel, sem afetar a união do miolo.
- PÔSTER: presente e em excelente estado de conservação, trazendo Emily Arth. Importante complemento original da edição.
- MIOLO: íntegro e em ótimo estado de conservação, com amarelecimento leve e localizado em algumas páginas, sem alteração generalizada. A última folha, correspondente à seção de piadas, apresenta amarelecimento mais evidente pela ação natural do tempo. O restante mantém boa apresentação, com páginas predominantemente claras e firmes.
- OBSERVAÇÃO: exemplar de assinante, Edição de Gala, com 234 páginas considerando a contracapa. Conserva ainda em seu interior voucher original de assinatura da revista Veja, permanecendo fixado à publicação.
O sinalizador durou alguns segundos; a história ficou por décadas — e com Emily Arth ainda no pôster, esta Nº 172 preserva muito mais do que apenas uma capa famosa.
Veja mais informações na descrição abaixo.
Informações Rápidas
- Publicação: Playboy Brasil
- Tipo de edição: Exemplar de Assinante — Edição de Gala
- Número da edição: 172
- Numeração adicional: Ano 15 — Nº 11
- Ano / Data: Novembro de 1989
- Quantidade: 234 páginas considerando a contracapa
- Editora: Editora Abril
- Preço de capa da época: NCz$ 30,00
- Modelo de capa: Rosenery Mello
- Fotografia da capa: José Antonio
- Ensaio principal: Rosenery Mello — A Fogueteira do Maracanã
- Playmate em destaque: Emily Arth
- Pôster: Emily Arth — presente e em excelente estado
- Complemento preservado: voucher de assinatura da revista Veja
- Estado geral: MUITO BOM
Modelo em Destaque — Rosenery Mello
Pouquíssimas capas da Playboy brasileira nasceram de um acontecimento tão recente quanto esta.
Rosenery Mello do Nascimento Barcelos da Silva tinha 24 anos quando, em setembro de 1989, deixou de ser uma torcedora anônima nas arquibancadas do Maracanã e passou a ocupar jornais, programas de televisão e conversas em todo o continente.
Tudo aconteceu durante Brasil x Chile, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990.
O Brasil vencia por 1 a 0 quando um sinalizador lançado da arquibancada caiu próximo ao goleiro chileno Roberto Rojas. O arqueiro caiu no gramado aparentando ter sido atingido, e a seleção chilena abandonou a partida.
As fotografias e a investigação posterior revelaram uma história ainda mais extraordinária: o sinalizador não havia atingido Rojas. O goleiro provocara em si mesmo um ferimento para simular a agressão e tentar obter vantagem esportiva para o Chile.
O episódio entrou para a história do futebol como um dos casos mais insólitos das Eliminatórias.
E, involuntariamente, transformou Rosenery na Fogueteira do Maracanã.
Da Arquibancada para as Bancas
A transformação foi extremamente rápida.
O jogo aconteceu em 3 de setembro de 1989. Pouco depois, Rosenery já estava sendo procurada por jornais, emissoras de televisão e revistas.
Em novembro daquele mesmo ano, apenas cerca de dois meses após o episódio, ela ocupava a capa da Playboy Nº 172.
A chamada não precisava explicar muito.
Estourando a festa, a nudez e a graça da Fogueteira do Maracanã.
A revista aproveitou um personagem que já fazia parte do imaginário popular brasileiro e transformou aquele instante de notoriedade em um grande ensaio editorial.
A fotografia da capa ficou a cargo de José Antonio.
Visualmente, a Playboy abandonou qualquer referência direta ao estádio. Rosenery aparece produzida para uma verdadeira noite de gala: vestido preto, longas luvas, joias, taça de champanhe e uma estética sofisticada que contrasta deliberadamente com a imagem improvisada da torcedora que havia aparecido nos noticiários.
Esse contraste é uma das razões pelas quais a capa permanece tão representativa do final dos anos 80.
Ensaio Principal — Rosenery Mello
O ensaio começa na página 90.
O próprio índice resume a estratégia editorial da revista: o Brasil teria exigido conhecer a nudez e o charme da mulher que acabara de se transformar na personagem mais comentada das arquibancadas.
A produção procura separar Rosenery do caos do Maracanã.
Em vez de futebol, arquibancada e sinalizadores, surge uma fotografia baseada em glamour, festa e elegância.
É exatamente esse deslocamento que torna o material curioso décadas depois.
A personagem pública havia sido criada por um único acontecimento. A Playboy construiu para ela, em poucas semanas, uma identidade visual completamente diferente.
Depois da Fama
A notoriedade de Rosenery foi intensa, mas relativamente curta.
Com o passar dos anos, afastou-se da exposição que acompanhou o episódio do Maracanã. Constituiu família e teve três filhos.
Mais tarde viveu em Brasília e, posteriormente, retornou ao estado do Rio de Janeiro, estabelecendo-se em Araruama, onde chegou a manter um bar.
Rosenery morreu em 2011, aos 45 anos, após sofrer um aneurisma cerebral.
Sua morte voltou a receber atenção da imprensa esportiva brasileira e sul-americana, uma demonstração de como, mais de duas décadas depois, seu nome ainda permanecia associado a um dos episódios mais lembrados das Eliminatórias da Copa.
A Nº 172 é, portanto, um documento produzido no instante exato em que essa história ainda estava acontecendo.
Playmate em Destaque — Emily Arth
Na página 112, a Playboy brasileira apresenta Emily Arth em As Delícias de uma Volta ao Mundo.
Emily nasceu em 18 de outubro de 1960, em Evanston, Illinois, Estados Unidos. Quando esta edição brasileira foi publicada, em novembro de 1989, tinha 29 anos.
A descrição da revista faz perfeito sentido diante de sua biografia.
Filha de um executivo cujo trabalho exigia constantes mudanças internacionais, Emily passou parte da juventude viajando por diferentes países e continentes.
A edição brasileira destaca justamente essa característica: uma americana que havia vivido em diversos lugares do mundo e que ainda alimentava o desejo de conhecer o Brasil.
Sua formação também tinha uma faceta pouco convencional.
Ainda adolescente, foi aceita no Oberlin College para estudar piano, embora não tenha concluído essa formação. Além da música, interessava-se por literatura e gastronomia, chegando a considerar uma formação culinária profissional.
De Illinois à Playboy
Emily tornou-se Playmate of the Month da Playboy americana em junho de 1988.
Seu ensaio continuou circulando internacionalmente por diferentes edições da revista, o que explica sua chegada à Playboy brasileira no final de 1989.
Depois de sua fase como modelo, Emily também trabalhou profissionalmente fora do ambiente editorial.
Sob o nome de casada, teve passagem pela então World Wrestling Federation, onde atuou como assistente executiva de Vince McMahon até o início dos anos 1990.
Registros públicos posteriores sobre sua vida tornaram-se mais escassos, razão pela qual sua trajetória é hoje lembrada principalmente por sua passagem pela Playboy e por esse período profissional nos bastidores da luta livre americana.
Pôster — Emily Arth
O pôster original de Emily Arth está presente e em excelente estado de conservação.
Para um exemplar com mais de três décadas, sua permanência constitui um diferencial importante.
Materiais destacáveis foram frequentemente separados das revistas e, por isso, exemplares que mantêm seus pôsteres originais oferecem uma experiência mais próxima da publicação como chegou ao assinante.
Aqui, o componente permanece muito bem preservado.
Outros Ensaios
Rosenery Mello — pág. 90: grande ensaio da Fogueteira do Maracanã, construído em atmosfera de gala e fotografado após sua súbita projeção nacional.
As Delícias de uma Volta ao Mundo — pág. 112: ensaio de Emily Arth, americana apresentada como uma verdadeira viajante internacional.
A Gata da Beleza Celestial — pág. 134: produção dedicada à intimidade de uma estudante chinesa fotografada por Otto Weisser.
Índice ou Sumário da Edição
- Panteras, Gatas e Coelhinhas — pág. 23: planos para o Ano Novo, personagens do universo Playboy e participação dos leitores.
- Mulheres — pág. 48: Luciana Braga, Regina Casé, Isadora Ribeiro e outras personalidades contam episódios inesperados e divertidos.
- Rosenery Mello — pág. 90: ensaio principal da Fogueteira do Maracanã.
- As Delícias de uma Volta ao Mundo — pág. 112: ensaio com Emily Arth.
- A Gata da Beleza Celestial — pág. 134: ensaio fotográfico com uma estudante chinesa.
- O Analista de Bagé — pág. 121: humor.
- Um Natal Cheio de Graça — pág. 154: seleção especial de cartuns.
- Piadas — pág. 232: tradicional encerramento humorístico da edição.
- Assessoria — pág. 18: serviços ao leitor.
- Insiders — pág. 25: passeio pela França, gastronomia e prazeres da viagem.
- O Homem no Espelho — pág. 35: cortes de cabelo para o verão e preparação física.
- O Que Queremos Ganhar — pág. 108: sugestões de presentes para o homem que já tem quase tudo.
- O Homem na Cozinha — pág. 31: gastronomia com receita de spaghetti.
- Este Ano, Uma Ceia Só para Dois — pág. 106: proposta intimista para o réveillon.
- Eles Não Usam Só Black-Tie — pág. 122: moda masculina para festas.
- Nova Orleans — pág. 126: viagem pela cidade onde nasceu o jazz.
- Bastidores — pág. 41: perfil de Rorion Gracie e sua trajetória nos Estados Unidos.
- Histórias Que os Donos dos Motéis Nunca Contaram — pág. 86: relatos e curiosidades dos bastidores dos motéis.
- Cem Anos de Sucesso — pág. 100: reflexão sobre o Brasil no centenário da República.
- Etiqueta: O Guia do Cavalheiro Moderno — pág. 185: cem dicas de comportamento para o homem dos anos 90.
- Entrevista — pág. 57: longa conversa com Keith Richards.
- 10 Perguntas — pág. 208: Marisa Monte fala sobre carreira, referências e personalidade.
- Click — pág. 226: flagrantes de celebridades.
- Leitura do Mês — pág. 150: literatura com trecho ligado ao universo de Isaac Asimov.
- Prazeres Culturais — pág. 215: cinema, música, literatura e entretenimento.
- Entre Nós — pág. 5: abertura editorial.
- Caro Playboy — pág. 13: correspondência dos leitores.
Entrevista — Keith Richards
A partir da página 57, a grande entrevista da edição traz Keith Richards.
O guitarrista dos Rolling Stones já era naquele momento uma figura monumental da história do rock.
A chamada de capa resume o espírito da conversa como a louca viagem dos Rolling Stones, aproveitando a imagem de sobrevivente, rebelde e personagem central de uma das bandas que haviam definido o rock das décadas anteriores.
Dentro de uma edição de gala de 1989, sua presença confere peso editorial muito além dos ensaios fotográficos.
10 Perguntas — Marisa Monte
Na página 208, Marisa Monte participa da seção de perguntas.
Em 1989, a cantora estava justamente no começo de uma carreira que se tornaria uma das mais importantes da música popular brasileira das décadas seguintes.
Sua presença oferece ao colecionador um curioso registro de uma artista ainda nos primeiros capítulos de uma trajetória que alcançaria enorme reconhecimento.
Cem Anos de República
A página 100 aproveita o centenário da Proclamação da República, celebrado em 1989, para discutir o Brasil.
Esse tipo de pauta acrescenta interesse documental à edição porque posiciona a revista em um momento histórico muito preciso.
O Guia do Cavalheiro dos Anos 90
Na página 185, a Playboy tenta imaginar como deveria se comportar o homem da década que estava prestes a começar.
São cem dicas de etiqueta e comportamento que, vistas décadas depois, se transformaram em um curioso retrato dos costumes, códigos sociais e expectativas masculinas do final dos anos 80.
Importância Histórica e Cultural
A Nº 172 reúne duas características muito fortes da Playboy daquele período.
A primeira é sua capacidade de transformar rapidamente um acontecimento nacional em capa.
O episódio do Maracanã havia ocorrido apenas semanas antes quando Rosenery Mello já estava fotografada, produzida e nas bancas.
A segunda é a amplitude editorial.
Enquanto a capa explorava uma história que dominava o noticiário esportivo, o interior trazia Keith Richards, Marisa Monte, gastronomia, moda, viagens, comportamento, automóveis, literatura e as expectativas para a chegada dos anos 90.
A revista acaba registrando simultaneamente futebol, cultura pop e transformação de costumes.
Curiosidades da Edição
- O nome correto impresso na capa é Rosenery Mello, conhecida como Fogueteira do Maracanã.
- O episódio que a tornou famosa ocorreu em 3 de setembro de 1989, apenas cerca de dois meses antes desta edição.
- Rosenery tinha 24 anos quando ganhou projeção nacional.
- A fotografia da capa é de José Antonio.
- A edição se apresenta como Edição de Gala.
- A numeração complementar é Ano 15 — Nº 11.
- Emily Arth tinha 29 anos quando o ensaio foi publicado no Brasil.
- Emily havia sido Playmate of the Month da Playboy americana de junho de 1988.
- O pôster original de Emily Arth está presente em excelente estado de conservação.
- O voucher original da revista Veja permanece fixado no interior do exemplar.
Valor para Coleção
- Capa diretamente ligada a um dos episódios mais curiosos da história do futebol sul-americano.
- Rosenery Mello fotografada no momento exato de sua notoriedade.
- Exemplar de assinante — Edição de Gala.
- Fotografia de capa de José Antonio.
- Entrevista com Keith Richards.
- Participação de Marisa Monte no início de sua trajetória.
- Pôster original de Emily Arth presente e em excelente estado.
- Voucher original de assinatura da Veja ainda preservado.
- 234 páginas, com miolo íntegro e em ótima condição.
- Forte valor documental sobre a cultura brasileira no final de 1989.
Usos e Benefícios
- Excelente peça para coleção cronológica da Playboy Brasil.
- Interesse especial para acervos sobre futebol brasileiro e história do Maracanã.
- Material relevante para pesquisa sobre cultura pop, fotografia editorial, publicidade e comportamento dos anos 80.
- Interesse adicional para colecionadores de Rolling Stones e Keith Richards.
- Ótima peça para acervos de Playmates internacionais pela presença de Emily Arth e seu pôster original.
Por que Adquirir Este Exemplar?
A Nº 172 já seria peculiar apenas por colocar na capa a mulher que havia se tornado mundialmente conhecida por um episódio ocorrido poucas semanas antes.
Este exemplar acrescenta uma condição física bastante favorável.
A capa apresenta apenas manchas discretas, pequenos sinais de manuseio e uma pequena perda na extremidade inferior direita. A lombada permanece firme, com dano muito localizado na base, enquanto a contracapa conserva ótima apresentação.
Internamente, o cenário é ainda melhor: o miolo está íntegro, com amarelecimento leve e localizado, o voucher de assinatura da Veja continua presente e o pôster de Emily Arth permanece em excelente estado de conservação.
É uma revista em que a história do futebol, a cultura pop de 1989 e a fotografia editorial se encontram — preservada em condição suficiente para ocupar uma posição de destaque numa coleção dedicada à fase clássica da Playboy Brasil.
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