Playboy Nº 136 | Novembro/1986 | Mayara Magri | Pôster Duplo Ana e Ângela com defeito | Edição de banca
R$13,90
Um retrato direto da televisão de 1986, com Mayara Magri em plena Roda de Fogo e um exemplar que preserva o conteúdo, embora carregue marcas importantes de quase quatro décadas.
Quando Roda de Fogo colocou uma jovem atriz no centro do horário nobre, a revista encontrou o momento exato para transformar a repercussão televisiva em capa. Mayara Magri vivia Helena Villar, a filha rebelde do poderoso personagem de Tarcísio Meira, e chegava a esta edição aos 24 anos. Por dentro, o número ainda reúne Ana e Ângela no ensaio central, televisão, cinema, viagens, comportamento e todo o clima de fim de ano de 1986 — agora preservado em um exemplar com sinais expressivos de uso que fazem parte de sua trajetória.
Estado Geral de Conservação: REGULAR
- CAPA: apresenta boa preservação da imagem principal e das cores, porém possui sinais evidentes de desgaste, atrito, vincos e manuseio nas extremidades. A quina superior direita apresenta dobra acentuada, acompanhada por vincos que avançam sobre a região do logotipo. Na borda superior existe pequeno rasgo localizado próximo à chamada DC-10. A lateral esquerda, junto à lombada, mostra desgaste contínuo, marcas de abertura e abrasão. Na parte inferior esquerda há pequeno rasgo e perda superficial de material, enquanto toda a borda inferior apresenta vincos, atritos e pequenas deformações provocadas pelo uso. Apesar das marcas, a fotografia de Mayara permanece completa e plenamente identificável.
- CONTRACAPA: encontra-se em estado bastante desgastado, com numerosos riscos, marcas de atrito, vincos e abrasões distribuídos pela superfície escura. As bordas apresentam desgaste praticamente contínuo, especialmente nas extremidades superior, inferior e direita. Há vários vincos partindo das quinas, pequenas perdas superficiais e danos mais intensos na região inferior direita, onde se observa rasgo e perda de material junto à borda. A publicidade permanece legível, mas a contracapa concentra algumas das marcas de uso mais fortes do exemplar.
- LOMBADA: permanece legível, porém apresenta desgaste significativo. Na extremidade inferior há perda de material, com abrasão e deformação do papel. A extremidade superior também apresenta desgaste, pequenos vincos de abertura e perda superficial, enquanto o restante da lombada possui marcas de atrito e tonalização do tempo. Apesar dessas ocorrências, o conjunto permanece unido.
- PÔSTER: o pôster dupla-face de Ana e Ângela Emmerich está presente, porém incompleto. A porção inferior foi retirada, de modo que o complemento não conserva sua configuração original integral. O material remanescente permanece junto à revista e deve ser considerado como pôster parcial, não como exemplar completo.
- MIOLO: permanece íntegro em seu conteúdo principal e em bom estado estrutural, com páginas firmes. Há leve amarelamento natural nas bordas de diversas folhas. As páginas adjacentes ao pôster apresentam amarelamento mais acentuado. A folha correspondente às páginas 193/194 apresenta marca de dobra tipo orelha, e a página 200, da seção As Piadas de Playboy, possui amarelamento mais intenso que o restante do miolo. Não foram informadas páginas faltantes além da parte retirada do pôster.
- OBSERVAÇÃO: edição regular de banca, com 202 páginas contando a contracapa. A classificação geral como REGULAR leva em consideração o desgaste intenso da contracapa, as perdas de material na lombada, os rasgos e vincos da capa e, principalmente, o fato de o pôster original estar incompleto. Apesar disso, o miolo principal permanece preservado e a edição conserva integralmente seu conteúdo editorial.
Mayara continua inteira nas páginas; Ana e Ângela já não chegaram completas ao pôster. É um exemplar com cicatrizes visíveis, mas que ainda guarda dentro dele boa parte daquele novembro de 1986.
Veja mais informações na descrição abaixo.
Informações Rápidas
- Tipo de edição: Regular de banca
- Número da edição: 136
- Ano/Data: Novembro de 1986 — Ano XII
- Quantidade de páginas: 202 páginas contando a contracapa
- Editora: Editora Abril
- Preço de capa: Cz$ 25,00
- Modelo de capa: Mayara Magri
- Fotografia da capa: Luis Crispino
- Ensaio central: Ana e Ângela Emmerich
- Pôster: Presente, porém incompleto — porção inferior retirada
- Origem de circulação: Edição regular de banca
- Estado geral: REGULAR
Modelo em Destaque — Mayara Magri
Mayara Magri nasceu em 2 de maio de 1962, em Mogi Guaçu, interior de São Paulo, e tinha 24 anos quando esta Playboy chegou às bancas em novembro de 1986.
O desejo de atuar apareceu cedo. Aos 16 anos, venceu um concurso para atores em sua cidade e mudou-se para São Paulo para estudar teatro. Ingressou na Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo — EAD-USP, formação que ajuda a explicar uma carreira que, embora fortemente associada à televisão, sempre manteve relação consistente com o palco.
A estreia televisiva aconteceu na Rede Bandeirantes, em Os Adolescentes, em 1981. Logo vieram Ninho da Serpente e outros trabalhos que fizeram seu rosto circular cada vez mais pela televisão brasileira. Na Globo, participou de Amor com Amor se Paga e ganhou grande popularidade como Babi em A Gata Comeu, em 1985.
O ano de 1986 seria decisivo. Mayara participou de Dona Beija, na Manchete, e depois ingressou no horário nobre da Globo em Roda de Fogo, novela de Lauro César Muniz.
Na trama, vivia Helena Villar, filha de Renato Villar, interpretado por Tarcísio Meira, e Carolina, personagem de Renata Sorrah. Helena era uma jovem estudante de comunicação que contestava a visão de mundo e as expectativas dos pais, criando uma relação especialmente conflituosa com o poderoso empresário vivido por Tarcísio.
É exatamente esse momento que a chamada da capa transforma em argumento editorial: a filha de Tarcísio Meira em Roda de Fogo. Não se tratava de parentesco real, mas de uma maneira imediata de ligar Mayara à personagem que milhões de espectadores acompanhavam naquele momento.
O convite para a Playboy veio durante essa fase de grande exposição. Décadas depois, Mayara recordaria que aceitou o ensaio aos 24 anos com certa apreensão. Conversou previamente com os pais e ficou preocupada com a reação do público, especialmente por estar numa novela de enorme audiência. Segundo suas próprias lembranças, a repercussão acabou sendo positiva.
A edição registra, portanto, um momento muito específico de sua imagem pública. Mayara já não era apenas uma promessa: acumulava personagens conhecidos e começava a consolidar a combinação entre formação teatral, presença televisiva e forte identificação com o público.
Nos anos seguintes, sua carreira continuou em produções como Helena, O Salvador da Pátria, Delegacia de Mulheres, Salomé e, nos anos 1990, Éramos Seis, no SBT. Mais tarde, integrou também o elenco de A Escrava Isaura, na Record.
Sua trajetória profissional se ampliaria para outras funções ligadas à criação artística, mantendo o teatro como referência importante e desenvolvendo também projetos no audiovisual.
Quatro décadas depois daquele ensaio, Mayara voltou a refletir publicamente sobre sua relação com fotografia, maturidade e imagem feminina, permitindo olhar para a Playboy de 1986 como registro de uma fase muito precisa de sua vida profissional.
Para o colecionador, a Nº 136 conserva exatamente a Mayara de 24 anos, formada em teatro e em plena ascensão televisiva, no instante em que Helena Villar fazia de seu rosto uma presença cotidiana no horário nobre brasileiro.
Ensaio Principal — Mayara Magri
A produção dedicada à estrela da capa começa na página 64.
A chamada do sumário é direta: a doce nudez — que a TV nunca há de mostrar — da filha de Tarcísio Meira na novela das 8. É uma formulação típica da Playboy daquele período, transformando o contraste entre personagem televisiva e ensaio editorial no principal motor de curiosidade.
A capa, creditada no próprio exemplar a Luis Crispino, trabalha com fundo escuro, logotipo amarelo e uma pose mais intimista, com Mayara sentada e envolvida pelo figurino. O resultado evita excesso de cenário e concentra a composição no rosto, na expressão e na postura da atriz.
O interesse histórico está justamente na proximidade entre a publicação e Roda de Fogo: não é um ensaio retrospectivo de uma estrela afastada da televisão, mas um registro produzido enquanto sua personagem estava efetivamente no ar.
Ensaio Central / Pôster — Ana e Ângela Emmerich
A página 94 apresenta Ana e Ângela, duas irmãs cariocas escolhidas para dividir o ensaio central e também o pôster desta edição.
A própria revista as descreve como irmãs que moravam no Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro, andavam quase sempre juntas e compartilhavam o desejo de conquistar espaço profissional como modelos.
Na época da publicação, Ana tinha 21 anos e Ângela, 19. O ensaio foi construído justamente sobre essa proximidade: em vez de duas produções independentes, a publicação apostou na identidade familiar e na presença conjunta das irmãs.
O título do sumário resume a proposta: Ana e Ângela — beleza em dose dupla com duas irmãs do Flamengo.
O pôster original prolongava esse conceito em formato dupla-face, trazendo uma irmã em cada lado.
Neste exemplar, entretanto, o pôster não está completo. A parte inferior foi retirada, restando apenas parte do complemento originalmente fornecido com a revista. Por transparência ao colecionador, ele deve ser considerado pôster parcial/incompleto.
Não há documentação pública suficientemente segura sobre a trajetória posterior das duas modelos para atribuir-lhes carreiras ou biografias além das informações registradas pela própria edição.
Outros Ensaios e Destaques Fotográficos
Márcia Câmara — A Morena que Lavou a Nossa Alma na TV — página 116
Produção associada à modelo que ganhou exposição por meio de um conhecido comercial de chuveiro, mostrando como a publicidade televisiva frequentemente funcionava como trampolim para nomes que chegavam às revistas.
Mayara Magri — página 64
O principal ensaio da edição, diretamente ligado ao sucesso de Roda de Fogo.
Ana e Ângela — página 94
A produção central com as duas irmãs cariocas, originalmente acompanhada pelo pôster dupla-face.
Entrevista — Thomaz Green Morton
A entrevista principal começa na página 57 e traz Thomaz Green Morton, apresentado pela revista como personagem associado a fenômenos paranormais e a um círculo de clientes famosos.
O próprio título da edição chama atenção para sua presença e para sua relação com nomes conhecidos do meio artístico.
Vista hoje, a matéria funciona também como documento de uma época em que paranormalidade, espiritualismo, gurus e fenômenos considerados inexplicáveis ocupavam espaço considerável em revistas de variedades e programas de televisão.
Índice ou Sumário da Edição
Desejos e Prazeres
Mayara Magri — página 64
A atriz de Roda de Fogo ocupa a capa e o principal ensaio da edição.
Ana e Ângela — página 94
Duas irmãs cariocas dividem o ensaio central.
A Morena que Lavou a Nossa Alma na TV — página 116
Produção com Márcia Câmara, ligada à repercussão de sua imagem na publicidade televisiva.
Viagem
Um Começo de Ano a Dois, no Mar do Caribe — página 78
Roteiro para um réveillon diferente em uma ilha caribenha, combinando turismo, clima tropical e imaginário de férias.
Intimidade
A Arte de Dar e de Levar Grandes Cantadas — página 72
Personalidades como Carmita Medeiros, Tarso de Castro e Neusinha Brizola aparecem entre os convidados a recordar cantadas marcantes.
Bebida
Champanhe: Como Vai a Alma da Festa? — página 75
Degustação organizada pela revista às vésperas das comemorações de fim de ano.
Festa
O Som, os Clipes e o Brilho do Seu Réveillon — página 82
Sugestões de bebidas, música e clima para festas de passagem de ano.
Aventura
Um Minuto que Valeu Tudo — página 86
Surf, motocross, windsurf e asa-delta aparecem reunidos em relatos de momentos particularmente intensos dessas modalidades.
Ficção
Feliz? — página 92
Conto de Ivan Ângelo, estruturado em torno de sedução, erotismo e ciúme.
Humor
Os Esquecidos da Constituinte — página 30
Texto de Luis Fernando Verissimo dentro de seu conhecido registro satírico.
O Analista de Bagé — página 105
Nova passagem do personagem criado por Verissimo.
As Piadas de Playboy — página 200
A tradicional seção humorística aparece justamente na folha que apresenta o amarelamento mais acentuado deste exemplar.
Doce Vida
A seção reúne novidades de televisão, modelos e comportamento, incluindo candidatas ligadas ao universo da Garota Playboy 87.
Música — página 31
Destaque para o primeiro LP do Fine Young Cannibals e para o encontro entre poesia e música através de Fernando Pessoa.
Vídeo — página 33
Um olhar sobre comunicação televisiva e suas peculiaridades naquele período.
Cinema — página 35
O erotismo cinematográfico aparece associado à fotografia e ao impacto cultural de 9½ Semanas de Amor.
Leitura — página 39
Livros e lançamentos editoriais comentados pela revista.
Insiders — página 53
Viagens, gastronomia, moda e tendências internacionais.
Poder e Fama
Entrevista — Thomaz Green Morton — página 57
O personagem ligado ao universo do paranormalismo responde sobre seus poderes, clientes famosos e histórias que cercavam sua notoriedade.
Carla Camuratti — página 114
Dez perguntas sobre cinema, relacionamentos e sua trajetória artística.
Reportagem
Aperte o Cinto! Você Vai Voar ao Lado do Piloto — página 60
Diário de bordo de um voo de DC-10 para Roma, aproximando o leitor da rotina da cabine e dos bastidores da aviação comercial.
Bastidores
As Emoções de um Ex-Fugitivo no GP da Hungria — página 51
Relato ligado ao primeiro Grande Prêmio de Fórmula 1 realizado na Hungria naquele contexto histórico.
Mundo de Playboy
Página 193
Registros dos bastidores e do universo social ligado à publicação. A folha 193/194 deste exemplar apresenta marca de dobra tipo orelha.
Click
Página 196
Flagrantes sociais e personalidades dentro do formato tradicional da seção.
A Seu Serviço
Moda — página 106
Produção dedicada a roupas para festas e ocasiões noturnas.
Presentes — página 111
Seleção de objetos e pequenos luxos voltados às comemorações de fim de ano.
Em Cena — página 191
Equipamentos e soluções para música em ambientes de lazer.
Seções
Entre Nós — página 5
Caro Playboy — página 12
Assessoria e Controle de Qualidade — página 19
Mulheres — página 43
Zoom — página 47
Importância Histórica e Cultural
Novembro de 1986 aparece nesta edição com uma mistura muito característica da Playboy daquele período.
Há a televisão de grande audiência representada por Mayara Magri e Roda de Fogo, a ascensão dos videoclipes e da música internacional, a fascinação por viagens, aviação, festas de réveillon e novas formas de consumo. Ao mesmo tempo, a revista registra publicidade, comportamento, moda e personagens peculiares que ocupavam espaço importante no imaginário popular.
A edição documenta também uma fase em que televisão e imprensa impressa funcionavam quase em continuidade: uma atriz ganhava projeção numa novela, sua imagem chegava às capas e o público acompanhava esse circuito pelas revistas mensais.
Mesmo num exemplar bastante marcado pelo uso, o miolo mantém esse conteúdo editorial preservado e continua funcionando como documento visual de seu período.
Curiosidades da Edição
1. Mayara fez o ensaio enquanto estava em Roda de Fogo.
Décadas depois, a atriz recordaria que ficou apreensiva com a reação do público e conversou com seus pais antes de aceitar o convite.
2. Ela tinha apenas 24 anos.
Nascida em 2 de maio de 1962, Mayara já acumulava trabalhos importantes quando entrou no horário nobre como Helena Villar.
3. O pôster originalmente era dupla-face.
A edição concebeu o complemento para que Ana e Ângela dividissem igualmente o destaque. Neste exemplar, entretanto, a porção inferior do pôster foi retirada.
Valor para Coleção
- Mayara Magri aos 24 anos, durante a exibição de Roda de Fogo.
- Edição regular de banca de novembro de 1986.
- Capa creditada a Luis Crispino.
- Conteúdo editorial completo com televisão, cinema, viagens, música e comportamento.
- Pôster original de Ana e Ângela presente parcialmente, embora incompleto pela retirada da porção inferior.
- Miolo estruturalmente íntegro, com amarelamento localizado.
- Exemplar indicado para colecionadores que priorizam conteúdo e preço de entrada, aceitando uma conservação física inferior.
Usos e Benefícios
- Adequado para coleções cronológicas da Playboy brasileira em que a prioridade seja completar a sequência.
- Peça relevante para acervos dedicados a Mayara Magri e à televisão dos anos 1980.
- Material para pesquisa de publicidade, moda, música, aviação e cultura de celebridades.
- Fonte documental sobre o período de Roda de Fogo.
- Alternativa para quem procura a Nº 136 para leitura, consulta ou preenchimento de coleção, sem exigir exemplar de alto padrão estético.
Por que Adquirir Este Exemplar?
Porque, mesmo bastante marcado pelo tempo e pelo manuseio, o conteúdo principal da Playboy Nº 136 permanece presente.
É um exemplar que exige transparência: a capa possui rasgos, vincos e desgaste intenso nas bordas; a lombada apresenta perda de material nas extremidades; a contracapa concentra numerosos atritos, vincos e danos; a folha 193/194 possui dobra tipo orelha; e o pôster está incompleto, com a parte inferior retirada.
Em compensação, o miolo principal permanece íntegro, as páginas continuam firmes e a edição conserva o ensaio de Mayara Magri, o conteúdo com Ana e Ângela e todo o panorama editorial de novembro de 1986.
Não é uma unidade para quem busca exemplar próximo do estado de banca. É uma peça para quem valoriza conteúdo, completude do miolo e presença histórica, aceitando as marcas intensas que este volume acumulou em sua trajetória.
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