Playboy Nº 134-A | 1986 | Edição Especial – Playboy Bar | Guia de Drinks, Bares e Bebidas
R$39,90
Mais de 150 receitas, roteiros de bares, vinhos e segredos de barman em um exemplar muito bem preservado, com discretas marcas naturais de quase quatro décadas.
Houve uma época em que montar um bar em casa significava muito mais do que escolher algumas garrafas: copos, receitas, rituais, música, convidados e até o endereço certo faziam parte de um verdadeiro código social. A Playboy transformou esse universo numa publicação inteira, reunindo coquetelaria, vinhos, cervejas, bares brasileiros e internacionais e uma boa dose do estilo de vida dos anos 1980. O resultado é uma edição especial que hoje funciona tão bem como peça de coleção quanto como documento dos hábitos e da estética de sua época.
Estado Geral de Conservação: MUITO BOM
- CAPA: encontra-se em muito bom estado de conservação, mantendo a composição gráfica completa, cores fortes e excelente legibilidade. O fundo claro apresenta amarelamento e tonalização naturais do tempo, perceptíveis de maneira mais uniforme nas áreas brancas e um pouco mais evidentes junto às margens. Há discretos sinais de atrito e manuseio nas extremidades, especialmente nas bordas laterais e inferior, além de pequenos pontos superficiais de uso. As quinas permanecem bem estruturadas, com desgaste leve compatível com a idade do exemplar.
- CONTRACAPA: apresenta boa integridade visual e conservação geral, com discretos sinais de atrito nas bordas e extremidades. Na área da imagem correspondente ao cordão utilizado pela modelo, observa-se pequeníssimo dano provocado por antiga ação de inseto, muito localizado e de reduzida dimensão. O ponto não compromete a estrutura da contracapa nem a leitura da composição. Há ainda leves marcas superficiais de manuseio e tonalização natural do papel.
- LOMBADA: permanece firme, alinhada e bem preservada, com identificação editorial legível. Apresenta discreto desgaste por atrito nas extremidades superior e inferior, acompanhado de leve tonalização/amarelamento do papel. Não há desprendimento estrutural, abertura importante ou perda significativa de material.
- PÔSTER: não se aplica a esta edição especial.
- MIOLO: completo e íntegro, com 110 páginas contando a contracapa. As folhas permanecem firmes e bem conservadas. Há leve amarelamento concentrado principalmente nas bordas das páginas, compatível com o envelhecimento natural do papel. A primeira página apresenta tonalização mais acentuada, enquanto a última folha também possui amarelamento mais perceptível em relação ao restante do volume. Fora desses pontos, o miolo conserva apresentação bastante uniforme.
- OBSERVAÇÃO: a própria capa anuncia originalmente o Sexcard, brinde promocional denominado pela revista como cartão para conferir o pique erótico, porém ele está AUSENTE. O restante do conteúdo editorial encontra-se completo conforme a conferência realizada.
Um bom bar começa pela receita; uma boa coleção começa por não deixar o manual dos anos 80 acabar no fundo da gaveta.
Mais informações na descrição do item abaixo
Informações Rápidas
- Publicação: Playboy
- Tipo de edição: Edição Especial Temática
- Número: 134-A
- Ano: 1986
- Título: Playboy Bar
- Quantidade de páginas: 110 páginas contando a contracapa
- Editora: Editora Abril
- Preço de capa: Cz$ 35,00
- Tema principal: Bares, drinques, bebidas, vinhos e coquetelaria
- Pôster: Não se aplica
- Brinde originalmente anunciado: Sexcard
- Sexcard neste exemplar: Não considerado presente no conjunto anunciado
Destaque Editorial — Playboy Bar
A Nº 134-A foge deliberadamente do formato tradicional da revista mensal. Em lugar de construir a publicação em torno de uma personalidade de capa, a Playboy transforma o próprio universo do bar no protagonista.
A proposta reúne mais de 150 receitas de drinques, orientações para montar um bar doméstico, roteiros de estabelecimentos, cerveja, tequila, vodca, uísque, vinhos, champanhe, licores, café e até sugestões para lidar com a ressaca.
Isso faz da edição uma peça curiosa dentro da coleção brasileira. Ela preserva um tipo de conteúdo que ocupava enorme espaço na imprensa masculina dos anos 1980: o bar como lugar de sociabilidade, conquista, gastronomia, etiqueta e consumo.
A abordagem mistura serviço e estilo de vida. Não se trata apenas de ensinar proporções de um coquetel. A revista procura explicar onde beber, o que servir, como receber convidados, como escolher bebidas e como transformar o bar doméstico em parte da casa e da vida social.
Décadas depois, boa parte do encanto está justamente nesse olhar de época. Os drinques continuam reconhecíveis, mas a linguagem, as fotografias, os objetos, os copos e a maneira de apresentar esse universo pertencem inequivocamente a 1986.
A Capa
A capa abandona a estrutura tradicional baseada numa personalidade conhecida e adota uma composição conceitual.
Sobre fundo predominantemente claro, o enorme título BAR aparece em vermelho, acompanhado de uma fotografia em contraluz de uma mulher levando uma taça aos lábios.
O desenho gráfico combina azul, vermelho e branco numa estética limpa para os padrões da década. A fotografia central evita identificar uma modelo específica e direciona toda a atenção para o gesto de beber, estabelecendo imediatamente o tema.
As chamadas completam a proposta: mais de 150 receitas, bares brasileiros e internacionais, cerveja, vinho e dicas voltadas ao prazer de beber.
É uma capa que funciona quase como a de um manual especializado, mas sem abandonar a linguagem visual sofisticada característica da Playboy daquele período.
O Conceito da Edição
A publicação foi organizada como um verdadeiro percurso pelo universo das bebidas.
O leitor começa pelas noções básicas da arte de beber, passa pelos lugares onde o bar é experiência social, aprende a estruturar um espaço próprio em casa e, depois, entra numa extensa sequência de receitas e categorias de bebidas.
A segunda metade muda o foco para vinhos e situações de consumo: adega, champanhe, jantar, encontros e café.
Essa organização é particularmente interessante porque revela a ideia de sofisticação masculina cultivada pela Playboy nos anos 1980. Saber preparar um Dry Martini ou escolher um vinho era apresentado não apenas como conhecimento gastronômico, mas como parte de um repertório social.
Sexcard — O Brinde Original (AUSENTE)
A capa anuncia em destaque o Sexcard, descrito pela publicação como um brinde especial.
No sumário, ele aparece como um cartão lúdico concebido para avaliar o clima de uma noite, encaixando-se no tom bem-humorado e provocador da edição.
O detalhe é importante para o colecionismo porque materiais destacáveis e brindes em papel estão entre os elementos mais facilmente perdidos ao longo do tempo.
O Sexcard não consta nesta unidade e, portanto, não é considerado incluído no exemplar anunciado.
Essa informação fica registrada para que a composição do conjunto seja avaliada de forma transparente.
Índice ou Sumário da Edição
Guia Prático
A Arte de Beber — página 9
Abertura conceitual da edição, apresentando o consumo de bebidas como combinação de conhecimento, moderação, ritual e prazer.
Um Grande Programa
Os 20 Bares Onde Elas Estão — página 23
Seleção de vinte endereços brasileiros dentro da lógica social e noturna da publicação.
Os Melhores Bares do Mundo — página 28
Um passeio pelo imaginário internacional da cultura de bar, reforçando o caráter cosmopolita da edição.
Histórias do Nosso Segundo Lar — página 35
O bar visto não apenas como estabelecimento comercial, mas como ponto de encontro e espaço de convivência.
O Seu Bar
A Festa em Sua Casa — página 44
Sugestões voltadas a receber convidados e utilizar o bar doméstico como centro das comemorações.
10 Segredos para Enriquecer o Seu Bar — página 48
Objetos, ingredientes e detalhes capazes de ampliar as possibilidades de um bar montado em casa.
Segredos do Barman
A partir da página 50, a publicação entra em sua parte mais extensa e prática, apresentando receitas, técnicas e diferentes famílias de bebidas.
Bloody Mary — página 50
Um dos grandes clássicos da coquetelaria, construído sobre vodca e tomate e associado tanto à noite quanto às manhãs posteriores.
Dry Martini — página 54
Talvez o coquetel mais ligado ao imaginário de elegância masculina do século XX, apresentado aqui dentro da linguagem sofisticada da revista.
Delícias com Rum — página 56
Receitas e combinações construídas em torno de uma das bebidas mais ligadas ao Caribe e à coquetelaria tropical.
Manhattan — página 58
Clássico à base de uísque e vermute, diretamente associado à tradição dos bares americanos.
Daiquiri — página 61
Outro grande representante da coquetelaria caribenha, apresentado numa época em que drinques tropicais tinham forte presença nos bares brasileiros.
Gim-Tônica — página 64
Uma combinação simples que atravessou décadas e permanece atual, ilustrando como parte do conteúdo da edição continua reconhecível quarenta anos depois.
Misture Seu Uísque — página 67
Possibilidades de consumo e combinação de uma das bebidas mais valorizadas pelo público masculino da época.
Cerveja — página 69
A publicação deixa os coquetéis por um momento para explorar a bebida mais popular do país.
Tequila — página 71
Uma incursão pelo destilado mexicano e pelas maneiras de incorporá-lo à coquetelaria.
Vodca: Magia Branca — página 74
A versatilidade da vodca aparece como ponto de partida para uma variedade de preparações.
Drinques de Força e Prazer — página 76
Receitas de perfil mais intenso, reforçando a variedade proposta pelo especial.
Gelo, Vinho e Imaginação — página 78
Combinações que aproximam vinho e coquetelaria, numa época em que novas formas de consumo ganhavam espaço.
Drinques ao Sol — página 80
Receitas voltadas ao calor, férias e ambientes externos.
Licores: Invasão Japonesa — página 82
Um curioso registro de tendências de consumo e produtos que chegavam ao mercado naquele período.
Drinques com Sorvete — página 84
Misturas que aproximam sobremesa e coquetelaria, num estilo bastante característico dos anos 1980.
Bebidas na Panela — página 86
Preparações quentes e receitas que extrapolam o balcão tradicional.
After Dinners — página 89
Bebidas pensadas para encerrar refeições e prolongar a conversa.
Contra a Ressaca — página 90
A Playboy encerra a longa sequência de drinques tratando justamente da consequência menos glamourosa de uma noite bem servida.
Sua Adega
Onze Dias no Paraíso dos Vinhos — página 92
Uma viagem pelo universo dos vinhos e pela cultura que cercava sua produção e degustação.
Ah, o Vinho Alemão — página 96
Uma aproximação com rótulos e tradições que estavam longe de ser familiares para grande parte do consumidor brasileiro daquele momento.
Bebida e Romance
Champanhe e Caviar — página 98
Uma combinação que sintetiza como poucas a ideia de luxo e celebração cultivada pelas revistas de estilo de vida dos anos 1980.
Para Noites Ardentes — página 102
A bebida é colocada dentro da atmosfera de encontro e sedução que atravessa toda a publicação.
E Depois, Café para Dois — página 105
O roteiro fecha com o café, transformando o fim da noite em continuação do ritual de receber e compartilhar.
Importância Histórica e Cultural
A Playboy Bar registra um universo que mudou muito desde 1986.
Naquele período, o bar doméstico podia ser tratado como peça importante da decoração e da sociabilidade. Garrafas importadas, copos específicos, baldes de gelo e utensílios compunham um pequeno cenário de sofisticação dentro de casa.
A edição documenta também uma época anterior à popularização da internet, quando uma publicação especializada funcionava efetivamente como manual de consulta. Receitas, endereços e orientações eram guardados para uso futuro — não pesquisados instantaneamente no telefone.
A linguagem gráfica ajuda a completar esse retrato. Fotografias de bebidas, ilustrações, publicidade e diagramação transformam a revista num excelente material para estudar design editorial, hábitos de consumo e cultura de lazer dos anos 1980.
Mesmo quando determinada receita continua atual, a maneira de apresentá-la revela imediatamente seu período.
Curiosidades da Edição
1. A edição ultrapassa a simples coletânea de coquetéis.
Apesar da chamada de mais de 150 receitas, boa parte da revista trata de bares, comportamento, vinhos, festas, recepção de convidados e cultura social.
2. A numeração 134-A identifica uma publicação especial paralela à sequência regular.
Em vez de ocupar um número mensal convencional, a Playboy utilizou o sufixo A, permitindo manter o especial ligado à sua fase editorial sem confundi-lo com o exemplar regular Nº 134.
3. O preço era superior ao número regular correspondente.
Enquanto a Playboy Nº 134 trazia preço de Cz$ 25,00, a especial Nº 134-A indica Cz$ 35,00, coerente com seu caráter temático e formato editorial próprio.
4. O Sexcard fazia parte da experiência original.
O cartão promocional era destacado já no topo da capa, mostrando como brindes e materiais interativos eram usados para diferenciar números especiais.
Valor para Coleção
- Edição especial temática, diferente das Playboy mensais tradicionais.
- Numeração própria 134-A.
- Tema integralmente dedicado à cultura de bares, coquetelaria e bebidas.
- Mais de 150 receitas anunciadas na capa.
- 110 páginas de conteúdo especializado.
- Projeto gráfico conceitual, sem depender de celebridade na capa.
- Excelente documento da cultura de consumo e sociabilidade de 1986.
- Miolo completo e em muito bom estado geral de conservação.
- Interesse para coleções especializadas tanto em Playboy quanto em gastronomia, coquetelaria e cultura de bar.
Usos e Benefícios
- Excelente complemento para uma coleção cronológica da Playboy brasileira.
- Peça diferenciada para quem reúne edições especiais e temáticas da Editora Abril.
- Material de consulta e pesquisa sobre coquetelaria e história das bebidas.
- Fonte visual para estudos de design gráfico e publicidade dos anos 1980.
- Documento dos hábitos de lazer, recepção e consumo de uma geração.
- Curiosa peça decorativa ou de acervo para colecionadores ligados ao universo de bares, bebidas e gastronomia.
Por que Adquirir Este Exemplar?
Porque a Nº 134-A ocupa um lugar diferente dentro de uma coleção de Playboy.
Não há uma celebridade sustentando a edição. O verdadeiro personagem é o bar dos anos 1980: o copo certo, o Dry Martini, a adega, a festa em casa, a mesa com champanhe e a busca pelo endereço onde a noite acontecia.
Fisicamente, o exemplar conserva-se em muito bom estado, com estrutura firme e miolo completo. Suas principais marcas são o amarelamento natural da capa e das bordas, tonalização um pouco maior na primeira e na última folha e um minúsculo dano de inseto localizado na contracapa, além dos discretos desgastes de extremidade já descritos.
O Sexcard anunciado originalmente não integra o conjunto aqui considerado, ponto informado expressamente para que não haja dúvida quanto à composição.
Para quem procura algo além das capas tradicionais da Playboy, esta especial oferece justamente isso: uma peça editorial autônoma, temática e profundamente ligada ao estilo de vida de 1986 — praticamente um bar inteiro condensado em 110 páginas.
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