Playboy Nº 131 | Junho/1986 | Monique Evans | Pôster Christine Richters | 2ª Capa de Monique na Playboy
R$79,90
Em plena Copa de 1986, o número cruza glamour, futebol, economia e literatura, com miolo muito preservado e forte atmosfera brasileira de época.
Em um Brasil voltado para a Copa do México e para as mudanças econômicas daquele momento, a Playboy reuniu desejo, negócios, comportamento e cultura pop em uma edição com a cara exata dos anos 1980. O retorno de uma das modelos mais associadas à moda brasileira da década divide espaço com Michel Platini, Humberto Saade e um ensaio de Gabriel García Márquez sobre Hemingway em Cuba. Quatro décadas depois, é um número que interessa tanto pelo glamour quanto pela qualidade de seu registro editorial.
Estado Geral de Conservação: MUITO BOM
- CAPA: em muito bom estado estrutural, apresentando amarelamento e pequenas manchas do tempo mais perceptíveis na faixa superior e na região próxima à lombada. Há discretos sinais de atrito e manuseio nas bordas e quinas. Na borda inferior esquerda existe uma pequena mancha azulada, bem localizada. A imagem principal, as chamadas e o logotipo permanecem íntegros e com boa apresentação.
- CONTRACAPA: em ótimo estado geral, com superfície bem preservada. Apresenta pequeno picote na borda superior, próximo à lombada, além de discretíssimos sinais de desgaste e manuseio nas extremidades.
- LOMBADA: firme, íntegra e plenamente legível. Apresenta apenas pequeno desgaste na extremidade superior, acompanhado de discreto envelhecimento superficial natural do papel. Não há abertura ou perda estrutural relevante.
- PÔSTER: presente, completo e em excelente estado de conservação, sem danos relevantes informados.
- MIOLO: íntegro, completo e em ótimo estado de conservação. As páginas conservam excelente aspecto para a idade, praticamente sem amarelamento generalizado. A primeira página e a última página apresentam leve amarelamento mais perceptível, enquanto o restante permanece muito limpo e uniforme.
- OBSERVAÇÃO: exemplar regular de banca, com 162 páginas. O envelhecimento encontra-se concentrado principalmente nas áreas externas e nas folhas inicial e final; internamente, o conjunto está nitidamente mais preservado.
Monique voltou a pedidos em 1986; hoje, quem faz o novo pedido é a estante que ainda não tem o Nº 131.
Veja mais informações na descrição abaixo.
Informações Rápidas
- Publicação: Playboy
- Tipo de edição: Regular de banca
- Número: 131
- Ano/Data: Junho de 1986 — Ano 11
- Quantidade de páginas: 162 páginas
- Editora: Editora Abril
- Preço de capa: Cz$ 25,00
- Modelo de capa: Monique Evans
- Fotografia da capa: José Antonio
- Playmate / pôster: Christine Richters
- Pôster: Original presente e em excelente estado
- Estado geral: Muito Bom
Modelo em Destaque — Monique Evans
Monique Rezende Nery da Fonseca, conhecida nacionalmente como Monique Evans, nasceu em 5 de julho de 1956, no Rio de Janeiro, e tinha 29 anos quando esta edição chegou às bancas.
Sua trajetória havia começado muito cedo: entrou para o universo da moda ainda adolescente e, antes dos 20 anos, já circulava entre os nomes mais reconhecidos das passarelas e campanhas brasileiras. Ao longo dos anos 1980, tornou-se um daqueles rostos que ultrapassaram a fronteira da moda e passaram a pertencer também à televisão, ao Carnaval e à cultura popular.
Em 1986, Monique vivia exatamente essa passagem entre a condição de top model e a de personalidade de mídia. Sua imagem estava fortemente associada à moda brasileira, inclusive à Dijon, e sua presença na Playboy já carregava memória própria: esta era sua segunda capa na revista, depois da edição de julho de 1985. Mais tarde, ela ainda retornaria à publicação em 1993.
A própria chamada de capa enfatiza esse reencontro ao anunciar A pedidos, a volta de Monique Evans, transformando o ensaio em continuação de uma relação que o público da revista já conhecia.
Curiosidades sobre Monique Evans
1. Esta foi sua segunda capa na Playboy brasileira. A primeira havia sido publicada em julho de 1985, e uma terceira viria anos depois, em 1993.
2. Em 1985, Monique tornou-se uma das primeiras grandes celebridades da televisão e da moda a ocupar o posto de rainha de bateria, desfilando pela Mocidade Independente de Padre Miguel e ajudando a consolidar uma tradição que depois se tornaria parte fundamental do Carnaval televisionado.
3. Existe uma conexão especialmente interessante dentro desta própria edição: o entrevistado principal é Humberto Saade, empresário ligado à Dijon, grife que teve Monique entre seus rostos de maior projeção.
Depois da fase de modelo, Monique construiu uma longa trajetória como apresentadora e personalidade televisiva, passando por programas como Noite Afora e TV Fama, além de realities e outras atrações. Seu nome permanece fortemente associado à memória da moda, da televisão e do comportamento brasileiro das décadas de 1980 e 1990.
Para uma coleção de Playboy, esta Nº 131 registra justamente Monique no período em que sua imagem já não pertencia apenas às passarelas: ela se tornava personagem permanente da cultura pop brasileira.
Playmate do Mês — Christine Richters
A modelo apresentada na edição brasileira como Chris Richters é Christine Richters, nascida em 3 de agosto de 1966, em Fullerton, Califórnia, nos Estados Unidos.
Ela tinha apenas 19 anos quando realizou o trabalho que a transformaria em Playmate of the Month da Playboy americana de maio de 1986. A edição brasileira trouxe o ensaio no mês seguinte, sob a chamada Terremoto em Acapulco!, explorando com bom humor o sobrenome Richters e a ideia de abalo sísmico.
Christine passou parte de sua juventude em Dodge City, Kansas, antes de ingressar na modelagem. O ensaio original americano foi fotografado por Arny Freytag, fotógrafo intimamente ligado à estética clássica das Playmates daquela fase da Playboy.
A brasileira apresenta Christine como uma jovem apaixonada por movimento e viagens, associando seu perfil ao clima mexicano de Acapulco. A proximidade temporal com sua publicação nos Estados Unidos também é interessante: o leitor brasileiro recebia o ensaio praticamente contemporâneo à estreia internacional da modelo.
Depois de sua fase de maior exposição como modelo, Christine manteve presença pública bem mais discreta. Registros posteriores mostram uma trajetória profissional fora do circuito tradicional de celebridades, inclusive em atividade administrativa pública na Califórnia durante a década de 2010.
O Pôster de Christine Richters
O pôster original está presente e em excelente estado de conservação, um diferencial importante para este exemplar.
Em revistas com quase quatro décadas de circulação, o pôster é frequentemente o primeiro elemento a desaparecer por ter sido destacado para exposição. Sua permanência ajuda a preservar a integridade editorial do número e reforça o interesse para uma coleção cronológica.
Outros Ensaios e Destaques Femininos
Roseli Neves — página 60
Apresentada pela revista como uma de suas descobertas, Roseli aparece em uma pauta que explora justamente o perfil de revelação feminina característico da publicação naquele período.
Monique Evans — página 74
O ensaio principal marca a volta da modelo à Playboy depois do sucesso de sua participação anterior.
Christine Richters — página 86
O ensaio internacional Terremoto em Acapulco! acompanha o pôster central.
Melanie e Don Johnson — página 110
A reportagem aproveita a enorme projeção do astro de Miami Vice, uma das séries mais identificáveis da estética televisiva dos anos 1980.
Índice ou Sumário da Edição
Desejos e Prazeres
Roseli Neves — página 60
Uma das descobertas femininas apresentadas pela revista.
Monique Evans — página 74
O aguardado retorno da modelo à publicação.
Terremoto em Acapulco! — página 86
O ensaio de Christine Richters, acompanhado do pôster.
Uma Cachoeira para Dois — página 110
Matéria envolvendo Melanie Griffith e Don Johnson, nomes fortemente ligados ao imaginário hollywoodiano daquele momento.
Bebida
O Melhor Bloody Mary do Mundo é o Seu — página 72
A revista transforma coquetelaria em ritual de estilo, em texto de Washington Olivetto.
Intimidade
Os Mistérios que Elas Carregam nas Bolsas — página 82
Participam nomes como Sônia Braga, Betty Faria, Maria Zilda, Yoná Magalhães e Christiane Torloni, numa pauta que hoje funciona também como retrato de comportamento e celebridade.
Ficção
Bom Dia, Luiza Brunet! — página 98
Texto de Nani, colocando outro grande nome da moda brasileira dentro do repertório desta edição.
Humor
O Analista de Bagé — página 97
Mais uma passagem do personagem de Luis Fernando Verissimo.
O Planeta Diário — página 133
Seleção do humor irreverente que se tornou uma das marcas da imprensa brasileira dos anos 1980.
As Piadas de Playboy — página 160
Encerramento tradicional da edição.
Doce Vida — página 15
Notas sobre lugares, comportamento, chocolates eróticos e o cotidiano sofisticado que a revista transformava em estilo editorial.
Música — página 17
Destaque para Nara Leão e Roberto Menescal, inclusive com referências ao Japão.
Vídeo — página 19
Televisão observada com o humor crítico característico da publicação.
Cinema — página 21
Panorama de produções brasileiras daquele primeiro semestre.
Leitura — página 23
Livros e lançamentos comentados a partir do repertório masculino e cultural da época.
Esporte — página 27
Expectativas europeias para a Copa do Mundo do México, que estava no centro das atenções naquele mês.
Insiders — página 36
Notas de viagem, gastronomia e lugares em Belo Horizonte, Brasília e Paris.
Poder e Fama — Humberto Saade
Na página 41, a revista entrevista Humberto Saade, empresário associado à Dijon.
A matéria percorre sua trajetória empresarial, da origem como comerciante aos negócios internacionais, e ganha interesse adicional justamente pela presença de Monique Evans na capa. A ligação dela com a Dijon cria uma espécie de diálogo interno entre a estrela visual e uma das grandes matérias do número.
Michel Platini — página 108
A edição traz 20 perguntas com Michel Platini, então um dos grandes nomes do futebol internacional.
A escolha dificilmente poderia ser mais contemporânea: a revista circulava durante a Copa do Mundo de 1986, disputada no México, colocando um dos principais jogadores da seleção francesa diretamente dentro do conteúdo editorial.
Reportagem — página 56
A publicação apresenta a matéria intitulada O Dia em que Sarney Derrubou a Inflação, dedicada aos bastidores do pacote econômico que dominava o noticiário brasileiro naquele período.
Hoje, independentemente da leitura econômica posterior, a matéria é especialmente interessante como documento de imprensa: permite observar como aquele momento estava sendo apresentado ao público enquanto ainda acontecia.
Ensaio — Hemingway em Cuba, Segundo García Márquez
Na página 68, Gabriel García Márquez conduz o leitor pelo universo cubano de Ernest Hemingway.
A presença conjunta de dois nomes dessa dimensão literária mostra uma característica importante da Playboy brasileira daquele período: a revista podia colocar uma grande modelo na capa e, poucas dezenas de páginas depois, oferecer literatura e jornalismo cultural de alto nível.
Outros Conteúdos
Sucesso — página 154
Herbert Steinberg, Pepê e Sérgio Molina aparecem em relatos ligados a trajetórias profissionais.
Click — página 158
Flagrantes e registros de Chico Buarque, Eunice Marques e outras personalidades.
Mulheres — página 30
Texto sobre a participação feminina na Constituinte, assinado por Ruth Escobar.
Homens — página 35
Reflexões sobre relações e comportamento.
Moda — página 100
Cardigãs e peças pensadas tanto para o trabalho quanto para o fim de semana.
Carro — página 104
Destaque para esportivos japoneses, numa fase em que tecnologia e desempenho vindos do Japão ganhavam forte prestígio.
Em Cena — página 153
A Honda CBX 750F surge como símbolo de velocidade e desejo mecânico da década.
Importância Histórica e Cultural
A Nº 131 é particularmente interessante porque reúne vários assuntos que ajudam a reconstruir o imaginário brasileiro de meados de 1986.
O futebol aparece com Michel Platini e a Copa do México. O noticiário econômico entra diretamente na capa. A moda brasileira surge por meio de Monique Evans e Humberto Saade. O cinema e a televisão internacionais aparecem com referências a Miami Vice, enquanto a literatura ganha peso com Gabriel García Márquez e Ernest Hemingway.
É justamente essa mistura que transforma a Playboy daquele período em algo maior do que uma revista de ensaios: suas páginas funcionam hoje como uma cápsula de comportamento, consumo, publicidade e cultura.
Curiosidades da Edição
1. A capa marca a segunda participação de Monique Evans como estrela principal da Playboy brasileira, apenas onze meses depois de sua primeira capa.
2. Christine Richters havia sido a Playmate americana de maio de 1986, e o ensaio chegou ao Brasil já na edição seguinte, mantendo o material internacional muito próximo de sua publicação original.
3. Monique Evans e Humberto Saade dividem o mesmo número em papéis diferentes: ela na capa e ele na principal entrevista empresarial, criando uma ligação direta com a história da Dijon e da moda brasileira daquela década.
Valor para Coleção
- Segunda capa de Monique Evans na Playboy brasileira.
- Pôster original de Christine Richters presente e em excelente estado.
- Miolo em ótimo estado de conservação, com amarelamento muito discreto.
- Entrevista com Humberto Saade.
- Participação de Michel Platini durante o período da Copa de 1986.
- Texto envolvendo Gabriel García Márquez e Ernest Hemingway.
- Forte registro de moda, publicidade, comportamento, automóveis e cultura pop dos anos 1980.
- Exemplar regular de banca com excelente integridade editorial.
Usos e Benefícios
- Excelente peça para uma coleção cronológica da Playboy brasileira.
- Interesse específico para colecionadores de Monique Evans.
- Relevante para acervos dedicados às Playmates internacionais e a Christine Richters.
- Material de pesquisa sobre moda, televisão, publicidade e comportamento nos anos 1980.
- Fonte visual para estudos de design editorial e linguagem gráfica da Editora Abril.
- Documento de época sobre futebol, economia, automóveis, consumo e cultura popular.
Por que Adquirir Este Exemplar?
Porque a Nº 131 reúne três qualidades difíceis de separar quando se coleciona Playboy: uma capa historicamente associada aos anos 1980, conteúdo editorial que ultrapassa o ensaio principal e uma condição interna muito superior ao que normalmente se encontra em revistas dessa idade.
O pôster de Christine Richters permanece presente, o miolo conserva excelente aparência e os sinais do tempo estão concentrados sobretudo na parte externa, sem comprometer a leitura ou a integridade do conjunto.
E existe ainda um elemento que só este número consegue reunir dessa maneira: Monique Evans retornando à capa, Humberto Saade falando de negócios, Michel Platini vivendo o clima da Copa e García Márquez conduzindo o leitor até Hemingway. É exatamente esse encontro improvável de glamour, jornalismo e memória que dá personalidade à edição.
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