Playboy Nº 111 | Outubro/1984 | Betty Faria | Pôster Yolanda Egger | Ótimo Estado
R$139,90
Um retrato vibrante dos anos 80, reunindo televisão, política, comportamento e cultura pop em um exemplar muito bem preservado para coleção.
Em plena exibição de Partido Alto, a Playboy colocou em sua capa uma atriz que já carregava uma das trajetórias mais fortes da televisão brasileira. Betty Faria chegava às bancas vivendo Jussara, personagem ligada ao samba, ao subúrbio carioca e à energia popular que marcou a novela. Por dentro, a edição ainda reúne Renato Aragão, Vera Mossa, Norman Mailer, Muhammad Ali, Roberta Close, um completo guia de bebidas e a presença internacional da suíça Yolanda Egger.
Estado Geral de Conservação: ÓTIMO
- CAPA: Muito bem preservada, mantendo cores fortes, boa apresentação e excelente integridade visual. Apresenta leves vincos e discretas marcas de manuseio na superfície, especialmente perceptíveis nas áreas escuras da fotografia. Há pequenos sinais de atrito nas extremidades e quinas, sem perdas relevantes de material ou rasgos.
- CONTRACAPA: Em ótimo estado, firme e completa. Apresenta somente leves manchas e tonalizações do tempo, mais perceptíveis nas áreas claras, além de discretíssimos sinais naturais de manuseio.
- LOMBADA: Firme, íntegra e em ótimo estado de conservação. Observa-se apenas leve desgaste por atrito nas extremidades superior e inferior e discreta tonalização natural junto à dobra. Os pontos de grampeamento permanecem funcionais.
- PÔSTER: Não se aplica como suplemento avulso destacado nesta edição. O material de Yolanda Egger integra a seção editorial A Suíça Tropical.
- MIOLO: Íntegro, firme e muito bem conservado. Apresenta discreto amarelamento na primeira e na última folha, além de leve tonalização concentrada nas bordas de algumas páginas internas. Textos, fotografias e anúncios permanecem muito bem apresentados.
- OBSERVAÇÃO: Exemplar com mais de quatro décadas que conserva excelente apresentação geral. As marcas encontradas são predominantemente superficiais e compatíveis com manuseio cuidadoso e envelhecimento natural do papel.
Se Jussara colocou o samba de Partido Alto no centro da televisão em 1984, Betty Faria ainda dá a esta edição o ritmo certo para entrar numa coleção bem escolhida.
Mais informações na descrição do item abaixo
Informações Rápidas
- Publicação: Playboy Brasil
- Tipo de edição: Regular de banca
- Número: 111
- Ano editorial: Ano 10
- Data: Outubro de 1984
- Quantidade de páginas: 170, incluindo a contracapa
- Editora: Editora Abril
- Preço original de capa: Cr$ 4.500
- Modelo da capa: Betty Faria
- Fotografia da capa: Antônio Guerreiro
- Produção: Denny Jó
- Destaque internacional: Yolanda Egger
- Matéria de Yolanda Egger: A Suíça Tropical — página 79
Modelo em Destaque — BETTY FARIA
A Tentação de Partido Alto
Elizabeth Maria Silva de Faria, artisticamente conhecida como Betty Faria, nasceu no Rio de Janeiro em 8 de maio de 1941. Antes de se tornar uma das grandes atrizes da televisão brasileira, construiu sólida formação como bailarina e passou profissionalmente pela dança, experiência que ajudaria a definir a expressividade corporal de muitos de seus personagens.
Quando esta Playboy circulou, em outubro de 1984, Betty tinha 43 anos e vivia um momento especialmente favorável de sua carreira.
A novela Partido Alto, exibida naquele mesmo ano, colocava a atriz no papel de Jussara, manicure, sambista e mulher profundamente ligada ao universo carnavalesco da fictícia Acadêmicos do Encantado.
Para construir a personagem, Betty mergulhou no ambiente do samba e frequentou ensaios da Estação Primeira de Mangueira, trabalhando inclusive movimentos e comportamento de porta-bandeira. A preparação ajudou a dar autenticidade a uma personagem popular, sensual e inteiramente conectada ao Rio de Janeiro daquele período.
A escolha de Betty para a capa não aconteceu, portanto, por acaso.
A própria chamada da Playboy a apresentava como a maior tentação de Partido Alto, transformando a revista em uma extensão direta do fenômeno televisivo que estava no ar.
De Bailarina a Estrela Nacional
Betty começou profissionalmente pela dança, depois passou pela televisão e gradualmente conquistou espaço como atriz.
Ao longo dos anos 1970 já havia acumulado trabalhos marcantes no cinema e na televisão, incluindo A Estrela Sobe, Pecado Capital, Bye Bye Brasil e Água Viva.
Quando chegou à nº 111 da Playboy, ela já não precisava provar que era uma estrela.
Seu interesse editorial vinha justamente do contrário: Betty era uma personalidade consolidada vivendo outra personagem de enorme exposição nacional.
A edição de outubro de 1984 marcou ainda sua segunda capa da Playboy brasileira, depois de uma participação anterior em 1978. UOL Splash
Uma Carreira que Atravessou Gerações
Depois desta edição ainda viriam personagens que ampliariam ainda mais sua presença na cultura brasileira.
Entre elas, nenhuma se tornaria tão emblemática quanto a protagonista de Tieta, em 1989.
Sua carreira continuou atravessando televisão, cinema e teatro por décadas, consolidando Betty Faria como uma intérprete associada especialmente a personagens femininas fortes, populares e independentes.
Mesmo décadas depois desta Playboy, Betty segue profissionalmente ativa no audiovisual, preservando uma trajetória que começou na dança e ultrapassou seis décadas de trabalho artístico. AdoroCinema
Destaque Fotográfico Principal — BETTY FARIA
A fotografia de capa é assinada por Antônio Guerreiro.
Betty surge em uma composição frontal, sorridente, usando vermelho contra um fundo azul intenso.
A combinação do vermelho do figurino com o gigantesco logotipo amarelo da Playboy cria uma capa de enorme força cromática.
É uma imagem menos teatral e mais direta: Betty olha para o leitor com uma expressão aberta, segura e claramente construída em torno da personalidade que a revista desejava vender naquele mês.
O resultado é uma capa que envelheceu muito bem visualmente e conserva imediatamente a identidade gráfica da Playboy brasileira da metade dos anos 1980.
Playmate e Destaque Internacional — YOLANDA EGGER
A suíça aparece nesta edição na matéria A Suíça Tropical, a partir da página 79.
Seu nome de nascimento e grafia mais recorrente internacionalmente é Jolanda Egger, embora também tenha sido creditada como Yolanda Egger.
Ela nasceu em 8 de janeiro de 1960, em Lucerna, Suíça, e tinha 24 anos quando esta Playboy brasileira chegou às bancas.
Um detalhe importante merece correção histórica: embora alguns registros a apresentem simplesmente como Miss Suíça, sua trajetória de concursos inclui a condição de vice-Miss Suíça em 1980, quando representou seu país no concurso Miss International, em Tóquio.
Posteriormente ganhou projeção como modelo e atriz e foi escolhida Playmate of the Month em junho de 1983. Wikipedia
Em 1984, exatamente o ano desta edição brasileira, Yolanda vivia uma fase de forte exposição internacional e também participou do cinema europeu.
A Playboy brasileira trabalhou sua imagem justamente pelo contraste sugerido no título A Suíça Tropical: uma mulher nascida em Lucerna que visualmente parecia, aos olhos da revista, ter sido moldada mais por praias e sol do que pela paisagem alpina.
Mais tarde, sua biografia tomaria uma direção curiosa: além de modelo e atriz, Yolanda se envolveria seriamente com o automobilismo, chegando a competir em categorias de velocidade. Der Texter
Entrevista — RENATO ARAGÃO
Na página 29, Renato Aragão aparece em uma entrevista que extrapola seu personagem televisivo.
A Playboy anuncia uma conversa sobre Os Trapalhões, bastidores da televisão, cinema e política, incluindo sua vontade de escolher o próximo presidente.
É um conteúdo especialmente interessante quando colocado em 1984, ano em que o Brasil ainda vivia os últimos capítulos do regime militar e acompanhava intensamente a discussão sobre a sucessão presidencial.
A presença de Renato Aragão mostra como a Playboy conseguia partir de uma personalidade associada ao humor familiar para chegar também ao debate político e à indústria televisiva.
20 Perguntas — VERA MOSSA
Na página 116, Vera Mossa participa da tradicional seção 20 Perguntas.
A revista a apresenta como musa e símbolo sexual ligado à Seleção Brasileira de Vôlei, esporte que vivia um extraordinário crescimento de popularidade no Brasil durante os anos 1980.
A pauta aproxima celebridade, esporte e comportamento, uma combinação recorrente na linguagem editorial da Playboy daquele período.
Flats e Apart-Hotéis — Página 50
A reportagem investiga como viviam solteiros e divorciados que buscavam independência e liberdade dentro dos modernos flats e apart-hotéis.
Hoje, o material funciona como um curioso documento de comportamento urbano.
O texto registra a transformação das formas de morar, os novos hábitos afetivos e um estilo de vida associado a profissionais independentes nas grandes cidades.
Norman Mailer na URSS — Página 62
Na página 62, um dos grandes nomes da literatura americana do século XX aparece em uma reportagem relacionada à União Soviética.
Norman Mailer apresenta suas impressões sobre o país em plena Guerra Fria.
Décadas depois, o conteúdo ganha outra dimensão: é o olhar de um escritor americano sobre um Estado que desapareceria poucos anos mais tarde.
Uma Questão de Estilo — MIGUEL PAIVA
Na página 66, Miguel Paiva brinca com a ideia de que determinados penteados poderiam esconder mensagens.
É o tipo de humor gráfico e comportamental que ajudava a equilibrar as páginas de entrevistas, ensaios e grandes reportagens.
Por Debaixo da Toga — Página 76
A seção Memória traz um trecho do diário da ex-juíza Cristina Nogueira.
A chamada editorial destaca suas experiências em uma maratona de aventuras em Nova York.
Trata-se de mais uma amostra da variedade editorial desta edição, alternando cultura, comportamento, memórias pessoais e relatos provocativos.
Muhammad Ali Depois do Título — Página 102
Na página 102, a revista volta os olhos para Muhammad Ali.
O artigo aborda sua vida fora dos ringues e suas conversas com personagens tão distintos quanto o papa e Idi Amin.
Ali já era, naquele momento, muito mais que um ex-campeão de boxe.
Sua personalidade, sua militância e sua capacidade de transformar entrevistas em acontecimentos haviam feito dele uma das figuras públicas mais fascinantes do século XX.
A Sósia e a Rival — ROBERTA CLOSE
Na página 107, a Playboy explora um dos assuntos mais comentados daquele período.
A chamada de capa anuncia:
Roberta Close: a sósia e a rival.
A matéria apresenta Suzanna como sósia de Roberta Close e Telma como sua rival.
O conteúdo registra diretamente o enorme espaço que Roberta Close havia conquistado na imprensa brasileira em 1984, tornando-se uma das personalidades mais comentadas daquele momento.
Troca-se o Tempo — Página 90
A seção de ficção apresenta a história de uma jovem que teria apenas uma hora para amar.
É um exemplo de uma característica que hoje valoriza muito essas revistas como documentos editoriais: a Playboy não era construída apenas em torno de fotografias e celebridades.
Contos, crônicas, ficção e literatura ocupavam espaço permanente em sua identidade.
Mineirinho — Página 89
Mineirinho chega desta vez ao Paraná, em uma aventura ambientada entre plantações de soja.
A mudança constante de cenário fazia parte do humor da seção e ajudava a transformar o personagem em uma espécie de viajante pelo Brasil.
F&M — Página 105
A seção F&M mergulha no universo das danceterias.
É um tema particularmente representativo da primeira metade dos anos 1980, quando a cultura noturna, a música eletrônica, o visual new wave e as casas de dança ocupavam espaço crescente no comportamento urbano.
O Analista de Bagé — Página 115
O personagem criado por Luís Fernando Verissimo retorna em mais um episódio.
O humor do Analista de Bagé combinava psicanálise, linguagem regional, comportamento e situações absurdas, tornando-se um dos personagens literários mais populares associados à revista naquele período.
Guia de Bebida — Página 141
O grande especial da edição começa na página 141.
O Guia de Bebida aborda a arte de beber, tradições do bar e receitas de drinques.
Hoje, essas páginas também funcionam como um excelente documento da cultura de consumo dos anos 1980, preservando modos de servir, marcas, ingredientes, copos, hábitos e referências daquele período.
Índice ou Sumário da Edição
Entrevistas
- Página 29 — Renato Aragão: Os Trapalhões, televisão, cinema e política.
- Página 116 — Vera Mossa: 20 Perguntas com a musa ligada à Seleção Brasileira de Vôlei.
Reportagens
- Página 50 — Flats e Apart-Hotéis: Novas formas de morar para solteiros e descasados.
- Página 62 — Norman Mailer na URSS: Impressões do escritor americano sobre a União Soviética.
Mulher
- Página 54 — Kátia: A modelo paulista em uma produção que a revista apresenta como reveladora.
- Página 68 — Betty Faria: O ensaio da estrela de Partido Alto.
- Página 79 — A Suíça Tropical: Yolanda Egger.
Memória
- Página 76 — Por Debaixo da Toga: Trechos do diário da ex-juíza Cristina Nogueira.
Ficção
- Página 90 — Troca-se o Tempo: História de uma jovem que dispõe de apenas uma hora para amar.
Artigo
- Página 102 — Ali, Depois do Título: Muhammad Ali fora dos ringues.
Surpresa
- Página 107 — A Sósia e a Rival: Suzanna e Telma em uma pauta ligada à repercussão de Roberta Close.
Humor e Comportamento
- Página 66 — Uma Questão de Estilo: Miguel Paiva.
- Página 89 — Mineirinho
- Página 105 — F&M: O universo das danceterias.
- Página 115 — O Analista de Bagé
Especial
- Página 141 — Guia de Bebida: Tradição, cultura de bar e receitas de drinques.
Seções
- Página 3 — Entre Nós
- Página 8 — Caro Playboy
- Página 15 — Doce Vida
- Página 88 — As Coelhinhas: Tamara Taxman, Monique Evans, Suzane Carvalho e outras convidadas.
- Página 168 — Piadas
Uma Edição no Coração de 1984
Poucos anos condensam tão bem as transformações brasileiras quanto 1984.
A televisão vivia um momento de extraordinária força cultural.
A campanha das Diretas Já havia mobilizado o país.
A sucessão presidencial dominava conversas.
Os Jogos Olímpicos de Los Angeles haviam colocado o esporte em evidência.
Roberta Close transformava padrões de celebridade e comportamento.
E a Playboy absorvia tudo isso na mesma edição em que estampava uma das grandes estrelas das novelas.
É justamente essa combinação que dá à nº 111 valor documental.
Publicidade Como Documento de Época
A contracapa preserva uma bela campanha esportiva da Adidas, ligada ao conceito Spirit of the Games e aos Jogos Olímpicos de Los Angeles.
A fotografia, a tipografia e o grafismo colorido transportam imediatamente para o design comercial dos anos 1980.
Além de completar visualmente o exemplar, a propaganda acrescenta uma camada de interesse para colecionadores de publicidade, esporte e cultura gráfica.
Curiosidades da Edição
1. Betty Faria estava no ar em Partido Alto quando a revista chegou às bancas
A personagem Jussara não era uma lembrança de novela antiga: fazia parte da programação daquele exato momento, dando à capa um vínculo direto com o cotidiano televisivo de outubro de 1984.
2. Era a segunda capa de Betty Faria na Playboy brasileira
Sua volta demonstrava que a atriz continuava exercendo enorme força editorial e comercial anos depois da primeira participação.
3. Yolanda Egger tinha uma trajetória muito além da fotografia
Modelo, atriz e ex-participante de concursos de beleza, ela posteriormente ingressaria no automobilismo, um desdobramento bastante incomum entre as modelos associadas à Playboy.
4. O índice mistura Renato Aragão, Norman Mailer e Muhammad Ali
Poucas combinações resumem tão bem a amplitude editorial que a Playboy brasileira buscava naquele período.
Valor para Coleção
- Betty Faria em plena fase de Partido Alto
- Segunda capa da atriz na Playboy brasileira
- Fotografia de capa de Antônio Guerreiro
- Presença de Yolanda Egger
- Entrevista com Renato Aragão
- Vera Mossa em 20 Perguntas
- Reportagem de Norman Mailer ligada à União Soviética
- Artigo sobre Muhammad Ali
- Matéria ligada ao fenômeno Roberta Close
- Humor com Miguel Paiva e O Analista de Bagé
- Especial Guia de Bebida
- Publicidade esportiva da Adidas
- Exemplar em ótimo estado de conservação
- Miolo íntegro e com apenas discreto amarelamento marginal
Usos e Benefícios
- Coleção cronológica da Playboy brasileira
- Acervo dedicado a Betty Faria
- Pesquisa sobre Partido Alto e televisão brasileira
- Coleção de modelos e Playmates internacionais
- Pesquisa de cultura e comportamento dos anos 1980
- Colecionismo de fotografia editorial brasileira
- Pesquisa de publicidade de época
- Estudo da transformação política e social do Brasil em 1984
- Acervos relacionados à história da imprensa e cultura pop nacional
Por que Adquirir Este Exemplar?
A nº 111 captura Betty Faria no momento exato em que Partido Alto ocupava as noites da televisão brasileira.
Isso por si só já lhe dá uma identidade muito específica.
Mas a edição vai além: reúne Yolanda Egger, Renato Aragão, Vera Mossa, Norman Mailer, Muhammad Ali, a repercussão em torno de Roberta Close e um amplo guia de bebidas, preservando um panorama surpreendentemente variado da cultura de 1984.
Fisicamente, este exemplar acompanha muito bem a força de seu conteúdo: capa, lombada e contracapa permanecem em ótimo estado, enquanto o miolo se conserva firme e íntegro, apresentando apenas discretas marcas naturais da passagem do tempo.
É uma Playboy para quem procura não apenas uma capa de grande atriz, mas um número que guarda dentro de suas páginas televisão, comportamento, política, esporte e memória gráfica de uma época inteira.
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