Playboy Nº 178 | Maio/1990 | Lucimar Viana | Pôster de Débora Driggs Presente | Exemplar de Assinante
R$24,90
Uma edição que captura o Brasil às vésperas da Copa de 1990, reunindo um caso que dominou o noticiário, Tom Cruise, Taffarel e um pôster preservado.
Poucas capas poderiam condensar melhor o espírito daquele maio de 1990. A Playboy colocou Lucimar Viana no centro de uma história que já havia extrapolado as colunas sociais e policiais, enquanto preparava o leitor para a Copa da Itália, entrevistava Tom Cruise e ainda abria espaço para a então jovem americana Deborah Driggs. O resultado é um número em que glamour, comportamento, futebol e cultura pop dividem a mesma fotografia de época — exatamente o tipo de combinação que ganha interesse quando preservada décadas depois.
Estado Geral de Conservação: MUITO BOM
- CAPA: muito bem preservada, mantendo cores, fotografia e chamadas com excelente apresentação. Apresenta leves e discretos sinais de desgaste junto à extremidade superior e uma pequena perda pontual da camada superficial impressa na região inferior, sobre a altura da coxa da modelo, deixando um pequeno ponto branco visível. Não há comprometimento da imagem como um todo.
- CONTRACAPA: muito bem conservada, com alguns sinais superficiais de uso e manuseio. Apresenta pequeno dano localizado na extremidade superior direita, sem prejuízo estrutural.
- LOMBADA: firme, alinhada e em muito bom estado. Há pequeno descolamento superficial do papel imediatamente acima da inscrição Maio 90, sem abertura da encadernação ou comprometimento da firmeza do exemplar.
- PÔSTER: presente e em excelente estado de conservação, importante diferencial desta unidade.
- MIOLO: íntegro, firme e em muito bom estado de conservação, sem indicação de páginas faltantes ou recortadas. Algumas folhas apresentam pontos de amarelecimento decorrentes do envelhecimento natural do papel, sem ocorrência uniforme por todo o exemplar.
- OBSERVAÇÃO: exemplar de assinante, com estrutura muito bem preservada. Os pequenos danos externos são localizados e não comprometem a integridade da revista; o pôster permanece em condição especialmente favorável.
Lucimar chegou à capa por uma história que o Rio inteiro conhecia; mais de três décadas depois, encontrar a Nº 178 com estrutura firme e o pôster ainda preservado é outro capítulo dessa história.
Veja mais informações na descrição abaixo.
Informações Rápidas
- Publicação: Playboy Brasil
- Tipo de edição: Exemplar de Assinante
- Número da edição: 178
- Ano / Data: Maio de 1990
- Quantidade de páginas: 150 páginas
- Editora: Editora Abril
- Preço de capa da época: Cr$ 230,00
- Modelo de capa: Lucimar Viana
- Fotógrafo da capa: Paulo Vainer
- Pôster: presente e em excelente estado de conservação
- Estado geral: MUITO BOM
Modelo em Destaque — Lucimar Viana
Lucimar Viana é um daqueles casos em que compreender uma capa da Playboy exige compreender primeiro a notícia que existia antes dela. Em maio de 1990, sua força editorial não vinha de uma carreira convencional como atriz ou modelo consagrada: vinha de uma história pessoal que havia alcançado enorme repercussão no Rio de Janeiro.
A própria Playboy não esconde esse ponto. No índice, chama o ensaio de Lucimar, a Viúva Que Seduziu o Rio, enquanto a capa a apresenta como a viúva milionária que seduziu o Rio. O ensaio começa na página 44 e é tratado como uma das grandes atrações do número.
Lucimar havia se tornado personagem de grande exposição pública em torno de seu casamento com o milionário Alberto Viana, relação que alimentou intensa cobertura da imprensa. O interesse em torno de sua figura misturava beleza, diferença de idade, patrimônio, vida social e viuvez — combinação praticamente feita sob medida para a imprensa brasileira daquele período.
Quando a Playboy a colocou na capa, portanto, não estava simplesmente apresentando uma nova modelo. Estava apropriando-se editorialmente de uma personagem que o público já reconhecia das notícias e transformando aquela curiosidade em um ensaio cuidadosamente produzido.
A fotografia da capa ficou a cargo de Paulo Vainer. Os créditos impressos registram ainda Luis Camargo na produção de moda e Marco Antonio de Biaggi em cabelo e maquiagem. Essa equipe ajuda a explicar a construção visual da capa: em vez de recorrer a uma composição excessivamente elaborada, a revista concentra o olhar em Lucimar e no vestido dourado, cercando-a de chamadas que contam ao leitor por que aquela mulher estava ali.
Há algo especialmente revelador nessa escolha editorial. A Playboy brasileira frequentemente transformava personagens do noticiário em documentos visuais de seu momento. Atrizes e modelos dividiam espaço com mulheres cuja notoriedade havia surgido de acontecimentos sociais específicos. Lucimar pertence claramente a essa segunda categoria.
Isso também exige cuidado ao reconstruir sua biografia. Apesar da enorme exposição que recebeu naquele período, dados biográficos básicos de Lucimar Viana hoje aparecem de maneira fragmentada e pouco documentada em fontes acessíveis. Não é seguro estabelecer data e cidade exatas de nascimento ou sua idade em maio de 1990 sem documentação consistente. Para um anúncio de colecionador, é preferível preservar essa lacuna a transformar versões repetidas pela internet em fatos.
O que permanece indiscutível é o valor documental da própria Nº 178: ela registra Lucimar no exato período em que sua história tinha força suficiente para justificar uma capa nacional. Para quem coleciona Playboy não apenas pelas personalidades consagradas, mas também pelas figuras que sintetizaram episódios específicos da cultura brasileira, essa característica torna a edição particularmente interessante.
Ensaio Principal — Lucimar, a Viúva Que Seduziu o Rio
A partir da página 44, a revista transforma a história pública de Lucimar em narrativa fotográfica. O próprio índice apresenta o ensaio como o encontro de Lucimar Viana com uma publicação que acompanhava de perto os personagens que despertavam a curiosidade nacional.
A produção de Paulo Vainer insere a personagem dentro do sofisticado padrão fotográfico da Playboy do início dos anos 1990. É justamente essa passagem do noticiário para a fotografia editorial que dá ao ensaio sua identidade histórica.
Para o colecionador, a importância está menos em uma biografia posterior de Lucimar e mais na precisão do momento: esta é a Playboy registrando uma personagem enquanto ela ainda era assunto, e não realizando décadas depois um exercício de nostalgia.
Playmate — Deborah Driggs
A seção Procura-se um Amor, iniciada na página 58, apresenta Deborah Driggs, americana nascida em 13 de dezembro de 1963, em Oakland, Califórnia. Ela havia sido escolhida Playmate of the Month da edição americana de março de 1990, tornando sua presença na Playboy brasileira praticamente contemporânea à publicação original.
Aqui existe uma curiosidade importante em relação ao texto brasileiro. A Playboy a apresenta como uma americana de 22 anos, mas a data de nascimento registrada para Driggs é dezembro de 1963; portanto, em maio de 1990 ela tinha 26 anos. A divergência faz parte da própria adaptação editorial brasileira da época e é uma curiosidade interessante do exemplar, em vez de um dado a ser silenciosamente reproduzido como correto.
Antes da Playboy, Deborah havia se dedicado à patinação artística e posteriormente à dança. Depois do ensino médio, integrou uma equipe de cheerleaders ligada à USFL e trabalhou com uma companhia profissional de dança que excursionou pelo Japão. De volta a Los Angeles, seguiu para a carreira de modelo, percurso que acabaria levando à Playboy.
Seu ensaio americano foi fotografado por Richard Fegley, e Deborah não ficou restrita à aparição como Playmate. Também participou de produções em vídeo da Playboy e posteriormente acumulou trabalhos como atriz e autora.
Outra conexão interessante com aquele exato momento aparece fora das páginas brasileiras: em maio de 1990, uma publicação especializada já comentava um lançamento em vídeo da Playboy que reunia Deborah Driggs e Karen Foster, mostrando como a modelo estava efetivamente em circulação no universo editorial da marca quando esta Nº 178 chegou aos leitores brasileiros.
Anos depois, Deborah também se tornaria conhecida por seu casamento com o ginasta olímpico Mitch Gaylord, com quem teve três filhos, e por trabalhos em outras áreas do entretenimento e da escrita.
O Ensaio da Playmate — Procura-se um Amor
A Playboy brasileira escolheu uma abordagem narrativa bastante típica da época. Em vez de simplesmente reproduzir o título americano de Playmate, transformou o ensaio em uma pequena história romântica: Procura-se um Amor.
O texto editorial descreve Deborah como alguém que havia encerrado um relacionamento às vésperas do Dia dos Namorados do ano anterior e ainda esperava encontrar um novo companheiro. A motocicleta aparece como elemento da fantasia romântica e também da construção visual do ensaio.
O resultado é interessante como exemplo de localização editorial: uma Playmate americana ganhava no Brasil texto, título e contexto pensados para conversar diretamente com o leitor nacional.
Ensaio — Margaux Hemingway
Na página 122, Em Ritmo de Aventura traz Margaux Hemingway, modelo e atriz americana e neta do escritor Ernest Hemingway.
Sua presença acrescenta uma dimensão particularmente forte à edição. Margaux já carregava uma história própria dentro da moda e do cinema e, ao mesmo tempo, um sobrenome de enorme peso cultural. A Playboy explora justamente essa combinação entre celebridade, linhagem e imagem.
Especial — As Garotas da Rússia
A partir da página 76, a revista aproveita o enorme interesse ocidental pela abertura política e cultural da União Soviética no período da perestroika para apresentar 18 modelos russas.
Vista hoje, a chamada é quase uma peça arqueológica da imprensa de 1990. O fascínio pelo que acontecia do outro lado da Cortina de Ferro permeava jornais, televisão e revistas, e a Playboy transformava aquela transformação geopolítica em conteúdo editorial.
Índice ou Sumário da Edição
- Panteras, Gatas & Coelhinhas — pág. 14: especial dedicado às participantes do universo promocional e visual da Playboy.
- Mulheres — pág. 20: pauta relacionando futebol, comportamento e as companheiras de jogadores brasileiros.
- Lucimar, a Viúva Que Seduziu o Rio — pág. 44: principal ensaio e origem da capa.
- Procura-se um Amor — pág. 58: ensaio de Deborah Driggs.
- As Garotas da Rússia — pág. 76: especial com 18 modelos no contexto da perestroika.
- Em Ritmo de Aventura — pág. 122: ensaio com Margaux Hemingway.
- Mineirinho Ataca Outra Vez — pág. 65: humor.
- As Piadas de Playboy — pág. 140: tradicional seção da revista.
- O Homem na Cozinha — pág. 18: gastronomia.
- Nossos Melhores Vinhos Tintos — pág. 52: painel de degustação dedicado à produção brasileira.
- O Cruzeiro mais Gostoso do Mundo — pág. 66: viagem pelo Caribe.
- A Incontrolável Moto na Neve — pág. 70: esportes e aventura.
- Os Machos Sempre Querem Mais — pág. 56: comportamento apresentado sob o argumento científico que também ganhou chamada de capa.
- Quanto Vale seu Sonho — pág. 141: colecionismo e investimento em livros raros.
- Guia Playboy de Moda — Inverno — pág. 85: grande especial de moda masculina com 31 páginas, um bom exemplo de como a revista buscava funcionar também como guia de estilo.
Entrevista — Tom Cruise
A partir da página 31, a grande entrevista é com Tom Cruise. A chamada do índice o apresenta como astro de Nascido em 4 de Julho, filme de Oliver Stone lançado pouco antes e que havia levado sua carreira para uma fase de maior peso dramático.
Esse contexto faz diferença. A Playboy não entrevistava retrospectivamente um ator já consagrado por décadas de carreira; conversava com Cruise quando ele atravessava uma transformação importante de imagem, deixando de ser apenas um dos grandes jovens astros comerciais de Hollywood para buscar reconhecimento dramático.
Para uma edição brasileira de 1990, é um conteúdo de cultura pop internacional de primeira linha.
Perfil — Cláudio Taffarel
Na página 40, O Supergoleiro Taffarel coloca a seleção brasileira no centro da edição. Com a Copa do Mundo da Itália prestes a começar, a revista apresenta o goleiro como uma das grandes esperanças nacionais.
A capa reforça a pauta com uma chamada sobre sua velocidade de reação. Mais uma vez, a data é decisiva: trata-se de uma reportagem produzida antes daquele Mundial, quando as expectativas ainda estavam intactas.
10 Perguntas — Rosana
Na página 142, a cantora Rosana participa da seção de perguntas rápidas. A presença da intérprete registra outro pedaço muito reconhecível da cultura popular brasileira da virada da década, quando sua carreira vivia grande exposição.
Importância Histórica e Cultural
Maio de 1990 era um momento extraordinariamente carregado. O Brasil se preparava para a Copa do Mundo da Itália, a União Soviética atravessava as transformações da perestroika, Hollywood via Tom Cruise reposicionar sua carreira e o país vivia um período econômico e social turbulento.
A Nº 178 absorve tudo isso.
Taffarel representa a expectativa futebolística; Tom Cruise traz Hollywood; as modelos russas registram o fascínio provocado pela abertura soviética; Margaux Hemingway acrescenta moda e cultura internacional; Deborah Driggs representa a circulação global do próprio conteúdo Playboy; e Lucimar Viana coloca no centro da capa uma história que pertencia especificamente ao imaginário brasileiro daquele momento.
É essa simultaneidade que transforma uma revista antiga em documento de época.
Curiosidades da Edição
- Deborah Driggs aparece no Brasil apenas dois meses depois de ser a Playmate of the Month de março de 1990 na Playboy americana.
- O texto brasileiro atribui 22 anos a Deborah, enquanto sua data de nascimento documentada indica que ela tinha 26 anos naquele período — uma curiosa divergência editorial preservada na edição.
- A entrevista com Tom Cruise ocorre na fase de repercussão de Nascido em 4 de Julho, momento importante de sua transição para papéis dramáticos.
- O perfil de Taffarel foi publicado imediatamente antes da Copa da Itália, permitindo ler hoje as expectativas brasileiras antes de o torneio acontecer.
- O ensaio das 18 modelos russas registra visualmente o fascínio da imprensa ocidental pelas transformações da União Soviética no final da Guerra Fria.
Valor para Coleção
- Lucimar Viana em uma capa diretamente ligada a um episódio de grande repercussão social de seu período.
- Exemplar de assinante, interessante como variante de circulação.
- Pôster original presente e em excelente estado de conservação.
- Participação de Deborah Driggs, Playmate americana de março de 1990.
- Entrevista com Tom Cruise em momento importante de sua carreira.
- Conteúdo relacionado à Copa de 1990, com destaque para Taffarel.
- Presença de Margaux Hemingway e do especial dedicado às modelos russas.
- Miolo íntegro e muito bem preservado.
Usos e Benefícios
- Excelente para acervos cronológicos da Playboy Brasil.
- Interesse para coleções sobre anos 1990, fotografia editorial, cinema, futebol e cultura pop.
- Material relevante para pesquisa de publicidade, comportamento, moda masculina e design gráfico.
- Exemplar particularmente interessante pela preservação do pôster original e pela condição de assinante.
- Documento visual do Brasil e da cultura internacional imediatamente antes da Copa da Itália.
Por que Adquirir Este Exemplar?
A Nº 178 tem uma qualidade difícil de fabricar retrospectivamente: quase tudo nela pertence intensamente a maio de 1990. Lucimar era assunto no Rio, Tom Cruise atravessava uma virada de carreira, Taffarel carregava as expectativas para a Copa e a perestroika ainda despertava enorme curiosidade no Ocidente.
Este exemplar acrescenta a isso uma condição física bastante favorável. Há pequenos desgastes claramente identificados na capa, contracapa e lombada, além de amarelecimento localizado no miolo, mas a estrutura permanece muito bem conservada, as 150 páginas estão íntegras e o pôster continua presente em excelente estado.
É uma Playboy que preserva não apenas seus ensaios, mas um conjunto extraordinariamente reconhecível de personagens e assuntos de 1990 — exatamente o que dá profundidade a uma coleção organizada pela história da revista.
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