Playboy Nº 245 | Dezembro/1995 | Andréa Sorvetão – A Eterna Paquita | Pôster de Elaine Silveira | Exemplar de Assinante
R$34,90
A revista bateu na porta dela por quatro anos seguidos, desde o dia em que completou dezoito. Só na quinta tentativa ouviu sim.
Dezembro de 1995 fechou o ano mais barulhento da história recente da revista. Quatro meses antes, uma foto publicada na edição de vinte anos havia gerado a maior polêmica pública que a publicação já enfrentara no Brasil — e nesta edição a redação senta e faz o balanço do próprio escândalo, com todas as letras. No mesmo volume, Sônia Braga rodava a adaptação de Jorge Amado, Betty Lago dizia sem meias palavras que os homens tinham medo dela, e as maiores supermodelos do planeta ocupavam dez páginas. E, no centro de tudo, a loira que o país inteiro tinha visto crescer dançando ao lado da Rainha dos Baixinhos.
Estado Geral de Conservação: ÓTIMO
- CAPA: apresenta-se em ótimo estado de conservação, com excelente preservação da imagem, cores e chamadas. A superfície está muito limpa para a idade, praticamente sem vincos ou marcas relevantes de manuseio. Observam-se apenas discretíssimos sinais de atrito nas extremidades e quinas, sem rasgos, perdas de papel ou comprometimento visual.
- CONTRACAPA: ótimo estado de conservação, íntegra e bem preservada, apresentando somente alguns riscos superficiais e leves sinais naturais de manuseio, sem danos estruturais.
- LOMBADA: excepcionalmente bem preservada, firme, alinhada e com impressão integralmente legível. Não apresenta desgaste significativo ao longo de sua extensão. Há apenas pequeno sinal de atrito na extremidade inferior e algumas discretas manchas de envelhecimento na superfície, sem abertura, ruptura ou desprendimento.
- PÔSTER: presente e em excelente estado de conservação, íntegro e muito bem preservado.
- MIOLO: íntegro, completo e em ótimo estado de conservação, sem rasgos, recortes ou perdas aparentes. As páginas apresentam leve amarelamento natural decorrente da ação do tempo, uniforme e discreto, sem manchas intensas ou prejuízo à leitura e às imagens.
- OBSERVAÇÃO: exemplar com nível de preservação bastante elevado para uma revista de dezembro de 1995. Os poucos sinais observados são essencialmente decorrentes do envelhecimento natural e de manuseio muito moderado. A combinação entre capa muito limpa, lombada praticamente sem desgaste, pôster presente e miolo completo sustenta com segurança a classificação geral como ÓTIMO.
Ela passou a infância do Brasil inteiro dentro da televisão e escolheu dezembro de 1995 para sair dela. Este exemplar chegou pelo correio naquele mês, com o pôster ainda dobrado do jeito certo.
Veja mais informações na descrição abaixo.
Informações Rápidas
- Revista: Playboy — edição brasileira
- Tipo de edição: Exemplar de Assinante
- Número da edição: 245 — Ano XXI
- Ano/Data: Dezembro de 1995
- Quantidade de páginas: 206
- Editora: Editora Abril
- Preço de capa da época: R$ 5,00
Modelo em Destaque — Andréa Sorvetão
Andréa Maria da Silva Faria Antunes nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de agosto de 1973. Quando esta edição chegou aos assinantes, em dezembro de 1995, ela tinha 22 anos.
A carreira começou cedo — ainda criança, fazia comerciais de televisão. Em 1986, a agência em que trabalhava foi convocada para as gravações do Xou da Xuxa, e Andréa acabou incorporada ao grupo de assistentes de palco, tornando-se uma das Paquitas originais. Lá recebeu o apelido de Xiquita Sorvetão, que carrega como nome artístico até hoje.
Os anos seguintes a colocaram no centro do maior fenômeno infantil da televisão brasileira. Atuou no Xou da Xuxa e em Bobeou Dançou, gravou o álbum Paquitas (1989) e participou do filme Sonho de Verão. Em 1990 deixou o posto de assistente de palco para se tornar atriz em Os Trapalhões, na Globo, onde permaneceu cinco anos — até 1995, exatamente o ano desta edição.
E aqui está o dado que dá dimensão real à peça, contado por ela própria: a Playboy a procurou desde que ela completou 18 anos e insistiu por anos até obter o sim. Segundo seu relato, posar era considerado glamouroso na época, e a revista não desistiu. O ensaio saiu apenas em dezembro de 1995 — ou seja, esta edição é o resultado de aproximadamente quatro anos de insistência editorial. Andréa afirma publicamente não se arrepender, definindo o trabalho como parte daquele momento da carreira.
Três curiosidades relevantes.
- Primeira: em 1998, ela dividiu a apresentação do Xuxa Park com a própria Xuxa durante a licença-maternidade da apresentadora — a ex-Paquita substituindo a chefe.
- Segunda: voltou a posar, para a revista Sexy, em junho de 2002.
- Terceira, e a mais curiosa de todas: desde 2008 ela é empresária do ramo de festas infantis, à frente da Casa de Festas Sorvetão, no Rio de Janeiro — encerrando o círculo que começou num programa para crianças.
Andréa participou ainda de A Fazenda em 2014, ficando em sexto lugar, e de Power Couple em 2016, ao lado do marido, o cantor Conrado, com quem chegou à quarta colocação. Em 2022 candidatou-se a deputada federal pelo Rio de Janeiro.
Para o colecionador, esta capa documenta um ritual específico da década: a passagem de uma personalidade formada em programa infantil para a vida adulta pública, mediada pela Playboy. Andréa não foi a primeira Paquita a fazer isso, mas foi uma das poucas cujo processo de convencimento durou tanto tempo — e está registrado.
Ensaio Destaque — Andréa Faria
O ensaio ocupa a página 82 e a revista o anuncia com trocadilho direto sobre o apelido: “derreta-se com a ex-paquita Andréa Sorvetão”. Nas páginas internas, ela é creditada pelo nome de registro, Andréa Faria — detalhe editorial que sinaliza a intenção de apresentar a mulher adulta, e não a personagem infantil.
A direção visual acompanha essa lógica: fundo vermelho saturado, camisa de crepe entreaberta, iluminação quente e enquadramento sóbrio. Nada de referência ao universo que a tornou conhecida.
Ficha técnica registrada na edição: fotografia de Fábio Cabral; cabelo e maquiagem de Adam Mascigrande, do Trucco i Capelli, com produtos Sebastian; camisa de crepe chanel da G Confecções; colar e anel de Antonio Bernardo, um dos maiores nomes da joalheria brasileira; tecido vermelho da Tecelagem Lorena.
Pôster — Playmate – Elaine Silveira
O pôster desta edição pertence a Elaine Silveira, paulista, então com 18 anos, apresentada na página 112 pela revista como “a morena paulista que sabe o que quer”.
O contraste entre capa e pôster é o padrão da publicação naquele período: de um lado, um rosto que o país conhecia havia quase uma década; de outro, uma revelação sem trajetória midiática prévia. A fórmula permitia à revista vender reconhecimento e novidade no mesmo volume.
Registros biográficos detalhados sobre ela em fontes públicas são escassos, e este anúncio não preenche essa lacuna com suposição. O pôster deste exemplar está presente, dobrado nas marcas originais e em excelente estado.
Outros Ensaios
- Top models, página 180 — dez páginas com Cindy Crawford, Claudia Schiffer, Naomi Campbell e Stephanie Seymour. Material que registra o auge absoluto da era das supermodelos, quando esses nomes ditavam sozinhos a estética global de moda e publicidade.
- Presentes que ela jamais vai esquecer, página 142 — editorial de Natal em que a modelo se delicia com os mimos de fim de ano, produção sazonal típica das edições de dezembro.
Índice da Edição
- 7 — Entre Nós e 10 — Caro PLAYBOY: bastidores da redação e cartas dos leitores.
- 14 — Panteras, Gatas & Coelhinhas: a vitrine de novos rostos enviados por fotógrafos de todo o país.
- 19 — Mulheres: o que mais funciona como afrodisíaco?
- 22 — De Mulher para Homem: “I’m the best, fuck the rest”.
- 24 — Assessoria e 28 — Insiders.
- 39 — Entrevista: Betty Lago. Conversa franca com a top model e atriz da Globo sobre beijos nas novelas, fãs pirados e namorados mais jovens. A chamada de capa destaca a declaração de que os homens têm medo dela — franqueza incomum numa entrevista de revista masculina daquele período.
- 78 — O escândalo sexual do ano. A polêmica criada pela foto da depilação de Adriane Galisteu publicada na edição de 20 anos da Playboy, em agosto de 1995. É a própria revista fazendo o balanço do maior escândalo editorial que já protagonizara no Brasil, quatro meses depois do fato. Documento raro de autocrítica — ou de autopromoção — de um veículo de grande circulação.
- 82 — Andréa Faria: o ensaio de capa.
- 104 — Ficção: “A nossa semelhança com os deuses”, o conto vencedor do I Concurso PLAYBOY de Contos Eróticos, por Nei Leandro de Castro. Registro da primeira edição de um concurso literário que a revista promoveria por anos.
- 112 — Elaine Silveira: o ensaio e o pôster da edição.
- 122 — O guia da boa aparência: dez páginas de dicas para manter um visual impecável, incluindo cuidados com pele, barba e cabelo. Documento de comportamento sobre o momento em que o cuidado masculino com a aparência deixou de ser tabu no Brasil.
- 142 — Presentes que ela jamais vai esquecer: o editorial de Natal.
- 152 — Calor e emoção na selva: os bastidores do Camel Trophy 1995, na América Central, com duas equipes e quarenta participantes vivendo a aventura em Belize. O rali era, naquela década, o evento off-road mais cultuado do planeta.
- 160 — Roupa: smokings e summer jackets para as festas de fim de ano.
- 168 — Tieta: o que rolou por trás das câmeras no filme novo de Sônia Braga. Reportagem sobre a adaptação de Jorge Amado dirigida por Cacá Diegues, lançada em 1996 — a revista teve acesso exclusivo às filmagens.
- 180 — Top models: a nudez das maiores modelos do mundo.
- 194 — 20 Perguntas: Gil de Ferran, sobre o ambiente nem sempre familiar da Fórmula Indy. Publicada quando o brasileiro consolidava sua carreira na categoria mais popular do automobilismo americano.
- 198 — Click e 204 — As Piadas de PLAYBOY.
Importância Histórica e Cultural
Esta edição encerra 1995 fazendo o balanço do próprio ano da revista, e isso lhe dá um caráter quase documental.
A matéria da página 78 é o ponto central. A edição de 20 anos, publicada em agosto de 1995 com Adriane Galisteu, gerou uma polêmica nacional a partir de uma única imagem, e a redação dedicou espaço para dissecar o episódio na última edição do ano. É a revista escrevendo sobre si mesma num momento de exposição máxima — material indispensável para quem estuda a história editorial da publicação no Brasil.
Culturalmente, o volume registra três frentes distintas. A passagem de uma Paquita para a vida adulta pública, ritual repetido por várias integrantes do grupo ao longo da década e que diz muito sobre como a televisão brasileira tratava suas figuras femininas. O auge das supermodelos, com quatro dos maiores nomes mundiais em dez páginas. E a produção de Tieta, um dos maiores projetos do cinema brasileiro na retomada pós-Collor.
Como exemplar de assinante, esta peça pertence a uma tiragem distinta da de banca, com marcação própria de circulação restrita. E o preço de R$ 5,00 marca o primeiro ano e meio do Plano Real, antes dos reajustes que a revista aplicaria ao longo de 1996.
Curiosidades da Edição
- Segundo relato da própria Andréa Sorvetão, a revista a procurou desde que ela completou 18 anos e insistiu por anos até que aceitasse. O ensaio saiu apenas aos 22 — o que faz desta edição o desfecho de uma negociação de aproximadamente quatro anos.
- A revista dedicou uma reportagem inteira ao escândalo gerado por sua própria edição de 20 anos, quatro meses após o fato. Poucas publicações de grande circulação transformaram a própria polêmica em pauta com essa clareza.
- Andréa Sorvetão substituiria a própria Xuxa na apresentação do Xuxa Park em 1998, durante a licença-maternidade da apresentadora — três anos depois desta capa. E, desde 2008, mantém um buffet de festas infantis no Rio de Janeiro.
Valor para Coleção
- Apelo de capa por documentar a transição pública de uma das Paquitas originais do Xou da Xuxa, fenômeno televisivo que marcou uma geração inteira de brasileiros.
- Interesse editorial pela reportagem sobre o escândalo da edição de 20 anos, pela cobertura exclusiva das filmagens de Tieta e pelas dez páginas com as maiores supermodelos do mundo.
- Origem de circulação como exemplar de assinante, tiragem separada da de banca e progressivamente mais escassa.
Usos e Benefícios
- Excelente para acervos de revistas brasileiras e coleções temáticas da Playboy, com interesse adicional para quem reúne exemplares de assinatura.
- Material valioso para pesquisa sobre televisão infantil brasileira, história editorial da publicação, cinema nacional e moda internacional dos anos 90.
- Peça de forte memória afetiva para quem cresceu acompanhando o Xou da Xuxa e Os Trapalhões.
Por que Adquirir Este Exemplar?
Este é o tipo de exemplar em que a conservação se torna parte importante do próprio interesse colecionável. A Playboy Nº 245, de dezembro de 1995, com Andréa Sorvetão, chegou ao presente com uma capa excepcionalmente limpa, lombada firme e praticamente sem desgaste, além de conservar o pôster original em excelente estado e todo o miolo íntegro.
O leve amarelamento das páginas é compatível com a idade da publicação e não diminui a excelente apresentação do conjunto. Ao contrário, trata-se de um exemplar que conserva muito bem sua materialidade original, sem intervenções, rasgos ou perdas importantes.
- Para quem procura essa edição não apenas para preencher uma sequência, mas para ocupar uma posição de destaque no acervo, o diferencial está justamente na qualidade global de preservação e na completude. É uma revista com mais de três décadas que ainda transmite imediatamente a impressão de ter sido pouco manuseada — condição que se torna cada vez mais difícil de encontrar em exemplares completos desse período.
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