Playboy Nº 192 | Julho/1991 | Fátima Muniz Freire | Exemplar de Assinante | Pôster Presente

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Entrevista com Tim Maia, pesquisa nacional sobre sexo nas universidades e um retrato provocador do comportamento brasileiro no início dos anos 1990.

Havia capas que apostavam no nome mais óbvio do momento; esta preferiu provocar o chamado soçaite carioca. Fátima Muniz Freire protagoniza uma edição que mistura glamour, comportamento e personagens de peso, colocando lado a lado uma entrevista com Tim Maia, discussões sobre mulheres no mercado de trabalho e uma ampla pesquisa sobre sexo nas universidades. É uma Playboy muito ligada ao seu tempo — e este exemplar ainda conserva um dos componentes que mais costumam desaparecer com os anos: o pôster original.

Estado Geral de Conservação: MUITO BOM

  1. CAPA: mantém boa apresentação visual, com cores fortes e composição preservada. Apresenta pequenos pontos de manchas, mais perceptíveis sobre o corpo da modelo, além de leves sinais de manuseio e atrito na lateral esquerda, junto à lombada. Há discretas marcas naturais de uso nas bordas e extremidades.
  2. CONTRACAPA: em ótimo estado de conservação, preservando bem a superfície e as bordas. Apresenta apenas leves manchas e discretos sinais de tempo.
  3. LOMBADA: em ótimo estado, firme e bem preservada, com leves sinais de atrito nas extremidades.
  4. PÔSTER: presente e em excelente estado de conservação, constituindo um importante diferencial deste exemplar.
  5. MIOLO: completo, firme e íntegro, em ótimo estado de conservação. Apresenta somente leve amarelamento decorrente da ação do tempo, mais perceptível próximo às bordas das páginas. Não há comprometimento da leitura ou da integridade editorial.
  6. OBSERVAÇÃO: exemplar de assinante, identificado originalmente como tal. O conjunto apresenta envelhecimento discreto e compatível com uma revista de 1991, mantendo especialmente bem preservados lombada, miolo e pôster.

Fátima causou tumulto no soçaite em 1991; décadas depois, encontrar essa edição de assinante ainda com o pôster preservado é o tipo de detalhe que continua fazendo barulho numa coleção.

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Informações Rápidas

  1. Tipo de edição: Exemplar de Assinante
  2. Número da edição: 192
  3. Ano/Data: Julho de 1991
  4. Editora: Editora Abril
  5. Preço de capa da época: Cr$ 1.200,00
  6. Modelo de capa: Fátima Muniz Freire
  7. Fotógrafo da capa: Paulo Vainer
  8. Pôster: Presente e em excelente estado de conservação

Modelo em Destaque — Fátima Muniz Freire

Muito antes de chegar à capa da Playboy, Fátima Muniz Freire já fazia parte da história da moda brasileira. Seu nome completo é Maria Thereza de Fátima de Alencastro Muniz Freire Veiga, e sua trajetória se desenvolveu entre as passarelas, os grandes editoriais de moda e o efervescente circuito social carioca das décadas de 1970 e 1980.

Vinda de uma tradicional família carioca, Fátima ganhou projeção ainda jovem como modelo e tornou-se um rosto recorrente da moda nacional. Sua presença era suficientemente marcante para que fosse lembrada pela imprensa como uma das modelos mais badaladas de sua geração e recebesse de O Globo o apelido de o colírio do Rio.

A carreira de Fátima antecede em muitos anos sua Playboy. Durante os anos 1970, ela já figurava entre os nomes conhecidos do meio, e na década seguinte continuou ocupando espaços importantes da fotografia editorial brasileira. Em junho de 1981, foi capa da Vogue Brasil, fotografada por Thomas Susemihl, colocando seu nome em uma das principais vitrines da moda do país.

Também esteve presente nos editoriais da Claudia Moda, publicação da Editora Abril que marcou os anos 1980 pela produção fotográfica sofisticada e pela participação de profissionais como Costanza Pascolato e J.R. Duran. Sua presença nesse universo mostra que Fátima não chegou à Playboy por acaso: quando a edição nº 192 foi publicada, ela já possuía uma carreira construída havia muitos anos.

Outro capítulo importante foi sua ligação com Frankie & Amaury, uma das marcas mais emblemáticas da moda carioca das décadas de 1980 e 1990. Fátima esteve intimamente ligada à trajetória da grife, participando de campanhas e tornando-se uma de suas musas mais reconhecidas. A marca era conhecida pelo uso sofisticado e irreverente do couro e circulava entre modelos, artistas e personalidades do chamado grand monde carioca.

É nesse contexto que a chamada de capa da Playboy — Tumulto no Soçaite — ganha muito mais sentido. A revista não estava simplesmente fotografando uma mulher conhecida das colunas sociais. Estava colocando na capa uma figura que reunia moda, alta sociedade carioca e reconhecimento editorial, uma combinação muito característica daquele período.

A própria imprensa de 1991 descrevia Fátima como modelo pertencente a uma tradicional família carioca e observava que a Playboy havia buscado sua estrela justamente na alta sociedade. Naquele mesmo ano, sua atuação profissional já começava a ultrapassar o trabalho diante das câmeras: registros da época também a identificam trabalhando em relações públicas ligadas ao setor de moda.

Essa transição se tornaria ainda mais clara nos anos seguintes. Em 1998, Fátima já aparecia profissionalmente como assessora de marketing, depois de uma longa carreira como modelo. Sua trajetória, portanto, não ficou presa à imagem construída pelas revistas: ela levou a experiência adquirida no universo fashion para áreas de comunicação, relações públicas e marketing.

A data exata de nascimento não aparece de forma suficientemente segura nas fontes disponíveis. Uma reportagem de 1998 informava que Fátima tinha 38 anos, o que permite situá-la no início dos 30 anos quando realizou a Playboy de julho de 1991, mas não autoriza determinar sua idade exata naquela edição sem recorrer a estimativas. Pelo mesmo rigor, o município de nascimento não deve ser atribuído sem documentação segura.

Mais de três décadas depois da capa, sua história ganhou um elegante reencontro com o passado. Em 2024, quando a Frankie & Amaury foi relançada, Fátima Muniz Freire foi convidada a retornar como uma das musas históricas da marca, ao lado de Silvia Pfeiffer e Alexia Dechamps. Ela participou da nova campanha e relembrou publicamente sua relação com os estilistas e com as peças que marcaram aquela época.

O retorno é particularmente simbólico: a mulher fotografada por Paulo Vainer para a Playboy em 1991 não desapareceu simplesmente das páginas depois de sua fase de modelo. Décadas mais tarde, voltou a representar justamente uma das grifes que ajudou a tornar conhecida, agora como personagem da própria memória da moda brasileira.

Para o colecionador, isso dá à Playboy nº 192 uma dimensão muito mais interessante. A capa registra Fátima Muniz Freire no encontro entre duas fases de sua trajetória: uma modelo consagrada desde os anos 1970, ainda fortemente associada ao glamour carioca, mas já começando a construir uma carreira ligada à comunicação e ao marketing. Hoje, sua presença voltou a ser lembrada como parte da história de uma geração que ajudou a definir visualmente a moda brasileira antes da era das supermodelos globais.

Playmate do Mês — Eloise Broady

A Playboy brasileira apresenta Eloise Broady sob o espírito de A Arte da Sedução. Texana, ela aparece no pôster desta edição acompanhada de uma história curiosa envolvendo cinema e Hollywood.

Segundo a apresentação editorial da própria revista, Eloise havia trabalhado como dublê de Kim Basinger em algumas cenas de Nadine, filme de 1987 dirigido por Robert Benton, o cineasta responsável também por Kramer vs. Kramer. A conexão com Basinger era um gancho poderoso naquele começo dos anos 1990, quando a atriz americana estava entre os grandes símbolos de Hollywood.

A revista constrói o perfil de Eloise como alguém tentando transformar a proximidade com o cinema em uma carreira própria. Sua ambição, naquele momento, era deixar de ocupar o lugar de substituta diante das câmeras e conquistar espaço como atriz, enquanto o texto também explora seu desejo de viver um grande amor.

No conjunto da edição, sua presença funciona como contraponto internacional à capa brasileira de Fátima Muniz Freire: de um lado, o circuito social do Rio; de outro, uma texana ligada ao imaginário cinematográfico americano.

Neste exemplar, o pôster original de Eloise Broady permanece presente e em excelente estado de conservação, característica especialmente relevante para colecionadores, já que encartes removíveis estão entre os primeiros componentes a desaparecer de revistas antigas.

Outros Ensaios e Destaques Femininos

  1. Suzana Rangel: a jornalista e apresentadora que a própria revista anuncia como uma imagem que a Rede Bandeirantes nunca havia mostrado. O ensaio aparece na página 68.
  2. Erika Hoogstad: apresentada em Clima do Prazer, a modelo holandesa protagoniza uma produção de atmosfera tropical a partir da página 110.
  3. Mulheres: estrelas respondem à provocação editorial sobre preferirem despir ou serem despidas, numa matéria que combina comportamento e celebridades.
  4. Click — Flagrantes Indiscretos da Fama: reúne nomes como Cláudia Liz, Letícia Sabatella, Betty Faria e Marlene Matheus, além de outras personalidades.

Índice ou Sumário da Edição

Desejos e Prazeres

  1. Panteras, Gatas & Coelhinhas — pág. 18: mulheres que já haviam passado pelas páginas da revista e seguiam em direção ao sucesso.
  2. Mulheres — pág. 28: estrelas respondem a uma provocação sobre comportamento e intimidade.
  3. Fátima Muniz — pág. 50: o ensaio da personalidade que movimentava o circuito social carioca e assumia a capa do mês.
  4. Suzana Rangel — pág. 68: uma apresentação diferente daquela conhecida pelos telespectadores da Bandeirantes.
  5. Pôster — pág. 78: a texana Eloise Broady, apresentada a partir de sua ligação com Kim Basinger e o cinema.
  6. Clima do Prazer — pág. 110: a holandesa Erika Hoogstad em produção realizada sob o clima brasileiro.

Comportamento

  1. Sexo na Universidade — pág. 46: pesquisa nacional sobre a vida afetiva e sexual de universitários, um dos grandes destaques anunciados já no alto da capa.
  2. Elas Estão Avançando — pág. 76: matéria sobre mulheres conquistando espaço no mercado de trabalho, tema particularmente representativo das transformações daquele período.

Poder e Fama

  1. Entrevista — Tim Maia — pág. 31: uma conversa com um artista que a própria revista apresenta em um de seus momentos mais polêmicos.
  2. Perfil — Delfim Netto — pág. 60: olhar sobre uma das figuras mais influentes da política econômica brasileira.
  3. 10 Perguntas — Ingra Liberato — pág. 134: a atriz responde à provocação da revista sobre transar embaixo d’água.

Tecnologia, Consumo e Gastronomia

  1. Computador sem Mistério — pág. 100: um verdadeiro retrato tecnológico de 1991, quando os microcomputadores ainda exigiam explicações detalhadas para boa parte do público.
  2. Queijos — pág. 64: comparação de marcas nacionais com referências internacionais.
  3. Miami — pág. 96: compras e gastronomia em uma cidade que se tornava referência recorrente para o consumidor brasileiro.
  4. O Homem na Cozinha — pág. 20: receita de spaghetti ao vongole dentro da tradicional seção gastronômica masculina da revista.

Moda, Aventura e Cultura

  1. O Homem no Espelho — pág. 26: moda e prazeres de uma viagem à Arábia.
  2. Quanto Vale Seu Sonho — pág. 27: o desafio e o prazer associados ao golfe.
  3. O Interior Mostra Sua Elegância — pág. 88: novas formas de vestir sob inspiração country.
  4. Esqui Aéreo — pág. 106: salto de 30 metros em direção às águas do Caribe.
  5. Cartas de um Sedutor — pág. 86: destaque literário para o livro de Hilda Hilst.
  6. Livros & Música — pág. 136: cultura, literatura e rock compondo o repertório editorial do número.
  7. As Piadas de Playboy — pág. 140: o tradicional espaço de humor da publicação.

Uma Entrevista com Tim Maia

Entre todos os conteúdos que cercam o ensaio de capa, a presença de Tim Maia é um dos grandes diferenciais editoriais deste número. A revista anuncia a conversa como o show mais polêmico de sua vida — uma formulação perfeitamente compatível com a imagem pública irreverente e imprevisível que acompanhava o cantor.

Para o colecionador interessado não apenas nas capas, mas também no jornalismo praticado pela Playboy, essa entrevista amplia consideravelmente o interesse da edição. Tim Maia pertence ao grupo de personagens cuja presença numa revista antiga transforma a publicação em documento de cultura brasileira.

Playboy e o Brasil de 1991

A nº 192 é especialmente rica naquilo que uma revista antiga pode revelar sem precisar explicar seu próprio tempo. Computadores ainda eram tratados como território a ser desvendado; Miami aparecia como referência de consumo; a ascensão feminina no mercado de trabalho merecia uma reportagem específica; e uma pesquisa nacional buscava mapear o comportamento sexual de universitários.

Ao mesmo tempo, a capa mobilizava o universo das colunas sociais, Tim Maia dominava a entrevista principal e Delfim Netto surgia no perfil político. Essa combinação de comportamento, tecnologia, música, economia, moda e fotografia é parte essencial da identidade que transformou a Playboy brasileira em algo maior do que uma publicação de ensaios.

Curiosidades da Edição

  1. A capa foi fotografada por Paulo Vainer, profissional recorrente na linguagem visual da Playboy daquele período.
  2. O pôster apresenta Eloise Broady, promovida pela edição a partir de sua curiosa ligação profissional com Kim Basinger no cinema.
  3. A chamada principal de comportamento anuncia uma pesquisa nacional sobre sexo nas universidades, registrando uma discussão típica do início dos anos 1990.
  4. A entrevista com Tim Maia oferece um forte componente de memória musical e jornalística ao exemplar.
  5. Uma matéria inteira tenta explicar os microcomputadores ao leitor — detalhe que hoje transforma o número em um interessante documento da relação do brasileiro com a tecnologia naquele momento.

Valor para Coleção

  1. Capa com Fátima Muniz Freire, personagem ligada ao circuito social carioca do período.
  2. Fotografia de capa assinada por Paulo Vainer.
  3. Exemplar de assinante, uma variante de circulação interessante para coleções especializadas.
  4. Pôster original presente e em excelente estado de conservação.
  5. Entrevista de destaque com Tim Maia.
  6. Conteúdo fortemente representativo de 1991, abrangendo comportamento, tecnologia, mercado de trabalho, moda e cultura.
  7. Miolo completo e preservado, com apenas leve amarelamento natural nas bordas das páginas.

Usos e Benefícios

  1. Excelente para completar uma coleção cronológica da Playboy brasileira.
  2. Interesse para coleções dedicadas à fotografia editorial e à moda dos anos 1980 e 1990.
  3. Material de pesquisa sobre comportamento, televisão, música, tecnologia, publicidade e cultura brasileira.
  4. Documento visual do universo das colunas sociais e das personalidades cariocas daquela época.
  5. Exemplar especialmente atraente para quem procura revistas com pôster original preservado.

Por que Adquirir Este Exemplar?

A nº 192 reúne elementos que dificilmente caberiam juntos numa revista atual: uma socialite carioca transformada em personagem de capa, Tim Maia ocupando a grande entrevista, universitários participando de uma pesquisa nacional sobre comportamento e uma matéria inteira destinada a explicar o então misterioso universo dos microcomputadores.

Este exemplar acrescenta ainda dois diferenciais físicos importantes: trata-se de exemplar de assinante e conserva o pôster original em excelente estado. As pequenas manchas da capa e o discreto amarelamento das páginas registram naturalmente sua idade; lombada, miolo e encarte, porém, permanecem muito bem preservados.

Para quem coleciona Playboy como documento editorial de uma época, é justamente essa combinação entre Fátima Muniz Freire, Paulo Vainer, Tim Maia, comportamento de 1991 e pôster completo que dá identidade própria ao número.

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Especificação: Playboy Nº 192 | Julho/1991 | Fátima Muniz Freire | Exemplar de Assinante | Pôster Presente

Revistas Adultas
Condição

Década

Formato de Venda

Origem da Edição

Pôster

Tipo de Edição

Specification
Ano da Edição

1991

Dimensions
Weight401 g

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