Playboy Nº 209 | Dezembro de 1992 | Marinara Costa | Exemplar de Assinante | Pôster Presente
R$29,90
Um retrato muito particular do começo dos anos 1990: televisão, celebridades, cinema e comportamento dividem espaço com um ensaio de capa ligado diretamente ao universo midiático daquele momento.
Em dezembro de 1992, Marinara já circulava por um território em que televisão, música, revistas e colunas de celebridades se misturavam com enorme intensidade. A escolha da Playboy aproveitou precisamente esse instante: além da força visual da modelo, a publicação explorou sua relação com Fernando Vannucci a ponto de transformar o célebre “Alô, você!” do apresentador em chamada de capa. Fotografado por Klaus Mitteldorf, o ensaio tornou-se um daqueles registros em que personagem, relacionamento e linguagem editorial se confundem — exatamente o tipo de combinação que envelhece bem dentro de uma coleção.
Estado Geral de Conservação: MUITO BOM
- CAPA: boa apresentação geral, com cores ainda vivas e composição bem preservada. Há sinais discretos de manuseio e desgaste compatíveis com a idade, mais perceptíveis nas extremidades inferiores. O canto inferior esquerdo apresenta pequeno desgaste.
- CONTRACAPA: íntegra, com boa preservação visual e leves sinais naturais de manuseio, sem danos estruturais importantes.
- LOMBADA: firme e funcional, apresentando pequeno dano concentrado na extremidade inferior, com desgaste e perda localizada do acabamento.
- PÔSTER: presente e em excelente estado de conservação, importante diferencial deste exemplar.
- MIOLO: íntegro e em excelente estado de conservação, com páginas firmes, limpas e sem amarelamento relevante, rasgos ou recortes aparentes.
- OBSERVAÇÃO: exemplar de assinante, completo em seus elementos principais e especialmente bem preservado internamente; o ponto de atenção concentra-se no pequeno dano existente na base da lombada.
O “Alô, você!” saiu da televisão e foi parar numa das capas mais características daquele dezembro de 1992 — e este exemplar ainda preserva o pôster para completar a história.
Veja mais informações na descrição abaixo.
Informações Rápidas
- Tipo de edição: Exemplar de Assinante
- Número da edição: 209
- Ano/Data: Dezembro de 1992 — Ano XVIII
- Quantidade de páginas: 150 páginas
- Editora: Editora Abril
- Preço de capa da época: Cr$ 50.000
Modelo em Destaque — Marinara Costa
Nascida em 2 de julho de 1968, em Caicó, Rio Grande do Norte, Marinara Costa chegou à edição de dezembro de 1992 com 24 anos e no centro de uma fase de forte exposição pública. Sua trajetória havia passado pela dança, pela modelagem e pela cena performática ligada a Fausto Fawcett, ambiente que combinava música, sensualidade, comportamento urbano e a estética provocadora que marcou parte da cultura carioca no final dos anos 1980 e começo dos 1990.
Foi justamente em 1992 que sua imagem ganhou projeção nacional muito mais ampla. Seu relacionamento com o jornalista esportivo Fernando Vannucci, então um dos rostos mais reconhecíveis da televisão brasileira, tornou-se assunto recorrente no universo das celebridades. A Playboy não apenas aproveitou essa notoriedade como a incorporou diretamente à identidade da edição: a chamada de capa transforma o bordão “Alô, você!”, associado a Vannucci, em abertura para o ensaio de Marinara. O próprio jornalista chegou a participar da apresentação editorial do ensaio, reforçando o caráter singular daquele momento.
A sessão principal foi fotografada por Klaus Mitteldorf, nome importante da fotografia brasileira e presença recorrente nas páginas da Playboy. Isso dá ao exemplar um interesse que vai além da celebridade de capa: trata-se também de um registro de uma fase visual muito reconhecível da revista, em que fotografia produzida, personalidade pública e narrativa de celebridade eram trabalhadas como um único acontecimento editorial.
Alguns elementos tornam sua trajetória especialmente curiosa. Marinara integrou o universo artístico de Fausto Fawcett antes de conquistar projeção própria; posteriormente fez participações em produções da televisão brasileira, incluindo trabalhos na Globo; e, anos depois, seguiu uma trajetória bastante diferente da imagem construída nas revistas, chegando a atuar como policial civil e a se aproximar da vida religiosa. Também se aventurou na política, candidatando-se a deputada federal no início dos anos 2000.
Sua ligação com Fernando Vannucci permaneceu relevante em sua biografia. Os dois tiveram uma filha, Júlia, e Marinara voltou a falar publicamente sobre a importância do jornalista em sua vida após a morte dele, em 2020. Décadas depois da publicação, portanto, a capa continua documentando não apenas uma modelo em evidência, mas um relacionamento que efetivamente marcou a biografia de ambos.
Para o colecionador, isso transforma a Nº 209 em algo mais interessante que uma simples edição de capa famosa. Ela preserva um instante específico da cultura de celebridades brasileira, quando televisão aberta, revistas masculinas e vida privada dos artistas ainda se encontravam nas bancas de maneira quase inseparável.
Playmate do Mês — Morena Corwin
A seção Playmate desta edição brasileira apresenta Morena Corwin, nascida em 24 de outubro de 1969, em Seul, Coreia do Sul. Com 23 anos no mês desta publicação brasileira, ela aparece nas páginas da revista sob a chamada editorial “Tigresa Asiática”, reforçando a maneira bastante característica como a Playboy do período construía pequenas narrativas em torno de suas modelos internacionais.
Morena tinha origem familiar multicultural: seu pai era norte-americano, de ascendência europeia, e sua mãe, coreana. Ainda muito pequena mudou-se com a família para os Estados Unidos, crescendo em Michigan. Mais tarde, já na Flórida, trabalhou como hostess e começou a se aproximar profissionalmente do universo da modelagem.
Há aqui uma curiosidade editorial particularmente interessante: Morena havia sido escolhida Playmate of the Month da edição norte-americana de setembro de 1992. A Playboy brasileira reproduziu seu ensaio alguns meses depois, em dezembro, apresentando-a ao público nacional dentro da seção dedicada à Playmate. Para quem coleciona edições brasileiras e estrangeiras, esse intervalo ajuda a visualizar como o conteúdo internacional da marca Playboy circulava entre seus diferentes mercados.
Sua carreira não ficou restrita ao ensaio. Morena apareceu posteriormente em diversos produtos ligados ao universo Playboy, incluindo vídeos e produções temáticas, além de trabalhar como modelo para marcas de moda praia e lingerie. Também teve presença associada à Venus Swimwear, para a qual se tornou um rosto conhecido em catálogos e material promocional.
Outro detalhe repetido em perfis biográficos da modelo é uma tradição familiar segundo a qual um ancestral distante teria pertencido à linhagem imperial coreana. A própria edição brasileira explora essa ideia ao apresentá-la quase como uma “princesa” de origem asiática. Ainda que o dado genealógico tenha circulado sobretudo como elemento biográfico promocional, ele ajuda a entender a narrativa escolhida pela revista para apresentar Morena naquele período.
Seu ensaio representa muito bem a internacionalização editorial da Playboy brasileira: enquanto a capa dialogava diretamente com a televisão e a cultura de celebridades nacionais, a seção Playmate importava uma estética e uma personagem já apresentadas ao leitor norte-americano. Essa combinação de conteúdo brasileiro e material internacional é uma das marcas reconhecíveis das edições da Abril no período.
Ensaios
- Marinara Costa — “Mulher”, a partir da página 64. Ensaio principal fotografado por Klaus Mitteldorf, construído como o grande acontecimento visual da edição.
- Morena Corwin — “Tigresa Asiática”, a partir da página 86. Ensaio da Playmate internacional apresentada ao público brasileiro.
- “Nudez a Rigor”, a partir da página 102, com proposta visual baseada em pintura corporal.
- “Encantadora Sereia à Holandesa”, a partir da página 120, ensaio com modelo holandesa apresentado dentro da tradição de produções internacionais da revista.
Índice ou Sumário da Edição
A Nº 209 oferece um retrato particularmente rico de dezembro de 1992, misturando sensualidade, cinema, música, política, comportamento masculino e consumo.
- Página 15 — Acessório: seleção ligada ao universo de estilo e objetos pessoais.
- Página 18 — Insiders: sugestões de lazer e consumo.
- Página 20 — Estilo: foco nas camisas e gravatas largas características da moda masculina do início dos anos 1990.
- Página 24 — Vaidade: modelos de armações de óculos e cuidados ligados à imagem pessoal.
- Página 29 — Cinema, Livros e Música: panorama cultural do período.
- Página 35 — “O Que Mais Atrapalha na Hora da Transa?”: comportamento e sexualidade tratados no registro típico da revista.
- Página 39 — Entrevista com Sharon Stone: a atriz aparecia no auge da repercussão internacional provocada por Instinto Selvagem, lançado naquele mesmo ano.
- Página 58 — Perfil de Daniela Mercury: registro de uma artista em plena ascensão nacional no momento em que a axé music conquistava espaço cada vez maior.
- Página 64 — Marinara: ensaio principal e motivo central da edição.
- Página 74 — Aventuras no Ventre da Baleia de Aço: reportagem sobre a rotina a bordo do submarino brasileiro Tupi.
- Página 78 — Os Eternos Clássicos: objetos e referências de estilo masculino.
- Página 82 — “Procura-se Primeira-Dama”: texto de Danuza Leão imaginando uma primeira-dama para Itamar Franco, que havia assumido a Presidência naquele turbulento 1992.
- Página 86 — Morena Corwin: Playmate apresentada como “Tigresa Asiática”.
- Página 94 — Os Segredos da Caipirinha: receitas e técnicas para um dos drinques brasileiros mais emblemáticos.
- Página 98 — Como Brigar com Ela: relacionamento e comportamento.
- Página 102 — Nudez a Rigor: ensaio de pintura corporal.
- Página 106 — O Som do Futuro: seleção de equipamentos de áudio, ótimo documento da tecnologia de consumo do início da década.
- Página 110 — Os Negócios Quase Honestos do PC: reportagem ligada ao universo de PC Farias, figura central do noticiário político daquele ano.
- Página 114 — Sexo no Cinema em 1992: retrospectiva das cenas mais ousadas vistas nas telas durante o ano.
- Página 120 — Encantadora Sereia à Holandesa: ensaio internacional.
- Página 146 — Os Flagrantes Indiscretos da Fama: seção de celebridades.
- Página 148 — As Piadas de Playboy: humor tradicional da publicação.
Importância Histórica e Cultural
Poucas datas são tão carregadas de contexto quanto dezembro de 1992. O Brasil acabara de atravessar o processo de impeachment de Fernando Collor, Itamar Franco estava na Presidência, PC Farias permanecia no centro do noticiário e a cultura pop também vivia mudanças rápidas. A própria edição registra tudo isso sem abandonar o formato de revista masculina de variedades.
Nas mesmas páginas convivem Sharon Stone, ainda sob o impacto mundial de Instinto Selvagem; Daniela Mercury, consolidando uma nova fase da música brasileira; textos sobre política e comportamento; equipamentos de som; moda; bebidas; cinema e os grandes ensaios fotográficos. Essa mistura transforma a revista em uma espécie de cápsula editorial do Brasil no fechamento de 1992.
Curiosidades da Edição
- A chamada de capa com “Alô, você!” reaproveita deliberadamente um dos bordões mais conhecidos de Fernando Vannucci, ligando a identidade televisiva do jornalista ao ensaio de Marinara.
- Morena Corwin havia sido Playmate of the Month nos Estados Unidos em setembro de 1992 e chegou à edição brasileira poucos meses depois, mostrando a circulação internacional de conteúdo da Playboy.
- A presença de Sharon Stone na entrevista é especialmente representativa do ano: Instinto Selvagem havia transformado a atriz em um dos maiores fenômenos cinematográficos de 1992.
Valor para Coleção
- Forte apelo de capa, com Marinara em um dos momentos de maior exposição de sua carreira.
- Ensaio fotografado por Klaus Mitteldorf, agregando interesse para colecionadores de fotografia editorial brasileira.
- Pôster original presente e em excelente estado, diferencial importante em exemplares com mais de três décadas.
- Exemplar de assinante, uma condição de circulação específica valorizada por parte dos colecionadores.
- Conteúdo extremamente representativo do fechamento de 1992, reunindo entretenimento, política, comportamento e cultura pop.
- Miolo excepcionalmente preservado, sem amarelamento relevante e sem mutilações aparentes.
Usos e Benefícios
- Excelente peça para acervos especializados em Playboy Brasil e publicações da Editora Abril.
- Material de pesquisa sobre design editorial, fotografia, publicidade, moda e cultura de celebridades dos anos 1990.
- Interesse adicional para coleções ligadas a Marinara Costa, Fernando Vannucci, Klaus Mitteldorf e Playmates internacionais.
- Documento visual de um dos períodos mais intensos da cultura e da política brasileiras no início da década de 1990.
Por que Adquirir Este Exemplar?
- Reúne uma capa emblemática, contexto midiático forte e fotógrafo de destaque.
- Conserva o pôster original, componente frequentemente perdido ao longo dos anos.
- O miolo permanece em excelente estado, aspecto especialmente relevante numa revista publicada em 1992.
- O pequeno dano existente está concentrado na extremidade inferior da lombada, sem comprometer a integridade do conteúdo.
- Como exemplar de assinante, preserva também uma característica particular de sua circulação original.
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