Playboy Nº 252 | Julho/1996 | Kelly Christie – Ensaio na África do Sul | Entrevista com Oscar Schmidt
R$19,90
Capacetes azuis da ONU, uma missão de paz na África e um ensaio de moda internacional no mesmo volume — o mês em que a revista resolveu ser tudo ao mesmo tempo.
Julho de 1996 foi um mês de contrastes violentos na redação. Enquanto uma equipe atravessava o Atlântico para acompanhar soldados brasileiros em missão de paz em Angola, outra montava produção de moda internacional na África do Sul. No meio disso, Oscar Schmidt dava uma entrevista às vésperas da sua quinta Olimpíada, os VJs da MTV apresentavam o guarda-roupa que definiria a estética jovem da década, e Pamela Anderson chegava como o fenômeno televisivo mais assistido do planeta. Uma edição que documenta o Brasil olhando para fora — e que raramente aparece completa no mercado.
Estado Geral de Conservação: MUITO BOM
- CAPA: Estruturalmente íntegra, com imagem, cores e textos bem preservados. Apresenta riscos superficiais, marcas de atrito, vincos discretos e desgaste nas bordas e quinas, mais perceptível nas extremidades superior direita e inferior direita.
- CONTRACAPA: Íntegra e bem fixada, com impressão preservada. Apresenta leve amarelamento, pequenas marcas de manuseio e discretos vincos superficiais, sem rasgos ou perdas aparentes de papel.
- LOMBADA: Completa, alinhada e firmemente unida ao miolo. Apresenta atrito superficial, desgaste da impressão e pequenos sinais de uso nas extremidades, sem comprometimento estrutural visível.
- PÔSTER: Presente e em ótimo estado, com imagens preservadas e sem rasgos, recortes ou perdas de papel. Apresenta apenas leves sinais compatíveis com o manuseio e a dobra editorial original.
- MIOLO: Íntegro e em muito bom estado, com páginas completas, bem fixadas e sem danos relevantes. As folhas apresentam leve amarelamento decorrente da ação natural do tempo.
- COMENTÁRIOS ADICIONAIS: Edição regular de banca, completa e estruturalmente bem preservada. A avaliação geral permanece em muito bom estado devido aos desgastes superficiais da capa, das bordas e da lombada, além do leve envelhecimento natural do papel, sem avarias que comprometam a leitura ou a integridade do exemplar.
Na mesma edição em que a Playboy mandou fotógrafo para a África do Sul, mandou repórter para Angola atrás dos capacetes azuis brasileiros. Kelly Christie ficou com a capa, mas quem coleciona jornalismo sabe o que veio junto.
Veja mais informações na descrição abaixo.
Informações Rápidas
- Revista: Playboy — edição brasileira
- Tipo de edição: Regular de banca
- Número da edição: 252 — Ano XXI
- Ano/Data: Julho de 1996
- Quantidade de páginas: 170
- Editora: Editora Abril
- Preço de capa da época: R$ 5,50
Modelo em Destaque — Kelly Christie
A chamada de capa desta edição diz muito sobre o momento: “Globalizamos!”. A revista apresentou Kelly Christie como “a modelo brasileira que está conquistando o mundo”, e essa formulação define exatamente o tipo de capa que ela representa.
Ao contrário da maioria das escolhas do período — atrizes de novela, dançarinas de axé, apresentadoras de auditório —, Kelly não vinha da televisão brasileira. Vinha do circuito internacional de moda, e o argumento de venda era justamente esse: uma brasileira fazendo carreira fora, num ano em que o país celebrava sua inserção no mundo globalizado como conquista nacional. O trocadilho da capa não era casual; era programa editorial.
Registro com honestidade: não há documentação pública confiável sobre nome completo, cidade de origem, data de nascimento ou trajetória posterior de Kelly Christie. Modelos que construíram carreira exclusivamente no exterior, sem passagem pela mídia brasileira, raramente deixaram rastro nos arquivos nacionais. Este anúncio não preenche essa lacuna com suposição.
O que a edição documenta com segurança é a produção: o ensaio foi realizado na África do Sul — país que havia realizado suas primeiras eleições livres apenas dois anos antes, em 1994, e que naquele momento representava, no imaginário internacional, a fronteira mais nova e mais simbólica do mundo aberto. Escolher aquela locação em 1996 foi uma decisão editorial com significado próprio.
Para o colecionador, esta é uma capa de recorte específico: representa a fase em que a Playboy brasileira apostava em modelos profissionais de circuito internacional, e não apenas em celebridades de TV. É também uma das capas menos reeditadas e menos reproduzidas do período — o que, na prática, significa menos exemplares circulando.
Ensaio Central — Kelly Christie
O ensaio ocupa a página 62 e foi produzido em locação externa na África do Sul, com aproveitamento de formações rochosas e luz natural — linguagem mais próxima do editorial de moda do que do ensaio de estúdio convencional da revista.
A ficha técnica está registrada na edição: fotografia de Fabio Cabral. Cabelo de Murilo de Souza, da PPM Estética; maquiagem de Gugu Lima; gargantilha e pulseira da H. Stern; brinco de Serpui Marie; tecido da Tecelagem Saliba.
Playmate – Pôster — Sandra do Espírito Santo
O pôster desta edição pertence a Sandra do Espírito Santo, e a história dela é uma das mais atípicas já publicadas pela revista.
Nascida em Moçambique, filha de mãe africana e pai português, Sandra mudou-se para o Brasil aos 15 anos. Fixou-se no Paraná e, quando posou, era funcionária pública da Justiça Federal em Curitiba — a revista a apresentou, na página 82, como “a funcionária pública mais gostosa do Paraná”.
O contraste com o ensaio de capa é notável e provavelmente intencional. De um lado, uma modelo profissional de circuito internacional fotografada na África do Sul; de outro, uma servidora pública brasileira nascida em Moçambique. As duas histórias, no mesmo volume, formam um arco sobre migração e trabalho que a revista provavelmente não planejou, mas registrou.
O pôster deste exemplar está presente, dobrado nas marcas originais e em ótimo estado.
Outros Ensaios
- Pamela Anderson, página 148 — a atriz de S.O.S. Malibu e do filme A Justiceira, anunciada na capa como “a louraça de 2 bilhões de fãs”. O número não era exagero editorial: Baywatch era, naquele momento, o programa de televisão mais assistido do planeta. O filme, lançado em maio de 1996, colocava Pamela em sua tentativa de transição para o cinema.
- Garotas de ouro, página 106 — ensaio com modelos de Atlanta, publicado semanas antes da abertura dos Jogos Olímpicos de 1996, apresentado pela revista como “dez bons motivos para ir à cidade das Olimpíadas”.
Índice da Edição
- 7 — Entre Nós e 10 — Caro PLAYBOY: bastidores da redação e cartas dos leitores.
- 14 — Panteras, Gatas & Coelhinhas: a vitrine de novos rostos enviados por fotógrafos de todo o país.
- 16 — Mulheres: o que elas fariam em matéria de sexo se soubessem que o mundo acabaria amanhã.
- 20 — De Mulher para Homem: por que as mulheres são chatas.
- 21 — Assessoria e 24 — Insiders.
- 35 — Entrevista: Oscar Schmidt. Conversa franca com o “Mão Santa” do basquete, herói de cinco Olimpíadas. A chamada de capa registra: 38 anos, 25 de basquete, cinco Olimpíadas, e a frase “nem me falem em parar”. Publicada semanas antes dos Jogos de Atlanta, é um documento sobre o maior pontuador da história do basquete brasileiro em pleno debate sobre aposentadoria.
- 62 — Kelly Christie: o ensaio de capa, na África do Sul.
- 76 — Ranking 1996: os melhores vinhos Cabernet Sauvignon, com destaque para os rótulos australianos e californianos. Guia de consumo que registra o momento em que o vinho do Novo Mundo passou a disputar espaço com o europeu no gosto brasileiro.
- 82 — Sandra do Espírito Santo: o ensaio e o pôster da edição.
- 93, 125 e 147 — Humor.
- 94 — Paz em Angola. Reportagem que acompanhou a vida dos soldados brasileiros na África, integrantes da missão de paz da ONU — os capacetes azuis que cruzaram o Atlântico para atuar no pós-guerra civil angolano. É o conteúdo jornalístico mais relevante da edição e um registro raro da participação militar brasileira em operações internacionais nos anos 90.
- 106 — Garotas de ouro: as gatas de Atlanta, às vésperas das Olimpíadas.
- 114 — Roupa: os VJs Sabrina Parlatore, Christine Nicklas, Gastão Moreira e Edgard Piccoli apresentam a moda casual da MTV. Documento visual precioso sobre a estética jovem brasileira de 1996 e sobre a fase de ouro da MTV Brasil.
- 120 — Ficção: “Um tiro justo”, por Luiz Alberto Py.
- 126 — Mr. Meyer, o imoral: perfil de Russ Meyer, então com 73 anos, o maior diretor americano de filmes eróticos, ainda em atividade. Material de forte interesse para colecionadores de cinema cult.
- 132 — Harley-Davidson: o encontro anual de Sturgis, na Dakota do Sul, que reunia 200 mil apaixonados pela marca.
- 138 — As armas da conquista: utensílios de cozinha clássicos e de design moderno.
- 148 — Pamela Anderson: o ensaio internacional da edição.
- 158 — 20 Perguntas: Suzana Werner, a Mariana de Malhação, respondendo se vai posar nua. Ela posaria de fato pouco tempo depois, e ganharia projeção nacional adicional pelo relacionamento com Ronaldo — o que faz desta entrevista um registro anterior a tudo isso.
- 162 — Click e 168 — As piadas de PLAYBOY.
Importância Histórica e Cultural
Esta edição documenta um Brasil em plena euforia de abertura internacional. A palavra “globalizamos” estampada na capa não é acidente: 1996 foi o auge do discurso da inserção brasileira no mundo, e a revista traduziu isso em pauta — modelo brasileira fazendo carreira fora, ensaio na África do Sul recém-democratizada, tropas brasileiras em missão da ONU na África, vinhos australianos disputando ranking com franceses.
A reportagem sobre Angola merece destaque próprio. O envio de tropas brasileiras para uma missão de paz da ONU foi um capítulo pouco documentado da política externa dos anos 90, e o acesso obtido pela revista aos soldados em campo produziu um material que praticamente não tem equivalente em outras publicações do período.
Culturalmente, a matéria com os VJs da MTV é um registro visual da estética jovem brasileira em 1996, quando a emissora definia sozinha o que era moda, música e comportamento para uma geração inteira. E a entrevista com Oscar Schmidt, feita às vésperas de Atlanta, captura o momento exato em que o maior pontuador do basquete brasileiro se recusava a discutir aposentadoria.
Curiosidades da Edição
- O preço de capa é de R$ 5,50, valor que a revista praticava antes do reajuste para R$ 6,00 aplicado nos números seguintes. É um marcador cronológico útil para quem organiza a coleção do período.
- A revista produziu o ensaio de capa na África do Sul apenas dois anos após o fim do apartheid e as primeiras eleições livres do país. A escolha da locação, num momento em que a África do Sul era o símbolo global de transição democrática, dá ao ensaio um contexto que a redação nunca explicitou.
- A edição reúne, no mesmo volume, uma modelo fotografada na África do Sul e uma modelo nascida em Moçambique — duas ligações com o continente africano em julho de 1996, no mesmo mês em que a revista cobria a missão brasileira em Angola.
Valor para Coleção
- Apelo de capa por representar a fase em que a revista apostava em modelos de circuito internacional, com produção externa em locação simbólica.
- Interesse editorial pela reportagem sobre a missão brasileira em Angola, pela entrevista com Oscar Schmidt e pelo perfil de Russ Meyer — três frentes que atraem colecionadores fora do público habitual da revista.
- Representatividade de época pelo registro dos VJs da MTV, pelas vésperas das Olimpíadas de Atlanta e pelo fenômeno Baywatch em seu ponto máximo.
Usos e Benefícios
- Excelente para acervos de revistas brasileiras e coleções temáticas da Playboy dedicadas à década de 90.
- Material valioso para pesquisa gráfica, editorial, jornalística e cultural, com destaque para a cobertura de Angola e para o registro da MTV Brasil.
- Peça de interesse para quem busca memória afetiva, documentação visual e colecionismo especializado, incluindo colecionadores de material esportivo e de cinema cult.
Por que Adquirir Este Exemplar?
- Pôster original presente e em ótimo estado, o elemento que mais frequentemente falta em exemplares dos anos 90.
- 170 páginas completas e íntegras, sem recortes, rasgos ou páginas ausentes.
- Edição de circulação menos reeditada e menos reproduzida que as capas de celebridade do mesmo período — na prática, exemplar mais difícil de reunir completo do que os números de maior tiragem.
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